Não sabemos mais ser tristes

Vivemos uma euforia constante. Constante e compartilhada nas redes. Com toda essa felicidade sendo revelada a todo instante, há tempos não existem mais mistérios sobre ninguém. Basta uma rápida busca nas redes sociais para sabermos onde se mora, trabalha, estuda, quais atividades pratica, o que comeu no jantar ou até que roupa está usando hoje – no caso de também ser devoto de selfies.

Dedos viciados em felicidade correm pelas telas do celular revelando postagens de gente bonita, maquiada e bem sucedida. São famílias perfeitas, casais que se amam, amigos que se idolatram. Vidas interessantes, legendadas por palavras de motivação, superação, gratidão incessantes. Não há espaço para tristeza, não há espaço para a mediocridade, somente o extraordinário merece likes, visualizações, compartilhamentos, comentários de elogios.

Vivi uma adolescência onde ainda era aceitável ficar isolada em algum canto com aquela seleção de músicas para chorar as mágoas.  Era ali que refletia e esgotava qualquer dor. E de algum modo, essa exploração de sentimentos trazia melhora, evolução, um pingo de autoconhecimento. Mas a introspecção vem assumindo ares de estranheza, ultimamente.

Entendo que a juventude ainda seja um momento de imensas descobertas. Onde se aprende a lidar com a rejeição, desejos não atendidos, as primeiras decisões importantes sobre o futuro. Então por que os conflitos vividos hoje parecem tão exagerados e desnecessários?

Diante desta ditadura da felicidade que estamos vivendo, como nós, adultos, estamos lidando com nossas frustrações?  Como estamos encarando este mundo onde a vida de todos parece ser tão perfeita? Para onde estamos canalizando nossa tristeza natural? Estaríamos sufocando nossos sentimentos?

O turbilhão de informações sobre tantas pessoas, não raro, nos fazem crer que sabemos muito. De fato até sabemos muitas coisas, mas apenas do que é aceitável de se mostrar. O que há por trás do dispositivo de cada câmera? O que mora nos bastidores do não revelado? Estaremos interessados em saber? Tenho a sensação de que estamos preferindo ficar no raso. Até que ponto estaríamos dispostos a nos comprometer, compartilhar e dividir o não publicável?

Seguimos guiados pelos likes, na ilusão de que as curtidas sejam a recompensa que buscamos, quase tão loucamente quanto o utópico e constante estado de felicidade. Quase tão desesperadamente quanto perseguimos o reconhecimento alheio. Quase tão estranhamente quanto lutamos para camuflar nossa aflição, já que não sabemos mais ser tristes.

10 anos depois

Era uma terça feira de carnaval. 28 de fevereiro de 2006. Acordei cedo e com as malas prontas dei adeus a minha casa, minha rua e a cidade que me viu nascer e crescer. Deixei para trás família, amigos, namorado, meu trabalho na rádio da pequena cidade, minha ligação com a música, adormecida depois dali.

Entrei num caminhão com uma pequena mochila, trezentos reais e um coração cheio de sonhos e expectativas. Dali para frente eu jamais seria a mesma. E embora soubesse que havia chegado a hora de sair do casulo, parti com o coração apertado aquele dia. Lutei contra o impulso de desistir até o último segundo. O caminhão se movendo, o coração sangrando e eu lutando pelo incerto.

Lembro de tudo que me disseram na despedida, de cada palavra e dos rostos tristes de cada um. Das lágrimas da mãe, das recomendações do pai, do beijo no irmão que, na inocência dos seus cinco aninhos, ficou dormindo e não me viu partir. Com o cordão umbilical cortado eu segui rumo ao desconhecido.

Andar pelas ruas e avenidas da nova cidade e não precisar cumprimentar as pessoas me causava tanta estranheza. Ninguém fazia ideia de quem eu era ou de onde eu vinha. Apenas uma entre centenas de universitárias que, a cada semestre, desembarcam na cidade com mais ou menos dinheiro do que eu, com sonhos e ambições maiores ou menores do que as minhas, mas sem absolutamente nada que diferencie umas das outras.

Também conheci a liberdade do anonimato e gostei dela. Finalmente havia entendido que a opinião do vizinho seria apenas a opinião do vizinho e que nunca mais precisaria me atormentar por conta disso. A hora que eu chegaria ou sairia da casa, os amigos que eu faria, as roupas que eu usaria, tudo seria apenas da minha conta. E era bom ser livre. Era bom não precisar servir de exemplo pra ninguém, não ter um modelo de perfeição para seguir.

Itajaí me recebeu bem. Colegas viraram amigas. Legal virou “baita massa”. Baile virou “balada”. Namorado virou ex. Domingo virou solidão. Telefone virou essencial e feriado ganhou sentido. A realidade do jornalismo mostrou-se diferente do esperado (e do que a maioria das pessoas ainda imagina ser), sofri por isso, depois relaxei. Veio formatura. Veio casamento. Enxergo-me inserida na cultura daqui a ponto de quase ninguém mais me ouvir dizer “poRta” e de termos como “nega” e “nego” serem parte do meu vocabulário como se eu também fosse filha daqui.

É claro que eu me chateei com várias coisas. Fui magoada. Superei. Cresci. Amadureci. E me vejo mais fortalecida do que antes. Ainda tenho muito daquela menina de dezenove anos. Permanece uma dose daquela inocência que, por vezes, ainda me protege da feiura do mundo. Ainda espero o melhor das pessoas, embora a surpresa do pior já não me cause tanto estrago.

Dez anos depois eu ainda deixo a pequena cidade com o coração apertado. Cada partida é como se tivesse novamente escolhendo ter outra vida. Novamente escolhendo sentir saudades da minha família, novamente abrindo mão de ver meu irmão crescer, novamente vendo minha mãe triste por minha partida. Mas como cantou Elis Regina “no presente a mente, o corpo é diferente. E o passado é uma roupa que não nos serve mais” .

 

Você e eu no mesmo barco

A coluna desta semana está atrasada pelo mesmo motivo que as minhas unhas ainda estão por fazer. Ainda não organizei a mala para a viagem de final de semana e o cachorro pula na janela, com a bolinha na boca, implorando atenção enquanto escrevo este texto. O tanque entrou na reserva e ainda não passei no posto de combustível. Meu armário vai esperar mais uma semana para ser organizado e ainda bem que meu marido aprendeu a cuidar das próprias roupas (e até das minhas!). Valeu sogra, por educá-lo assim.
Gazeei a academia hoje para tentar colocar as tarefas em dia. Sento em frente ao computador para escrever e lembro que não ponho comida no estômago há umas oito horas. Não estava sentindo fome até lembrar disso. Resultado: caio de boca no que sobrou do pote de sorvete guardado no congelador. A TPM me fez desejá-lo a tarde inteira. Permito-me o doce para equilibrar o nível de serotonina e, quem sabe, refrescar as ideias. Tem dias que nossa cabeça ferve.
São tantas decisões a tomar, tantas pessoas com quem se relacionar, tantos atalhosa tomar no trânsito, tanta paciência ao telefone, tantos e-mails para responder, tantos projetos para iniciar, tantos relatórios para analisar, sem falar na consulta e os exames médicos que você nunca marca. E que quando marca, ainda esquece ou remarca por conta de um imprevisto. E acabo de lembrar que tem uma semana que não ligo para minha mãe e para lá de um mês que não levo o cachorro para passear. E agora o cachorro também late porque já está com fome.
Entre ontem e hoje pensei em iniciar essa coluna umas três vezes. Fracassei. Entre um compromisso e o próximo, não tive nenhuma inspiração. Cheguei em casa e, durante o banho, fiquei lembrando de como usamos o tempo como bengala quando nos falta assunto. E aí pensei que falar da falta dele, hoje em dia, faz muito mais sentido.E aqui estou, na maior franqueza, compartilhando com o leitor minha corrida contrao relógio. Na esperança de que ele se comova e, quem, sabe, comente abaixo o quanto também se identifica comigo.
E aí, tamo junto?

(texto publicado na coluna Reflexões da Carina no site: http://www.reportercamboriu.com.br no dia 20 de novembro de 2015)

Existo, logo posto

Não temos mais interesse na vida real. Iniciamos um assunto, seja ele trivial ou realmente importante e, dez segundos depois, o indivíduo já dispersou da conversa. Da noite para o dia nos vimos feito bobos falando para o nada. Faça o teste. Experimente contar uma história com mais de 140 caracteres. Pare na metade do assunto e espere pra ver se alguém percebe que ela ficou pela metade. Verás que raramente alguém se manifesta.

Viver tornou-se menor do que uma postagem em rede social. Existo, logo, posto. Sem perceber direito como, nem quando, nós incorporamos este mundo virtual onde só existimos se postamos algo. E para não sermos esquecidos e completamente ignorados da vida social, nos rendemos a essa extrema exposição de nosso cotidiano e de nossos sentimentos. Isso porque nos vimos sem ter com quem compartilhar o dia a dia.

Imagem extraída da página: http://ninhodemafagafas.com/

Imagem extraída da página: http://ninhodemafagafas.com/

Nunca tivemos tantas pessoas sabendo de nós pela web, nem nunca nos sentimos tão solitários no mundo. Nossa timeline parece uma competição de demonstrações de amor, felicidade, amizade e devoção. Mas pouca parte disso se manifesta no mundo real. Não me admira o índice de suicídios que vimos por aí. Especialistas no assunto dizem que um suicida dá pelos menos 16 sinais de que está passando por graves dificuldades emocionais. Mas quem é que enxerga?

Ainda que um assunto inteligente na vida real não tenha a mesma audiência que uma bobagem que você posta em rede, nosso valor é medido na quantidade de likes e compartilhamentos que recebemos na web. Assim somos “vistos” no mundo.  E no dia seguinte talvez alguém comente sobre a postagem do dia anterior e você consiga estender o assunto até uns 200 caracteres – não se anime muito, não está fácil pra ninguém competir com um celular conectado a um bom 3G.

Se não participamos ativamente de nenhum grupo no WhatsApp, não temos seguidores no Instagram ou no Facebook, então, nos tornamos ermitões desinformados e solitários. Este consumo compulsivo de novas mídias é assustador, mas compreensível. Buscamos aqui, na palma de nossa mão, a amizade que se perdeu, quem nos ouça, nos compreenda, se interesse pelo que temos a dizer, alguém que reconheça nosso valor no mundo, que nos dê conselhos sobre a vida, divida suas angústias, nos diga o quanto somos queridos em nosso aniversário, repare na nossa roupa nova, na unha bem feita ou no corte de cabelo.

Amizade virtual, felicidade virtual, vida virtual. Vivemos para ter o que mostrar na rede sobre nossa existência porque, pra grande parte de nós, viver tornou-se imensamente menor do que postar. Enquanto na vida real é raro encontrar uma agenda disponível para um chope, na virtual sempre terá alguém conectado pra curtir aquilo que postamos. E a menos que se pague terapia para ter alguém que nos ouça, a internet parece ser o que nos resta.

Será que isso tem volta?

Ps: Aceitando convite pra tomar chope.

#VidaVirtual #DiárioDeCarina

Um ano de aventuras da terrível e adorável Sophia

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Era uma vez sete bolinhas de focinho rosa. Sete bolinhas fofas e travessas. Três dias depois de nascerem, uma delas se enfiou numa fresta, sendo necessário quebrar o muro do vizinho para retirá-la sem ferimentos. No dia seguinte uma forte chuva de verão alagou o quintal e, poucos minutos depois, outra delas foi retirada desacordada, com sinais de afogamento.

Desespero.

Hanna, a pobre mãe, era sugada o dia inteiro. Semanas depois já fugia feito “diabo da cruz”. Era engraçado ver a ninhada inteira perseguindo-a ao redor da casa, bebês desesperados por uma mamada e a pobre Hanna seca e desnutrida, embora comesse o triplo da quantidade de ração.

Certa vez, uma cadelinha muito atrevida foi mordida ao tentar disputar sua comida. E ela nem podia reclamar de não ter sido avisada, bem que a mãe rosnou pra ela. Por muito tempo ficou a cicatriz. Era Sophia, desde pequena, já tentando dominar o pedaço.

Também teve a fase da corrida para o veterinário para salvar suas vidas. Foram perdidos dois filhotes e foi triste. Muito triste.

Muitos emoções em poucas semanas e chegou o momento do desmame. Cleber e Carina, os donos, nunca sentiram-se pessoas tão cruéis e cretinas quanto o dia em que deixaram dois dos filhotes na Pet Shop do Supermercado Angeloni e foram embora.

Felizmente eles também aprontaram por lá e lhes foram devolvidos no final do mesmo dia. Um desapontamento chegou a ser ensaiado, mas no fundo ficaram muito aliviados porque não queriam que os filhotes fossem entregues a um completo desconhecido. Eles precisavam saber que estariam em boas mãos. E assim foi.

O combinado, desde o princípio, era ficarem apenas com a Hanna. Mas numa das idas e vindas ao veterinário, uma cadelinha gulosa os convenceu a ficarem com ela. Foram buscá-la no final do dia e quando saiu da sala, no colo do veterinário, ela os reconheceu imediatamente. Saltou no chão e atravessou a sala toda contente para encontrá-los.

Como resistir?

Um ano se passou e ela continua aprontando pela ninhada inteira. Ainda na semana passada arrastou o Cleber pela rua até um portão para enfrentar um cachorro que latia do outro lado. O resultado foi um focinho mordido e uma cicatriz profunda no nariz. Sophia é, de longe, o cão mais levado que já viram.

Os prejuízos materiais são grandes e eles ficam furiosos toda vez que ela arranca as roupas do varal para comê-las ou quando destrói as plantas do quintal e espalha lixo por todos os lados. Eles reclamam e xingam muito, mas sabem que a recompensa da sua lambida, no final do dia, vale cada centavo.

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Olhem os vídeos abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=YhzAZlJtgT4&list=UUP_xwAvlTTVObMBTAxlKINg

http://www.youtube.com/watch?v=FN5u_s5XS88&list=UUP_xwAvlTTVObMBTAxlKINg

Politicamente Incorreta

(Imagem extraída do site: gartic.uol.com.br)

(Imagem extraída do site: gartic.uol.com.br)

O mendigo, que ronda o bairro da empresa onde trabalho, esteve pela vigésima vez no escritório vendendo o que chama de artesanato (uma latinha de refri vazia recolhida do lixo, diga-se de passagem, sem arte alguma).

Perguntei se aceitava comida e ele disse que sim. Fui até a copa e vi um pote de bolachas e, na fruteira, bananas fresquinhas. Pensei que, em seu lugar, eu iria preferir as frutas. Entreguei duas ao homem que recusou prontamente.

– Ah, não, banana de novo. Pensei que fosse bolacha.

Eu respondi que tinha o biscoito e pedi para esperar que eu fosse até a cozinha buscar. Voltei com alguns e, para minha surpresa, o homem voltou a recusar a oferta num tom grosseiro de voz.

– Não quero isso daí não, moça. Guarda pra você. Se tu não quer ajudar, não precisa me humilhar. Eu sou um homem desempregado, mas servi na saúde por 16 anos. Isso daí pra mim não serve. Se quiser doar, então faz tudo certinho. Olhe o que eu comprei com um real – falou apontando um pacote de pipoca Bilú dentro da sacola do supermercado.

Quando vi o que o homem considerava um alimento digno, confesso, senti-me ingênua por ter oferecido as frutas. Como pude esperar que aquele ser ignorante e alienado, parado em minha frente, tivesse alguma noção sobre alimentos nutritivos?

No final das contas eu, que sempre tive compaixão pelos fracos e oprimidos, vi-me mandando o homem embora, já que mesmo nessa situação não era capaz de ser humilde e aceitar o que lhe era dado de bom coração. Também pedi que não aparecesse mais.

E o homem saiu resmungando porta afora.

Deus sabe que não gosto de humilhar e revidar ofensas, ainda mais de pessoas em condições como essa. Mas uma frase que tempos atrás ouvi de uma professora, pelo menos nesse momento, fez todo sentido para mim.

– Carina, algumas pessoas simplesmente não merecem nossa educação. Não estão acostumadas a isso. Seja curta e grossa com elas e, então, entenderão o que deseja lhes dizer.

Tenho que dar a mão à palmatória. Ela tinha razão.

Happy Birthday to you!

(Foto: Adriano Fernandes)

(Foto: Adriano Fernandes)

Sempre achei meio piegas dizer que faltam palavras para expressar o que se sente, porque até então as palavras sempre saíram de mim mais rápido do que as podia perceber ou escolher. Mas com você sempre é diferente. Tenho aprendido que quanto maior o desejo de manifestar nosso carinho por alguém, mais complicado se torna escolher as palavras certas.

Você é essa diferença pra mim, torna meu sono mais tranquilo, preenche meus dias.  Você trouxe um novo sentido na minha vida, não que eu já não tivesse um bom, mas o que veio contigo é mais legítimo e mais feliz. Você é um sonho possível e acho que é isso que te torna tão especial. Contigo aprendi que a felicidade mora na simplicidade. Seja dos sentimentos, seja do modo de encarar as coisas.

Descobri a alegria nas besteiras que podemos dizer um ao outro sem nem medir as consequências, porque tudo sempre é perdoado. Ela também está presente no jantar que compartilhamos e até no desarrumado que fica na casa, porque nada era mais triste do que voltar ao lar e encontrar tudo exatamente igual.

O que estou tentando dizer é que você me faz bem. É esse mesmo bem que eu desejo pra ti no seu aniversário e todos os outros dias da sua vida. Seja feliz meu príncipe, porque do resto a vida se encarrega.

Amo você!


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Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripe e do nono Carboni. Jornalista. Recém-casada. Esposa do Cleber. Idealista por natureza. Cantora de chuveiro. Ariana. Gremista. Ex-coroinha. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana e da Univali. Tem especialização em Comunicação Empresarial, mas o rádio é a sua grande paixão.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Ansiedade é a sua marca. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia congestionamentos. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina de vez em quando.

Como jornalista está ciente que hard news não é muito a sua praia. Tem carteira de habilitação, mas paga pra não precisar dirigir carro. Gosta de maquiagem e literatura. Adora contar histórias e receber comentários neste blog.

Essas são algumas impressões sobre si mesma. Sinta-se a vontade para ter as suas próprias e volte sempre que quiser.

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