Textos categorizados 'vizinhança'

Carta aos Vizinhos da Manoel Correa

Querida vizinha,

Tudo bem que fazer faxina é um saco. Mas, por favor, me poupe de seu péssimo gosto musical. Não me faça mais ouvir 15 faixas consecutivas de Rick e Renner e ainda apertar no repeat para repetí-las por todo o tempo que durarem os teus afazeres domésticos.

E nos dias em que não rolar a limpeza e as crianças estiverem em casa, faça-me a gentileza de esconder aquele aparelho de Karaokê que parece só ter música do Latino ou repértório dos anos 90.

Já que tua família é assim tão musical, seria bom que desse um recado ao teu excelentíssimo esposo também. Ninguém, aqui da rua, aguenta mais ouvir “som rachado”. Já que ele adora expressar sua fé, esgaçando o som do carro com hinos evangélicos que ninguém conhece (ou entende), fala para ele melhorar a qualidade PELO AMOR DE DEUS. 

Atenciosamente, 

Vizinha enlouquecida pelo Projeto de Conclusão de Curso

mulherfuriosa

 

Adeus Big Brother

Agora é permitido ficar em casa com meu pijaminha favorito.  No segundo andar não preciso me preocupar com a janela indiscreta e o vizinho-tarado-pouco-ajuizado. Bye, bye, vida de Big Brother!

Também vou deixar de pagar mico. Já é possível prever se devo sair à rua usando óculos de sol ou levando o guarda-chuva na bolsa.

Pode parecer meio bobo isso tudo, mas é muito bom abrir a janela de manhã e ver o céu. Gosto de ver a claridade do dia entrando pela  vidraça. É bom sentir que o sol foi embora para só então precisar acender a lâmpada da cozinha – luminosidade artificial cansa meus olhos e me afasta dos livros.

No novo apartamento também tem cama de casal. É uma delícia me espalhar nela quando chego da faculdade – o colchão é ótimo. Além disso, ganhei uma gaveta e uma porta a mais no guarda-roupa – só quem é diva sabe quanta coisa dá pra guardar nesse espaço!

E na cozinha? Bom vou poder me livrar daquela caixa de compras horrorosa!!! Vai dar pra arranjar toda a comida na geladeira e no balcão da pia, que são um pouco maiores. O varal continua dentro de casa, tudo bem, mas vou poder vê-lo balançar com o vento que, vez ou outra, resolve adentrar pela janela.

Por falar novamente em janela, devo admitir que a vista nem se compara a dos apartamentos da Avenida Atlântica de BC city, mas é muito melhor que ver o vizinho taradão. Além de tudo as “festinhas” dele e da esposa, madrugada a dentro, vão parar de pertubar o meu soninho.

Bye, bye, vida de Big Brother! Bye, bye!


Enquanto isso a vida segue…

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Gabriel García Márquez

"A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha a abelha."

Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.

Luiz Fernando Veríssimo

"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?"

Sobre a isenção jornalística

"A isenção é como a felicidade. Em termos absolutos e permanentes, é inalcançável, mas nem por isso deixamos de correr atrás dela.

A felicidade e a isenção estão onde nunca poemos os pés. Mas por que parar de caminhar se a caminhada nos faz bem e nos torna pessoas melhores?"

- Franklin Martins

Todo mundo Lê o Diário

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