Textos categorizados 'operador de telemarketing'

Desabafo de uma Operadora de Telemarketing

A operadora de telemarketing acorda todos os dias sabendo que terá de falar com pessoas mal educadas. Ela terá de ser gentil, mesmo 14quando estiver na TPM. Ela também terá de fingir-se de sonsa, mesmo quando subestimarem sua inteligência.

Ouvirá ironias e grosserias durante aquele dia, foi treinada para deixar o cliente xingá-la até o final, mas não possui o direito de revidar. Responder, rodar a baiana, chamar a mocreia (agora sem acento) do outro lado de vaca? Nunca, pecado mortal! E a grossa que está do outro lado da linha se aproveitará desse fato para enchê-la de lixo a vontade.

Após agradecer pela ligação e pelo monte de desaforos, ops!, quer dizer, pelas sugestões… Talvez ela chore. Mas não pode demorar muito, porque tem pessoas na fila para atender. Então ela engole mais esse sapo e parte logo para a próxima ligação. Afinal o aquecimento global, a fome na África, os atentados terroristas, a morte de Michael Jackson… tudo, tudo mesmo é culpa da operadora de telemarketing.

Ela responderá a todas as perguntas estúpidas que receber pelo telefone sem poder rir. No máximo mostrará ao colega, sentado na P.A ao lado, a quantidade absurda de erros de português contidas nos e-mails que chegaram à sua caixa de entrada – do serviço fale conosco.

 Talvez a moça possa rir e refletir sobre os assassinatos da língua portuguesa mais tarde, durante o intervalo de 10 minutos. Mas só depois de fazer xixi, pois atendeu cinco ligações seguidas sentindo sua bexiga latejar.

Quando finalmente chegar em casa e tiver um tempo para descansar e ver um pouco de TV com a família, encontrará uma crônica debochando do seu trabalho, generalizando sua classe como profissionais incompetentes. Na sua caixa de e-mails pessoais também receberá diversas piadas e vídeos de operadoras lixando as unhas durante os atendimentos, abusando de gerúndios na linguagem e zombando dos clientes bonzinhos e tão educados.

Ela desliga a televisão e vai dormir. Melhor não se aborrecer mais, pois é uma universitária e ainda precisa deste salário para pagar o aluguel.


Enquanto isso a vida segue…

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Gabriel García Márquez

"A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha a abelha."

Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.

Luiz Fernando Veríssimo

"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?"

Sobre a isenção jornalística

"A isenção é como a felicidade. Em termos absolutos e permanentes, é inalcançável, mas nem por isso deixamos de correr atrás dela.

A felicidade e a isenção estão onde nunca poemos os pés. Mas por que parar de caminhar se a caminhada nos faz bem e nos torna pessoas melhores?"

- Franklin Martins

Todo mundo Lê o Diário

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