Archive for the 'crônica' Category

Linguagem Universal

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Às vezes é manifestada pelo cheiro…

Do café sendo passado na cozinha e se espalhando pela casa. Da terra seca recebendo os primeiros pingos da chuva. Da roupa usada pela primeira vez. Do churrasco assando na brasa. De perfume de mãe. De livro novo. De pão quentinho. De lençol recém colocado na cama.

Pode ser sentida pelo toque…

De beijo estalado de criança. De abraço de pai. De fazer cócegas em alguém. De carinho de pet. De estourar papel bolha. Do aconchego ao dormir de conchinha. Do cabelo penteado por outras mãos. Do cafuné no sofá.

E pode se comunicar pelo som…

De onda quebrando na areia da praia. De papel de presente sendo rasgado. De um hit marcante da juventude tocando no rádio. De gargalhada de neném. Da chuva caindo forte no telhado. De canção de fim de ano na TV. Do timbre da voz de quem se ama.

E também tem gosto…

De pastel fresquinho com caldo de cana. De tempero de vó. De bala 7 Belo. De chope gelado. De vinho em noite de inverno. De milk shake de ovomaltine. De milho na praia. De pipoca de cinema. De fritas do MC Donalds. De fruta madura. De beijo com saudades. De beijo de reconciliação (quem nunca?)

É lógico que ela também se manifesta na imagem…

Da alegria do cachorro nos recebendo no portão. Da pequena gentileza recebida no trânsito. Do #tbt de toda quinta-feira. Da encomenda que chega pelo correio. De quem nos espera no desembarque do aeroporto ou da rodoviária. Do céu colorido no fim da tarde. Da flor desabrochando no jardim.

E também está nas pequenas ações que enchem nosso coração de alegria…

Como apanhar tempero fresco no quintal. Aprender uma coisa nova. Andar descalço na grama. Falar com um amigo querido que mora longe. Dançar até suar. Viajar. Retomar um bom projeto. Descobrir um livro inspirador. Ajudar alguém. Cantar no chuveiro. Fazer um bolo de chocolate.

A felicidade está no cheiro, no som, no gosto, no toque, na imagem, nas pequenas boas ações do cotidiano e, principalmente, na arte de reconhecer tudo isso. Gratidão, também é linguagem universal.

 

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Futuras médicas

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Imagem do filme As Patricinhas de Beverlly Hills

Elas são umas cinco ou seis, não tenho certeza quanto ao número, porque são iguaizinhas. Tem a mesma cor, o mesmo corte de cabelo, usam o mesmo jeans rasgado no joelho, o mesmo tênis e a mesma bolsa de marca. Elas não têm mais do que vinte anos.

Dias atrás, com a proximidade do verão, decidiram que estava na hora de se matricular na academia. Na verdade, uma decidiu e as outras seguiram. Todos nós que assistimos “As Patricinhas de Beverlly Hills” sabemos que elas precisam de uma líder para ditar o que comprar e como se comportar. Deve ser a mesma que elas imitam durante os exercícios.

A moça simpática da recepção, para elas, é invisível. O instrutor que gentilmente as cumprimenta, é ignorado. Desde que apareceram por ali, o vestiário passou a ser uma extensão da suíte delas. Depois do treino tomam banho, uma do lado da outra. Ligam a caixa de som com a música que elas gostam, espalham todos os pertences sobre os bancos, onde os outros alunos não podem mais sentar. Ocupam todas as tomadas com seus secadores, as bancadas com seus cosméticos, maquiagens e ítens de higiene. Não bastasse a música alta, fazem uma algazarra sem tamanho.

Seus pais lhe deram carro aos dezoito. Pagaram boas escolas para que recebessem a melhor educação. Pagam a mensalidade cara da faculdade e sustentam todos os seus luxos. Mas não ensinaram o respeito aos outros. Que pena. O jaleco, atirado sobre o banco, denuncia o curso em que estão matriculadas. Em poucos anos, se tornarão médicas. Vão nos atender nas Unidades de Pronto Atendimento, consultórios e hospitais da região. Não gosto de pensar no tipo de serviço que irão prestar.

Por certo, vão fazer parte da mesma turma daquela dermatologista. Aquela que dias atrás chegou com uma hora de atraso para a primeira consulta do dia que, no caso, era a minha. Atendeu-me em menos de dez minutos. Com a mesma educação que a delas, decidiu que não me devia desculpas por ter me feito esperar. Sequer suspeitou que, naquele dia, eu tinha compromissos marcados e que não puderam ser cumpridos por causa do seu atraso injustificado. Que para chegar no horário da consulta, marcada há semanas, naquela manhã saí sem terminar o meu café.

Mas o que eu podia esperar? Então eu não sei que médico é Deus? Até as jovens estudantes e estúpidas sabem disso. E, desde já, fazem valer o seu direito.

(PS: Conheço bons médicos, mas sei que não se sentirão ofendidos com este post, porque sabem que existem bons e maus profissionais, assim como em outras profissões.)

Carta para o Cleber

Muitas coisas mudaram nos últimos cinco anos. Basta assistir o vídeo ai embaixo para perceber:

Crianças se tornaram adolescentes. Novas crianças vieram ao mundo. Jovens viraram adultos. Outros entraram na faculdade, enquanto alguns se formaram.

Namorados se uniram. Outros casais deixaram de ser casais. Novos casais se formaram enquanto outros estão na busca de seu par. Até um cunhado entrou para a familia. Quem diria, hein?

Amigos se afastaram com o tempo e novos se aproximaram. Alguns deles viajaram, viraram atletas, perderam cabelo, mudaram de casa, de cidade, de profissão, ganharam e perderam peso, alguns deles até se tornaram pais.

Mas não foram apenas as pessoas ao nosso redor que mudaram. Nós também. Trocamos de emprego. Terminamos a especialização. Malhamos. Reformamos a casa. Fizemos teatro. Cultivamos um jardim. Viajamos. Realizamos sonhos. Fizemos uma horta. Criamos a Sophia. E a Hanna já começa a mostrar os primeiros sinais da idade.

Até dieta a gente fez junto. Quem diria que você deixaria o Nescau pelo café? Eu não digo nada, mas sempre acho graça quando reconheço em ti a minha influência ou quando me pego dizendo palavras do teu vocabulário. Já temos tanto um do outro.

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Passamos a enxergar a beleza do cabelo despenteado ao acordar, a rir de nossas limitações, a oferecer colo quando o outro desaba, a dar a mão quando o outro tropeça, a perdoar quando o outro se irrita, a pedir desculpas depois da briga. A perceber o que não é verbalizado. E também  diferenciar o que é dito de verdade, do que é apenas da boca para fora.

Aprendemos a lidar com algumas de nossas diferenças. No meio do caminho percebemos que este aprendizado nunca termina por que somos seres em constante transformação. E, como era previsto, às vezes brigamos e até nos magoamos. Mas também nos amamos muito e percebemos que com carinho e paciência tudo se ajeita.

Hoje comemoramos Bodas de Madeira. Há tanto a ser dito. Difícil economizar as palavras em dias como hoje. Só quero que saibas que minha vida é melhor com você nela. Que se voltasse no tempo faria de novo a mesma escolha. E que nestes anos meu amor por você só cresceu.

Obrigada por me tornar uma pessoa melhor, por me ensinar tantas coisas, por me aturar em dias ruins, por tomar meu café fraco, por fingir que sou legal e que a comida está sempre boa. Por não reparar no esmalte descascado. Em especial, obrigada por nunca me apressar quando estamos atrasados e não acerto o traço do delineador. Obrigada também por não reclamar das longas esperas nos provadores das lojas. Sei o quanto isso é raro. E difícil para os homens.

Obrigada por avisar quando o blush está exagerado e por segurar os grampos e o babyliss. Você nem sempre é muito bom com as palavras, mas sei quando teus olhos me dizem que estou linda. Obrigada por ser meu amigo. Obrigada por ser meu marido. Obrigada por ainda ser meu namorado. Obrigada por tudo.

 

Um ano de aventuras da terrível e adorável Sophia

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Era uma vez sete bolinhas de focinho rosa. Sete bolinhas fofas e travessas. Três dias depois de nascerem, uma delas se enfiou numa fresta, sendo necessário quebrar o muro do vizinho para retirá-la sem ferimentos. No dia seguinte uma forte chuva de verão alagou o quintal e, poucos minutos depois, outra delas foi retirada desacordada, com sinais de afogamento.

Desespero.

Hanna, a pobre mãe, era sugada o dia inteiro. Semanas depois já fugia feito “diabo da cruz”. Era engraçado ver a ninhada inteira perseguindo-a ao redor da casa, bebês desesperados por uma mamada e a pobre Hanna seca e desnutrida, embora comesse o triplo da quantidade de ração.

Certa vez, uma cadelinha muito atrevida foi mordida ao tentar disputar sua comida. E ela nem podia reclamar de não ter sido avisada, bem que a mãe rosnou pra ela. Por muito tempo ficou a cicatriz. Era Sophia, desde pequena, já tentando dominar o pedaço.

Também teve a fase da corrida para o veterinário para salvar suas vidas. Foram perdidos dois filhotes e foi triste. Muito triste.

Muitos emoções em poucas semanas e chegou o momento do desmame. Cleber e Carina, os donos, nunca sentiram-se pessoas tão cruéis e cretinas quanto o dia em que deixaram dois dos filhotes na Pet Shop do Supermercado Angeloni e foram embora.

Felizmente eles também aprontaram por lá e lhes foram devolvidos no final do mesmo dia. Um desapontamento chegou a ser ensaiado, mas no fundo ficaram muito aliviados porque não queriam que os filhotes fossem entregues a um completo desconhecido. Eles precisavam saber que estariam em boas mãos. E assim foi.

O combinado, desde o princípio, era ficarem apenas com a Hanna. Mas numa das idas e vindas ao veterinário, uma cadelinha gulosa os convenceu a ficarem com ela. Foram buscá-la no final do dia e quando saiu da sala, no colo do veterinário, ela os reconheceu imediatamente. Saltou no chão e atravessou a sala toda contente para encontrá-los.

Como resistir?

Um ano se passou e ela continua aprontando pela ninhada inteira. Ainda na semana passada arrastou o Cleber pela rua até um portão para enfrentar um cachorro que latia do outro lado. O resultado foi um focinho mordido e uma cicatriz profunda no nariz. Sophia é, de longe, o cão mais levado que já viram.

Os prejuízos materiais são grandes e eles ficam furiosos toda vez que ela arranca as roupas do varal para comê-las ou quando destrói as plantas do quintal e espalha lixo por todos os lados. Eles reclamam e xingam muito, mas sabem que a recompensa da sua lambida, no final do dia, vale cada centavo.

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Olhem os vídeos abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=YhzAZlJtgT4&list=UUP_xwAvlTTVObMBTAxlKINg

http://www.youtube.com/watch?v=FN5u_s5XS88&list=UUP_xwAvlTTVObMBTAxlKINg

Muito mais que presente

É dia dos namorados e o ritual se repete. É jantarzinho romântico pra cá, é florzinha pra lá, é balãozinho de coração voando pelas ruas, é cartão com direito a poema e dedicatória especial, é reserva na suíte premium do motel. Pode ser amor, mas também é comércio.

E eu nada tenho contra a data, embora ela tenha sido estabelecida para aquecer a economia. Nada tenho contra a comemoração, embora ela entristeça os corações solitários. Nada tenho contra o dia dos namorados, pois muitos casais precisam dela pra lembrar que possuem uma relação e um compromisso com alguém que lhes dedica amor em quase todos os dias do ano.

Sim porque amar é muito mais que um cartão em datas comemorativas ou de um buquê que você recebe na frente da família ou dos colegas de trabalho. Amor é aquilo que não precisa ser mostrado pra ninguém, nem em outdoors pela rua, nem em carro de som com música do Bryan Adams, nem em dedicatórias nas redes sociais. São aquelas pequenas atitudes do dia a dia, imperceptíveis para quem está de fora, mas gigantes para quem recebe.

Antes do romantismo, antes do sexo, antes de qualquer compromisso formal, o amor é cuidado. Amor é pegar no sono no sofá, em dia de frio, e acordar coberto por um edredom quentinho. É passar mal de madrugada e ter alguém pra buscar um remédio na farmácia ou pra te fazer um chá de boldo depois daquela ressaca. É ter alguém pra te dar bronca porque você anda descalço no piso. É ter um ombro macio pra chorar e confiar. É sentir que tem alguém a teu favor, mesmo quando o mundo todo parecer contra.

As demonstrações de afeto verdadeiro nada têm a ver com o dinheiro. São de graça e são simples. Sentir-se amado é reparar no outro um orgulho de ter você ao lado, mesmo que isso não seja dito. É ter alguém para dividir o dia. É não precisar se preocupar com a roupa que vai vestir porque o outro já te viu com o cabelo desarrumado, vestindo aquele pijama desbotado e, nem por isso, saiu correndo porta afora. É ter alguém pra sentir saudades ao longo do dia.

Há quem diga que o encantamento da paixão, com o tempo, transforme-se numa amizade mais profunda. Que seja amizade o nome então, mas que a sua essência não se confunda em meio a tantos outros interesses.

Não vamos fazer nenhuma apologia ao fim do dia dos namorados, nem vamos apelar para o clichê “que ele seja vivido todos os dias do ano…”. Então vamos apenas desejar que cada um de nós possa dedicar um pouquinho deste dia para refletir sobre a relação que cultiva e no que pode fazer de bom pelo outro. Que saibamos reconhecer que, mesmo diante de alguns defeitos terríveis e aparentemente incorrigíveis, existe algo neste ser que nos trouxe até aqui e que, de algum modo, nos fez ler este texto longo até o fim.

Sendo assim, feliz dia dos namorados pra mim, pra você, para o seu amante-amigo e também para a balconista da loja que, graças ao dia dos namorados, vai faturar um trocado a mais com a comissão deste mês. Então, um viva ao amor! Ao seu, ao meu, ao dela e ao de quem ainda está a procura.

É culpa do estresse e da falta de tempo

O estresse e a falta de tempo virou justificativa para todas as nossas falhas. Quer ver?

Se não faço atividade física…

É por falta de tempo.  Se engordar e adoecer é por causa do estresse.

Se não me alimento direito…

É por falta de tempo. Se tiver azia e má digestão é por causa do estresse.

Se não procuro meus amigos…

É por falta de tempo. Se eles me tratam com indiferença é por causa do estresse.

Se tratar com rispidez quem eu gosto…

É por falta de tempo. Se ficarem magoados comigo é por culpa do estresse.

Se não namoro mais…

É por falta de tempo. Se o coração entristecer é por causa do estresse.

Se não cozinho mais os pratos favoritos…

É por falta de tempo. Se perder o prazer em comer é por causa do estresse.

Se não leio mais livros interessantes…

É por falta de tempo. Se me irrito com as bobagens da internet é por causa do estresse.

Se não assisto mais filmes bons…

É por falta de tempo. Se não tenho mais paciência para as incoerências das novelas é por causa do estresse.

Se não danço mais…

É por falta de tempo. Se esquecer dos passos é por causa do estresse.

Se não canto mais…

É por falta de tempo. Se esquecer da melodia é por causa do estresse.

Se não estudo mais…

É por falta de tempo. Se não compreender direito é por causa do estresse.

Se não me cuido mais…

É por falta de tempo. Se minha autoestima cair é por causa do estresse.

Se eu não escrevo mais neste blog…

É por falta de tempo. Se meus poucos leitores fieis reclamarem é por causa do estresse.

Adorável labrador fujão

Imagem: caesefilhotes.com.br

Imagem: caesefilhotes.com.br

Do mesmo jeito que apareceu, ele também foi embora. Com a mesma alegria e carregando no peito aquela inesgotável disposição. Ficou pouco tempo. Mas foi o suficiente para me encantar e, logo, deixar meu coração apertado ao vê-lo ficando pequenininho através da distância.

O portão se abriu para o carro passar e ele foi saindo pelo cantinho. Nada planejado, pois ao me ver saltou com a mesma felicidade de sempre. Até convidou-me a brincar, mas aproveitou minha distração com a Hanna (nossa labradora) para ganhar a rua e a liberdade sempre desejada.

Saí atrás dele, mas foi tomando cada vez mais distância. Quanto mais eu chamava, mais ele corria para longe. Andei alguns metros e desisti. Percebi que era em vão tentar prender o que não nos pertence. E ele nunca foi nosso, embora eu quisesse muito que fosse.

Eu fiquei triste, mas não impedi sua partida. Não é assim que a gente faz com quem a gente gosta? Pelo menos é assim que as mães fazem com os filhos que crescem e tomam seu rumo. É assim que os casais equilibrados fazem quando um resolve ir embora. Só deixa ir, mesmo que sinta falta. Mesmo que haja dor. Mesmo que a gente se apegue muito. Mesmo que a gente tenha planos para aquele ser tão querido. Foi assim com ele, mas querer bem é querer o outro sempre feliz. Né?

O pouco tempo que ficou, Fred (como já o chamávamos) movimentou nossas vidas. Fez sucesso nas redes sociais, encantou cadelinhas inocentes, assombrou os vizinhos, deixou frutos. Essa deve ter sido apenas mais uma de suas aventuras. Seu espírito era livre demais mesmo para se contentar com um quintal.

Só espero que tenha encontrado seu lar original. Se ele realmente lembrou o caminho de volta pra casa, bom, alguém deve estar muito feliz com seu retorno. Torçamos pra que tudo dê certo para nosso adorável labrador fujão.


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Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Natural de Praia Grande (SC), mas acolhida pela cidade de Itajaí (SC) há mais de doze anos. Jornalista. Esposa do Cleberson há cinco anos. Idealista por natureza. Estudante de teatro. Cantora de chuveiro. Ariana com ascendente em gêmeos. Gremista. Ex-coroinha. Estudou no Bulcão Viana e na Univali. Tem especialização em Comunicação Empresarial, mas o rádio é sua grande paixão.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Também foi estudante de Letras.

Deixou a cidade natal aos 19. Morou sozinha e dividiu apê com as amigas. Já comeu muito macarrão instantâneo, mas hoje evita sódio e inclui três cores de salada no prato.

Não tem filhos. Os sobrinhos/afilhados Victor e Luísa e as labradoras, Hanna e Sophia, são os seus xodós.

Dirige com cautela sobre duas rodas. Gosta de maquiagem e literatura. Rói as unhas quando está ansiosa. Gosta de café preto, mas com pouco açúcar. Curte viajar, dançar, cozinhar e cuidar da saúde. Ouve Marisa Monte para ficar em paz e gosta de ir em shows de rock.

Adora contar histórias e receber comentários neste blog.

Essas são algumas impressões sobre si mesma. Sinta-se livre para ter as próprias. E volte sempre que quiser.

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