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Assim falou Franklin Martins…

“Algum tempo depois de ter começado a fazer comentários políticos na TV Globo, parei em uma lanchonete para tomar um mate gelado. O cara que me atendeu fez uma cara cúmplice e me sapecou a pergunta:

franklin martins

Ilustração retirada de ilustrasite.blogspot.com

- O sr. não é o Joelmir Betting?

-Não.

- Não é o Joelmir, aquele que faz comentários de economia? – insistiu, espantado.

- Não - mantive.

O rapaz trouxe o mate e continuou:

- Mas é incrível. O sr. é a cara do Joelmir Betting.

- É, mas não sou ele.

- O impressionante é que sua voz também é igualzinha à do Joelmir Betting. Devem lhe confundir muito com ele, não é?

- Não, é a primeira vez.

Mas o sujeito era duro na queda. Quando trouxe o troco, não resistiu:

- O sr. pode dizer que não é o Joelmir Betting, mas não me engana. Eu sei que o sr. é o Joelmir Betting.

E foi atender outro cliente, desconcertado com minha falta de cooperação.

Saí dali matutando se não deveria ter admitido que era o Joelmir. Afinal, um jornalista de vídeo não se distingue tanto assim de outro jornalista no vídeo. Ambos não passam de um borrão na memória de boa parte do grande público. Desde quando o nome do borrão é importante?

Outro dia – já estava escrevendo este livro – entrei no banheiro do aeroporto do Galeão. O faxineiro, um negão imenso, saudou-me com um sorriso de orelha a orelha.

- Salve o grande Joelmir Betting.

- Salve – respondi, feliz da vida por ter sido reconhecido.

Jornalista não briga com os fatos.”

A pequena crônica é parte do livro Jornalismo Político de Franklin Martins. O conhecido comentarista político da Tv Globo, da Globonews e da CBN também passou pelo Jornal do Brasil e o Estado de S. Paulo - além de ter sido correspondente do Jornal do Brasil em Londres. Estou encantada com este livro (passei um pouco da metade), linguagem simples e inteligente.

Indico não só para profissionais e estudantes de jornalismo quanto para pessoas de outras áreas e que estejam interessadas em conhecer os bastidores do que rola em Brasília, um pouco da história da política no Brasil e as mudanças da cobertura jornalística. Ele trata o tema “pesado” com bastante bom humor e descontração, de modo tão peculiar que até quem detesta o assunto acaba lendo com facilidade. Aprovei. Aliás, virei fã.

Por que a mídia banaliza a violência?

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(Foto retirada do site www.unmultimedia.org)

A discussão sobre  mídia e  violência veio à tona na minha aula de Jornalismo Especializado, na última terça. Como o tema rendeu pano pra manga, o professor sugeriu uma discussão aberta no site da universidade (através de uma ferramenta  chamada teleduc). Compartilho aqui a minha opinião sobre o assunto:

Se por um lado a facilidade do acesso a informação melhorou a vida das pessoas, também serviu para agravar o modo como a violência é tratada pela mídia. Na corrida pela sobrevivência no mercado, os veículos de comunicação têm apelado cada vez mais a assuntos relacionados à violência. Como sabemos, essa prática tem se tornado cada vez mais recorrente, principalmente após a popularização da internet.

Vejo que os veículos de comunicação estão perdidos em meio às fortes transformações que a sociedade vem enfrentando. Até mesmo programas consagrados, como os telejornais mais tradicionais da televisão brasileira, vem priorizando matérias de caráter apelativo. Tudo isso com o intuito de chamar a atenção do telespectador em meio a este mar de informações que bombardeiam nossas mentes todos os dias.

O resultado disso tudo é mesmo a banalização da violência, assim como da corrupção e diversos outros problemas urgentes no mundo. Assuntos sérios e que são abordados pela mídia (em geral) de modo superficial e com fortes tendências sensacionalistas. Ao invés de conscientizar a sociedade a cerca da gravidade do problema e tentar buscar soluções através de uma visão de caráter social, os veículos tem tirado proveito desse caos para angariar leitores, aumentar a audiência ou os acessos em web sites através da pura espetacularização da notícia.

Diante deste cenário, é possível lembrar aos nossos profissionais que a expansão dos meios de informação deve ser encarada como um estímulo à criatividade e inovação do jornalismo, nunca como justificativa para o emprego do sensacionalismo barato. Para os consumidores de informação, sugiro um boicote aos veículos que viram as costas para a sociedade em virtude da exploração da violência como linha editorial.

PROFISSÃO: Especialista em Generalidades

Quanto mais o tempo passa, mas me certifico de que o maior desafio de ser jornalista é ter de saber sobre tudo. Nós, acadêmicos, passamos quatro anos na faculdade aprendendo técnicas de reportagem e entrevista, lead, pirâmide invertida, teorias de comunicação e ética, como elaborar cabeças, offs, roteiros, edição de sonoras e tudo mais. Embora este conteúdo seja essencial a um profissional do jornalismo, sabemos que o mercado nos exigirá conhecimentos que não fizeram (e nunca farão) parte da nossa grade curricular.

É impossível imaginar um bom jornalista que não entenda das demais áreas de estudo: política, economia, história, geografia, saúde, conhecimentos gerais e, sobretudo, de LÍNGUA PORTUGUESA. A Jornalistapropósito, não consigo entender como alguém deseja ser jornalista sem ter preocupação com o conhecimento do próprio idioma. E ollha que tem muito acadêmico, até mesmo profissional de mercado, escrevendo mal por aí. Muito mais do que se imagina.

Mas não escrevi este post para criticar os assassinos do português, e sim para falar de minha ansiedade. Hoje posso dizer que entendo o que o professor Magru disse na primeira semana de aula “Mesmo que vocês estudem, sairão daqui com a sensação de que não aprenderam nada”. É a mais pura verdade. Sairei daqui sabendo sobre as mais diversas técnicas de abordar a informação social, mas ainda ignorante sobre todo conhecimento de mundo necessário para ser uma boa jornalista.

A solução? Antes de tudo ter muita humildade para admitir não saber sobre tudo – o que é bastante difícil já que a maioria dos jornalistas é arrogante. Depois disso, o jeito é ler. Ler. Ler. Perguntar. Perguntar. Perguntar. Pesquisar. Pesquisar. E pesquisar. A bagagem será construída com o tempo.

A faculdade, caros amigos focas, é apenas o começo de um longo caminho a ser trilhado.

Será que isso passa?

togas

Tanta coisa a ser feita, mas sem saber por onde começar. Professores lotando minha cabeça com frases de efeito. Frases que deveriam servir de motivação, mas no meu caso tem acabado em unhas roídas, queda de cabelo, noites de insônia e crises de identidade no sétimo período da faculdade. A verdade é que, aos quinze, eu tinha mais certeza do que seria do que aos vinte e três.

Parece esquisito, mas às vezes tenho a sensação de não ser digna das médias razoáveis registradas lá no meu histórico. E me sinto culpada em tirar nove porque a reportagem que li na Istoé, sobre o mesmo tema que escrevi, tava mil vezes mais bem escrita que a minha. Só pra ser honesta, comparado a ela o meu texto tava um lixo.

É como estar perdida próximo da saída do túnel e sentir que deveria voltar ao começo e refazer o caminho de modo diferente. Como se tudo que foi aprendido até aqui, não fosse o suficiente para ser uma profissional decente. Será que um aluno de música, a dois semestres da formatura, também se sente assim?

 É que houve um tempo no qual eu não possuía a pretensão de ser jornalista.

A verdade sobre os jornalistas

416230764_ceae306479JORNALISTA não fala – informa;

 

JORNALISTA não vai à festa – faz cobertura;

 

JORNALISTA não acha – tem opinião;

 

JORNALISTA não fofoca – transmite informações;

 

JORNALISTA não pára – pausa;

 

JORNALISTA não mente – equivoca-se;

 

JORNALISTA não chora – se emociona;

 

JORNALISTA não some – trabalha em off;

 

JORNALISTA não lê – busca informação;

 

JORNALISTA não traz novidade – dá furo de reportagem;

 

JORNALISTA não tem problema – tem situação;

 

JORNALISTA não tem amigos – tem muitos contatos;

 

JORNALISTA não briga – debate;

 

JORNALISTA não usa carro – mas sim veículo;

 

JORNALISTA não passeia – viaja a trabalho;

 

JORNALISTA não para pra tomar café – dá uma pausa pra atender o celular;

 

JORNALISTA não conversa – entrevista;

 

JORNALISTA não faz lanche – almoça em horário incomum;

 

JORNALISTA não é chato – é crítico;

 

JORNALISTA não tem olheiras – tem marcas de guerra;

 

JORNALISTA não se confunde – perde a pauta;

 

JORNALISTA não se acha – ele já é reconhecido;

 

JORNALISTA não influencia – forma opinião;

 

JORNALISTA não conta história – reconstrói;

 

JORNALISTA não omite fatos – edita-os;

 

JORNALISTA não pensa em trabalho – vive o trabalho;

 

JORNALISTA não é esquecido – é eternizado pela crítica;

 

JORNALISTA não morre – coloca um ponto final.

 

(Autor desconhecido)

 


Enquanto isso a vida segue…

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Gabriel García Márquez

"A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha a abelha."

Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.

Luiz Fernando Veríssimo

"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?"

Sobre a isenção jornalística

"A isenção é como a felicidade. Em termos absolutos e permanentes, é inalcançável, mas nem por isso deixamos de correr atrás dela.

A felicidade e a isenção estão onde nunca poemos os pés. Mas por que parar de caminhar se a caminhada nos faz bem e nos torna pessoas melhores?"

- Franklin Martins

Todo mundo Lê o Diário

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