É ele quem atura meus ataques de tagarelice e crises-existenciais-tepeêmicas. É ele que me salva dos cálculos matemáticos. É quem compreende minha melancolia e quem me diz pra confiar sempre que eu penso em desistir. É só ele quem sente falta da pimenta na minha comida. Só ele quem ri do meu jeito atrapalhado de fazer as coisas e quem briga comigo toda vez que percebe o roído das minhas unhas.
Ele me trouxe a paz de um abraço amigo. Ele me fez esquecer a solidão angustiante dos finais de tarde de domingo. Ele me provou que ainda existem caras bacanas e legitimamente avessos às ostentações e futilidades. Ele me mostrou o quanto é bom adormecer com a cabeça no ombro de quem a gente ama. Ele me fez acreditar novamente no amor. _______________________________________________________
Obrigada, meu bem, por todas as coisas boas que você trouxe para minha vida. Nosso primeiro ano de namoro foi pra lá de especial.
Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chãoPra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para láPor cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo realToda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voaLá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrarEm todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa cançãoTem um verdadeiro amor
Para quando você for
Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes
Não é segredo pra ninguém o quanto faz bem pra minha vida o canto de Marisa Monte. Sempre que bate aquela deprê, gosto de colocar o cd pra tocar e ficar quieta. Gosto daquele sentimento de paz invadindo a alma. É uma sensação semelhante a caminhada beira-mar, ao banho quente após um dia de muito cansaço, beber água para saciar a sede ou poder dar um abraço em quem se tem saudades.
Quando sinto vontade de fugir, sempre fico imaginando o Vilarejo descrito na canção. Outras vezes gosto de lembrar do Vilarejo onde nasci e de onde sinto saudades.
Visão área de Praia Grande/SC, fotografia feita do topo da Igreja Matriz (no coração da cidade)
Sextas-feiras frias me fazem lembrar a adolescência. Nasci e cresci numa cidade de pouco mais de oito mil habitantes. Num lugar assim fica fácil imaginar que as opções de festas são bastante restritas. Nos finais de semana do verão a pracinha da cidade, ponto de encontro dos jovens, ficava deserta pois a juventude espalhava-se pelas praias do litoral próximo.
Mas as noites de inverno na única pizzaria da cidade eram deliciosas. Uma lareira era mantida acesa, mas o que realmente aquecia as noites de sextas era o sabor dos vinhos e o bom rock das bandas gaúchas.
Pra quem não conhece, segue uma amostra de uma das minhas canções preferidas:
Quem não tem namorado
é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil por que namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, de saliva,
lágrimas, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil .
Mas namorado é mesmo difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito,
mas ser aquele a quem quer se proteger
e quando se chega ao lado dele a gente treme,
sua frio e quase desmaia, pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira,
basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor,
é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes , dois paqueras,
um envolvimento e dois amantes,
mesmo assim pode não ter um namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva,
cinema sessão das duas, medo do pai,
sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho,
quem se acaricia sem vontade de virar sorvete
ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade.
Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida,
escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas,
do carinho escondido na hora em que passa o filme,
de flor catada no muro e entregue de repente,
de poesia de Fernando Pessoa,
Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar,
de gargalhadas quando fala junto ou descobre a meia rasgada,
de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia
ou mesmo metrô, nuvem, cavalo alado,
tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado,
fazer sesta abraçado, fazer compras junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor,
nem ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele,
abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e do amado e sai com ela para parques, fliperama,
beira d’água, show de Milton Nascimento,
bosques enluarados, ruas de sonho ou musical do metrô.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele,
quem não dedica livros, quem não recorta artigos,
quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado.
Não tem namorado quem ama sem gostar,
quem gosta sem curtir, quem curte sem se aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto
de ser lembrado de repente no fim de semana,
de madrugada ou no meio dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar,
quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações,
quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem não fala sozinho,
não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre
e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos,
ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras
escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado,
saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui
e sorria lírios para quem passar debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos
e beba licor de conto de fadas.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta
e do céu descesse uma névoa de borboletas,
cada qual trazendo uma pérola falante
a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu
aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar
e de repente começar a fazer sentido.”
No primeiro Dia dos Namorados, ao lado da pessoa mais incrível que eu poderia imaginar encontrar na vida, produzi um vídeo com a ajudinha do Movie Maker. Aqui está um pouquinho do que as lentes das câmeras já conseguiram captar da nossa felicidade:
Eu não estava acostumada a ter de esperar o sinal fechar, para só então atravessar a rua. Eu me sentia tão pequena diante de todos os prédios, diante do movimento dos carros na ruas, de tantos rostos estranhos andando pelas calçadas.
Nada me era familiar por aqui. Eu não conhecia nenhum daqueles bairros descritos nos destinatários dos ônibus. Bambuzal. Costa Cavalcante. Cordeiros. Pedra de Amolar – onde será que fica isso?!?
Na despedida do meu último programa na rádio, sucumbi ao choro. Na saída de casa, dei um beijo no irmãozinho que ficou dormindo. A mãe ficou choramingando baixinho no portão. O namorado ficou encostado ao muro. Ele estava calado. O pai deu as recomendações. Pediu para telefonar diariamente. E para que não hesitasse em voltar para casa, caso as coisas não saíssem do jeito que eu esperava.
Na mochila vieram somente peças de verão. O taxista sorriu quando viu o bicho de pelúcia junto da pequena bagagem:
- Ela trouxe até o “ursinho” com ela.
Aquele comentário, de repente, fez eu me sentir tão ridiculamente infantil. Mas a verdade é que o homem não sabia que o “ursinho”, que na verdade tratava-se de um cachorrinho, tinha sido presente do namorado no último natal. Ele também não reparou que o bichinho trazia um perfume especial. E sequer imaginou que dormi sentindo aquele cheirinho enquanto ele durou.
Como meu pai já alertara, as coisas não saíram como eu esperava. Foram muito melhores e, ao mesmo tempo, muito piores. Minha vida deu um giro de 180 graus. Num lugar de iguais, foi bem difícil ser autêntica, ser o que sempre pude ser. Vi meus modos provincianos serem condenados. Mas foi aqui que eu conheci um mundo novo.
Aqui me tornei mulher. Aqui ‘aprendi’ a cozinhar e a cuidar de mim mesma; Mentir que estava bem e, às vezes, até fingir que estava mal. Ganhei peso. Perdi cabelo. Ganhei amigos. Arranjei – quem diria? – até inimigos. Morei só. Dividi apartamento. Chorei de tristreza. Me apaixonei. Tomei o primeiro porre. Conheci lugares lindos. Peguei praia, balada e até enchente – quem poderia acreditar que viria da Terrra das Enxurradas para encontrar enchente justo aqui???
Passados três anos que estou longe de casa, é estranho ver como o tempo passou depressa. Os prédios parecem menores agora, a cidade parece ter diminuído de tamanho. Os amigos se multiplicaram. A saudade também. Sim, aqui eu vivi verdadeiras Emoções. E é por essa e tantas outras razões que não me canso de cantar:
"(...)São tantos momentos Que eu não me esqueciDetalhes de uma vidaHistórias que eu contei aqui...Amigos eu ganheiSaudades eu senti partindoE as vezes eu deixei Você me ver chorar sorrindo...Sei tudo o que o amorÉ capaz de me dar Eu sei já sofriMas não deixo de amarSe chorei ou se sofriO importante é que emoções eu vivi"Composição: Roberto e Erasmo Carlos
Ando meio melodramática ultimamente. Estou naquela fase em que até os romances da Sessão da Tarde me fazem chorar – e olhe que nem estou na TPM. O fato é que num desses filmes ouvi “In My Life”, aquela canção linda dos Beatles composta por John Lennon e Paul Mc Cartney. Ouvir aquela trilha no filme fez-me lembrar o tempo em que ouvia a versão da Rita Lee e achava que era a música da minha vida.
Eu tenho milhares de músicas da minha vida. Daquelas que poderia colocar o cd pra tocar e deixar na função repeat durante horas. Como não tenho mais o cd dessa música, me contento em ouvir minha própria voz cantando, incansavelmente, no chuveiro:
Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei…
Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz
Entre todos os amores
E amigos
De você me lembro mais…
Tem pessoas que a gente
Não esquece, nem se esquecer
O primeiro namorado
Uma estrela da TV
Personagens do meu livro
De memórias
Que um dia rasguei
Do meu cartaz
Entre todas as novelas
E romances
De você me lembro mais…
Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais
De você, não esqueço jamais…
Túmulos remexidos. Fantasmas a solta pelo quarto e a te acompanhar pelas ruas. Crises de insônia. Pensamentos improdutivos. Que ser do sexo feminino nunca atravessou momentos de “Mulher Sem Razão”?
A música abaixo traduz muito bem estes devaneios “mulherísticos” (oba! acabei de criar uma palavra!). Se este for o seu momento, colega, ouça o que diz a canção:
Adriana Calcanhoto é "mara"
Saia desta vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou
Caia na realidade, fada
Olha bem na minha cara
Me confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio
Pára de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dê um pouco de atenção
Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não dá em nada
É uma festa na prisão
Nosso tempo é bom
E nem vemos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto
Ouve o teu coração
Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio
Composição: Bebel Gilberto / Cazuza / Dé Palmeira
Confira o clipe com interpretação de Adriana Calcanhoto:
Ela vai mudar
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora
Só pra conversar
Perguntar se é tarde
Pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido o que passou
Ele vai mudar
Escolher um jeito novo de dizer “alô”
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone
Para conversar
Pois é muito tarde
Pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor mesmo que mude
É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que é amor
Para conversar
Nunca é muito tarde
Pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor mesmo que mude
É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou
Todo mundo sabe que eu adoro rock pop nacional, sobretudo de bandas do Rio Grande do Sul (RS). A música acima é do Bidê ou Balde, uma banda que eu curto bastante. Por acaso encontrei um clipe bem bonitinho no you tube.
O clipe foi produzido para um tal Murilo, mas vale a pena conferir:
Já parou pra pensar em como o amor da vida real é diferente dos amores vistos nas telas dos cinemas? Se analisar um pouco melhor irá perceber que, inconscientemente, você sempre esperou encontrar o mocinho dos romances, os príncipes dos contos de fadas, os amores perfeitos apresentados nas novelas. E nem precisa esforçar-se muito para lembrar-se das decepções que encontrou pelo caminho. Claro, o amor apresenta-se de forma bem diferente na vida real.
Os heróis dos contos que você lia na infância, matavam dragões e escalavam castelos para salvar suas donzelas. Ao contrário de tudo isso, o que encontra hoje são meninos que, muitas vezes, precisarão da sua proteção e do seu colo. São garotos perdidos entre os mil caminhos que lhe são oferecidos nessa fase da vida, divididos entre você e essas mil possibilidades. Também é normal encontrar mulheres satisfeitas por terem sua foto no orkut do namorado, plenamente realizadas por ver o status dele definido como “namorando”. É tudo meio confuso, o amor da vida real mostra-se bem diferente mesmo do que você esperava que fosse.
O que você precisa entender é que mesmo diferente, o amor existe. Só que na juventude, principalmente, ele vive tumultuado por milhões de dúvidas. Nunca se apresenta pleno e convicto como deveria. Você sente saudades da privacidade da vida de solteiro, não tem total certeza se conseguirá conciliar sua vida profissional e seu relacionamento, tem medo de não ter escolhido a pessoa certa. É preciso estar consciente de que sentirá falta da convivência natural com os amigos, estar preparado para ficar incomodado ao vê-los comentar das baladas do fim de semana que você não foi. O mais desconcertante de tudo é o medo de arrepender-se depois. E você terá de lidar com ele o tempo inteiro.
A vida de aventura, farra e diversão é muito atraente nessa fase da vida, e como se não fosse o bastante, sempre existe o conselheiro que lhe diz para aproveitar a mocidade e deixar os compromissos para depois. E é claro que ele não considera o principal de todos os seus compromissos, o compromisso com a própria felicidade. E muitas vezes, confuso diante de tantas emoções, você sacrifica aquilo que te faz verdadeiramente bem para seguir o caminho que lhe parece mais fácil. E isso é realmente uma pena.
O Que Eu Também Não Entendo
Composição: Fernanda Mello e Rogério Flausino
Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo…
Amar não é ter que ter
Sempre certeza
É aceitar que ninguém
É perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo
E não precisar fingir
É tentar esquecer
E não conseguir fugir, fugir…
Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo
Que você vai entender…
Posso brincar de descobrir
Desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos
E até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você
Eu tô tranquilo, tranquilo…
Agora o que vamos fazer
Eu também não sei
Afinal, será que amar
É mesmo tudo?
Se isso não é amor
O que mais pode ser?
Tô aprendendo também…
Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente
Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista
Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda
Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana
Fala inglês e canta em inglês
Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus
E lava os cabelos com shampoos diferentes
Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa
E corre quando quer
Cozinha tudo, costura, já fez boneco de pano
E brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga
Tem computador e rede, rede para dois
Gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão
Procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs
Vai ao teatro, mas prefere cinema
Sabe espantar o tédio
Cortar cabelo e nadar no mar
Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda
Estou com saudades e penso tanto em você
Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda
Não adianta nem tentar me esquecer
Durante muito tempo em sua vida, eu vou viver
Detalhes tão pequenos de nós dois
São coisas muito grandes pra esquecer
E toda hora vão estar presentes, você vai ver
Se um outro cabeludo aparecer na sua rua
E isso lhe trouxer saudades minhas, a culpa é sua
O ronco barulhento do seu carro
A velha calça desbotada ou coisa assim
Imediatamente você vai lembrar de mim
Eu sei que um outro deve estar falando ao seu ouvido
Palavras de amor como eu falei mas eu duvido
Duvido que ele tenha tanto amor
E até os erros do meu português ruim
E nessa hora você vai lembrar de mim
À noite envolvida no silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura o meu retrato
Mas na moldura não sou eu quem lhe sorri
Mas você vê o meu sorriso mesmo assim
E tudo isso vai fazer você lembrar de mim
Se alguém tocar seu corpo como eu não diga nada
Não vá dizer meu nome sem querer à pessoa errada
Pensando ter amor nesse momento
Desesperada você tenta até o fim
E até nesse momento você vai lembrar de mim
Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma todo o amor em quase nada
Mas quase também é mais um detalhe
Um grande amor não vai morrer assim
Por isso, de vez em quando, você vai, vai lembrar de mim
Não adianta nem tentar me esquecer
Durante muito, muito tempo em sua vida eu vou viver
Não, não adianta nem tentar me esquecer
Enquanto isso a vida segue…
Blog Stats
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Gabriel García Márquez
"A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha a abelha."
Carina por ela mesma
Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.
Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.
Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.
Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.
Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.
Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.
"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?"
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