Textos categorizados 'mulher moderna'

Eu não sabia do que ele era capaz

ultimo-romance1

O amor faz a gente mudar nossos conceitos. O mais engraçado nisso tudo é que algumas vezes passamos a admirar coisas que não despertariam a nossa atenção em outros tempos. É uma mudança interessante de contexto e que nos permite experimentar sensações e sabores totalmente diferentes.

Eu, por exemplo, acho a coisa mais linda do mundo quando o meu amor acorda com aquela bochecha rosada, logo de manhãzinha. Ora, vejam só! Também nunca fui o tipo de garota interessada em corpos sarados, mas não posso deixar de admitir que a barriguinha não-definida do meu amor passou a ter um charme todo especial, mudou no meu conceito. Sem falar que dá até aquela vontade de morder, só para fazer graça, já que ele morre de cócegas quando, por algum descuido, alguém resolve encostar nela.

Portanto, abaixo ao abdômen sarado! Abaixo ao homem que parece um boneco de plástico ou uma condição irreal. Afinal, não é assim que queremos ser valorizadas, por nossa essência e não pelo rótulo? Então por que a cada dia estamos exigindo que os homens sejam mais parecidos com os que figuram os comerciais de cuecas?  Vivemos criticando o modo como as mulheres são desrespeitadas e vivemos com nossa caixa de e-mail lotada de fotos de homens sem roupa. Mulheres, vamos dar um basta nisso. Vamos amar os homens de verdade.

Na minha visão feminista de ser, eu também nunca tinha imaginado o quanto poderia ser delicioso preparar alguma coisa para quem a PIN_UP~1gente gosta comer, mesmo que fosse um simples copo de Nescau ou um macarrão instantâneo. E como isso é bom! Posso dizer que, de modo algum, isso me tornou uma pessoa submissa ou sem direito de ser o que sou. Eu não perdi o meu valor por isso.

A grande verdade é que ultimamente estamos tão preocupadas em tentar competir com os homens que acabamos por esquecer o quanto pequenas atitudes do cotidiano doméstico nos deram prazer no passado. Cuidar de quem a gente ama faz bem pra gente. Acho que no fundo a nossa natureza sente falta disso.

Longe de mim querer afirmar que a queima de sutiãs das nossas ancestrais tenha sido vã. Mas acho, sinceramente, que precisamos repensar até que ponto essa sobrecarga de funções nos trouxe felicidade. Talvez isso explique porque, cada vez mais, as mulheres estejam recorrendo ao analista para suavizar suas carências afetivas.

Tudo isso é pra se pensar, de fato. Mas foi sem querer que me aprofundei nessas questões. Na verdade eu só queria dizer que quando estamos apaixonados tudo fica mais bonito e ganha um significado diferente. Eu realmente não fazia ideia do que o amor era capaz. Mas acho isso tudo fascinante.

Chuta que é macumba!

Começa assim: Um perfil inocente aparece no teu orkut e você o aceita como amigo. No dia seguinte ele manda scraps de bom dia, depois de boa tarde, boa noite, bom início de semana, bom final de semana e por aí segue. Tudo bem, até aí tolerável. Até o dia que ele pede teu msn… Muita calma nessa hora.

Ele vem falar com você todos os dias. É gentil, atencioso e vocês acabam conversando sobre muitas coisas. Mas tudo tem um limite. Você não quer bancar a deselegante, mas chega a um ponto que o cara não pode mais ver você entrar no msn. Parece querer ser sempre o primeiro nome a piscar entre os seus contatos. Daqueles xaropes que não espera nem você atualizar a frase do nick. E nem adianta você definir status como ocupado. O figurão ainda vem perguntar se você está podendo falar com ele.

Depois começa a querer te conhecer pessoalmente. Fica pedindo teu telefone via depoimento de orkut. E se você não quer passar, bom ao invés de se tocar, ele manda outro depoimento perguntando se você está brava com ele, se você o bloqueou no msn. Sim, definitivamente o garoto precisa de uma dose bem forte de “simancol”.

É como eu sempre digo: Chuta que é macumba!

Você passa a sair de casa com receio de encontrar esse chato na balada. O pior é que o tal “encosto” já sabe muita coisa sobre você. Claro, ele tem seu orkut. É só nessa hora que percebe que revelou detalhes demais para alguém que nunca tinha visto pessoalmente. Tipo, a esta altura a tal “alma penada” já sabe que tu mora sozinha, que tu estuda a noite, onde estuda e qual o teu curso. E de repente, o que pode parecer bobagem começa a te assustar. Você finalmente se dá conta de que esses dados são o suficiente para alguém te encontrar, mesmo contra sua vontade.

È por aí que começa a encanação. E se o cara for um psicopata? E se resolver te seguir até sua casa? Começa a surgir na tua memória aquelas reportagens, dignas de páginas policias, onde criminosos escolhem suas vítimas justamente pela internet. E se você souber que o perfil preferido são as mulheres que vivem só… Assim, exatamente como você! Vixi… Aí ferrou! Você começa a desconfiar de tudo, não vai mais ao supermercado depois das 19h, anda na rua olhando pra todos os lados. começa a ter aquela impressão de estar sendo perseguida o tempo inteiro…rsrsrs

Sim, meu bem, você devia ter escutado sua mãe quando esta lhe dizia que era perigoso falar com estranhos. Contato desconhecido no msn? Chuta, porque pode ser macumba!

Um pouco de futilidade e diversão

Nos dias que antecedem uma balada especial, nós amigas, normalmente ficamos divididas entre dois pensamentos: quem queremos encontrar por lá e a roupa que queremos vestir. E a produção é muito mais legal quando todas estamos reunidas.

 

Quando não temos um look legal, na maioria das vezes, corremos para o shopping para comprar pelo menos um assessório diferente. E se a grana estiver curta, a maioria apela para o limite do cartão de crédito.  Em caso de emergência, o guarda-roupa da outra pode ser uma solução interessante.

 

Adoramos arrasar numa calça nova, daquelas bem justinhas e que custam os olhos da cara. Na dúvida, também sabemos que o pretinho básico funciona. E como. Quando aliado a um scarpin (é assim que se escreve?) então… Funciona que é uma beleza.

 

E nessa reunião do Clube da Luluzinha é aquela falação. Mulher reunida realmente fala muito. Conversamos todas ao mesmo tempo e mesmo assim conseguimos nos entender. E nosso assunto preferido é falar dos homens cafagestes. Os casos mal resolvidos a gente enterra. É assunto estritamente proibido. Aprendemos desde cedo que “galheira”, definitivamente, não combina com o clima pré-balada. É muito mais interessante falar sobre os futuros pretendentes.

 

A produção começa com as unhas. Cores fortes. Particularmente prefiro o “gabriela/rebu” ou o “dara/café” mas tem quem goste do estilo francesinha. Tem o cabelo também, pode começar com uma escova, evoluir para um baby liss, mas costuma acabar na popular chapinha mesmo. O importante é deixar sempre solto.

 

A última etapa é a preferida de dez entre dez divas: maquiagem. É um troca-troca de sombra pra cá, de gloss pra lá. É uma pedindo pra ajudar com o delineador aqui, a outra querendo opinião sobre qual batom usar, ali. A disputa maior é por um espacinho em frente ao espelho, tão concorrido quanto vestibular pra medicina.

 

No final tudo vira bagunça. Há roupa espalhada pelo quarto inteiro. Todos os sapatos, botas e sandálias estão fora das caixas. As gavetas dos armários estão escancaradas. A música alta já invadiu todos os cômodos da casa/apartamento. Quando rola esquenta em casa então… A cozinha fica daquele jeito.O liquidificador com vestígios de batida, latas de leite condensado abertas sobre a pia, garrafa de vodka e copos na mesa. Mas deixa pra lá, no outro dia a gente dá jeito no estrago.

 

Quando não tem esquenta em casa, no caminho o carro pára no posto. A procura maior ainda é por Smirnoff Ice, já foi o tempo do Martine Rose. O som do carro toca pagode. E a gente segue cantando pelo caminho: “A mulherada dominou geral oôoô… Rapaziada tá passando mal aáaá… Não adianta querer reprimir oôoô… A mulherada é que manda aqui…”.

 

Duro é estacionar. Parece levar horas para surgir uma vaga livre. Antes da descida triunfal, retocar o batom e escovar o cabelo é básico. E se está frio, sempre surge a dúvida de levar ou não casaco. Mas no final o agasalho sempre acaba ficando no carro. Diva que é diva não sente frio.

 

E lá vamos nós. Lindas, simpáticas, livres e desimpedidas para curtir mais uma balada. E por lá, só Deus sabe o que pode acontecer. Isso é assunto para o remember do dia seguinte.

Essas Mulheres…

Poema de Mulher

Que mulher nunca teve  um sutiã meio furado, um primo meio tarado, ou um amigo meio veado? 

Que mulher nunca tomou um fora de querer sumir, 

um porre de cair ou um Lexotan para dormir?  

 

Que mulher nunca sonhou com a sogra morta, estendida,

em ser muito feliz na vida ou com uma lipo na barriga?  

 

Que mulher nunca pensou em dar fim numa panela,

jogar os filhos pela janela ou que a culpa era toda dela?  

 

Que mulher nunca penou  para ter a perna depilada,

para aturar uma empregada ou para trabalhar menstruada?  

 

Que mulher nunca comeu uma caixa de Bis, por ansiedade,

uma alface, no almoço, por vaidade ou, um canalha por saudade?  

 

Que mulher nunca apertou o pé no sapato para caber,

a barriga para emagrecer ou um ursinho para não enlouquecer?  

 

Que mulher nunca jurou que não estava ao telefone,

que não pensa em silicone ou que “dele” não lembra nem o nome?  

 

 

 

- Atire a primeira pedra a mulher que não se identificou com pelo menos uma destas atitudes. 

 


Enquanto isso a vida segue…

Photobucket

Blog Stats

  • 39,601 visitantes
Photobucket

Gabriel García Márquez

"A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha a abelha."

Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.

Luiz Fernando Veríssimo

"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?"

Sobre a isenção jornalística

"A isenção é como a felicidade. Em termos absolutos e permanentes, é inalcançável, mas nem por isso deixamos de correr atrás dela.

A felicidade e a isenção estão onde nunca poemos os pés. Mas por que parar de caminhar se a caminhada nos faz bem e nos torna pessoas melhores?"

- Franklin Martins

Todo mundo Lê o Diário

Photobucket