Um ano de aventuras da terrível e adorável Sophia

Imagem

Era uma vez sete bolinhas de focinho rosa. Sete bolinhas fofas e travessas. Três dias depois de nascerem, uma delas se enfiou numa fresta, sendo necessário quebrar o muro do vizinho para retirá-la sem ferimentos. No dia seguinte uma forte chuva de verão alagou o quintal e, poucos minutos depois, outra delas foi retirada desacordada, com sinais de afogamento.

Desespero.

Hanna, a pobre mãe, era sugada o dia inteiro. Semanas depois já fugia feito “diabo da cruz”. Era engraçado ver a ninhada inteira perseguindo-a ao redor da casa, bebês desesperados por uma mamada e a pobre Hanna seca e desnutrida, embora comesse o triplo da quantidade de ração.

Certa vez, uma cadelinha muito atrevida foi mordida ao tentar disputar sua comida. E ela nem podia reclamar de não ter sido avisada, bem que a mãe rosnou pra ela. Por muito tempo ficou a cicatriz. Era Sophia, desde pequena, já tentando dominar o pedaço.

Também teve a fase da corrida para o veterinário para salvar suas vidas. Foram perdidos dois filhotes e foi triste. Muito triste.

Muitos emoções em poucas semanas e chegou o momento do desmame. Cleber e Carina, os donos, nunca sentiram-se pessoas tão cruéis e cretinas quanto o dia em que deixaram dois dos filhotes na Pet Shop do Supermercado Angeloni e foram embora.

Felizmente eles também aprontaram por lá e lhes foram devolvidos no final do mesmo dia. Um desapontamento chegou a ser ensaiado, mas no fundo ficaram muito aliviados porque não queriam que os filhotes fossem entregues a um completo desconhecido. Eles precisavam saber que estariam em boas mãos. E assim foi.

O combinado, desde o princípio, era ficarem apenas com a Hanna. Mas numa das idas e vindas ao veterinário, uma cadelinha gulosa os convenceu a ficarem com ela. Foram buscá-la no final do dia e quando saiu da sala, no colo do veterinário, ela os reconheceu imediatamente. Saltou no chão e atravessou a sala toda contente para encontrá-los.

Como resistir?

Um ano se passou e ela continua aprontando pela ninhada inteira. Ainda na semana passada arrastou o Cleber pela rua até um portão para enfrentar um cachorro que latia do outro lado. O resultado foi um focinho mordido e uma cicatriz profunda no nariz. Sophia é, de longe, o cão mais levado que já viram.

Os prejuízos materiais são grandes e eles ficam furiosos toda vez que ela arranca as roupas do varal para comê-las ou quando destrói as plantas do quintal e espalha lixo por todos os lados. Eles reclamam e xingam muito, mas sabem que a recompensa da sua lambida, no final do dia, vale cada centavo.

ImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagem

Olhem os vídeos abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=YhzAZlJtgT4&list=UUP_xwAvlTTVObMBTAxlKINg

http://www.youtube.com/watch?v=FN5u_s5XS88&list=UUP_xwAvlTTVObMBTAxlKINg

Anúncios

1 Response to “Um ano de aventuras da terrível e adorável Sophia”


  1. 1 Tati 06/02/2014 às 23:07

    Uma foto mais linda que a outra!


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




Já passaram pelo Diário

  • 160,234 visitantes

Digite seu email para acompanhar o Diário de Carina e receber notificações de novos posts via e-mail.

Junte-se a 230 outros seguidores

Social

Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripe e do nono Carboni. Jornalista. Recém-casada. Esposa do Cleber. Idealista por natureza. Cantora de chuveiro. Ariana. Gremista. Ex-coroinha. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana e da Univali. Tem especialização em Comunicação Empresarial, mas o rádio é a sua grande paixão.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Ansiedade é a sua marca. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia congestionamentos. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina de vez em quando.

Como jornalista está ciente que hard news não é muito a sua praia. Tem carteira de habilitação, mas paga pra não precisar dirigir carro. Gosta de maquiagem e literatura. Adora contar histórias e receber comentários neste blog.

Essas são algumas impressões sobre si mesma. Sinta-se a vontade para ter as suas próprias e volte sempre que quiser.

Eles passam por aqui


%d blogueiros gostam disto: