Se diz cria da PK, mas nunca…

Ainda não descobri como foi que essa brincadeira começou. Só sei que, de uns dias para cá, uma onda de nostalgia invadiu o Facebook de alguns sulistas. O lance não foi diferente com os conterrâneos da minha cidade natal, Praia Grande/SC. Desde então, inúmeros posts têm relembrado costumes, tradições, comércios (há muitos anos extintos) e, principalmente, pessoas que marcaram a história da comunidade nas últimas décadas.

Não duvido que, para muitos, isso ecoe como uma bobagem ou mera perda de tempo. Mas quem se rendeu à brincadeira, experimentou aquela doce sensação de pertencimento. Aquele aconchego de estar entre os seus, de interagir com quem vivenciou as mesmas experiências, relembrar origens ou até mesmo aprender mais sobre um passado não vivido.

Numa época em que a tecnologia exclui todo aquele que não a domina, o que vi foram várias gerações interagindo como se fossem iguais. Pessoas idosas, de meia idade, adultos e jovens compartilhando memórias com seus contemporâneos e resgatando tudo aquilo que, por algum motivo, se perdeu numa das curvas do tempo.

Uma brincadeira que repassou às novas gerações aquilo que não está escrito em nenhum livro da escola, já que reside apenas na memória local – geralmente desprezada no meio acadêmico. Só por esse motivo a tal brincadeira já merece o nosso respeito, não acham?

IMG_1703 (1)

Olha eu, sendo cria da PK, nesta foto do inverno de 1996

Vale ressaltar que essas lembranças também deram vida àqueles que já partiram, mas que deixaram o seu legado. Relembrar os seus feitos, mesmo que tenham sido simples, é também uma forma de reconhecer que, direta ou indiretamente, eles contribuíram para a construção da nossa terra e da identidade da nossa gente. E um povo que conhece sua história, certamente, caminha com mais confiança no futuro.

Não somos inocentes de pensar que essa “modinha” vai durar para sempre. Foi mais uns desses fenômenos malucos que passam voando pela gente e acabam antes de um piscar de olhos. Mas mesmo passageiro, serviu para colorir alguns momentos, aproximar quem estava longe, relembrar nosso passado e encher nosso coração de orgulho e felicidade.

Se diz cria da PK, mas nunca…

Tinha lhe dedicado um post neste blog (não resisti! :D).

 

Anúncios

2 Responses to “Se diz cria da PK, mas nunca…”


  1. 1 Eliza 09/03/2018 às 00:27

    Que bonito esse texto. Me representa. Parabéns!!

  2. 2 Maria Albertina Donadel Chemin 09/03/2018 às 03:01

    Parabéns pela iniciativa de falar sobre o assunto, adorei!! Eu também sou cria da PK e foi muito bom poder compartilhar tantas recordações.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s




Já passaram pelo Diário

  • 165.390 visitantes

Digite seu email para acompanhar o Diário de Carina e receber notificações de novos posts via e-mail.

Junte-se a 418 outros seguidores

Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Natural de Praia Grande (SC), mas acolhida pela cidade de Itajaí (SC) há mais de doze anos. Jornalista. Esposa do Cleberson há cinco anos. Idealista por natureza. Estudante de teatro. Cantora de chuveiro. Ariana com ascendente em gêmeos. Gremista. Ex-coroinha. Estudou no Bulcão Viana e na Univali. Tem especialização em Comunicação Empresarial, mas o rádio é sua grande paixão.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Também foi estudante de Letras.

Deixou a cidade natal aos 19. Morou sozinha e dividiu apê com as amigas. Já comeu muito macarrão instantâneo, mas hoje evita sódio e inclui três cores de salada no prato.

Não tem filhos. Os sobrinhos/afilhados Victor e Luísa e as labradoras, Hanna e Sophia, são os seus xodós.

Dirige com cautela sobre duas rodas. Gosta de maquiagem e literatura. Rói as unhas quando está ansiosa. Gosta de café preto, mas com pouco açúcar. Curte viajar, dançar, cozinhar e cuidar da saúde. Ouve Marisa Monte para ficar em paz e gosta de ir em shows de rock.

Adora contar histórias e receber comentários neste blog.

Essas são algumas impressões sobre si mesma. Sinta-se livre para ter as próprias. E volte sempre que quiser.

Eles passam por aqui

Anúncios

%d blogueiros gostam disto: