
(Foto retirada do site www.unmultimedia.org)
A discussão sobre mídia e violência veio à tona na minha aula de Jornalismo Especializado, na última terça. Como o tema rendeu pano pra manga, o professor sugeriu uma discussão aberta no site da universidade (através de uma ferramenta chamada teleduc). Compartilho aqui a minha opinião sobre o assunto:
Se por um lado a facilidade do acesso a informação melhorou a vida das pessoas, também serviu para agravar o modo como a violência é tratada pela mídia. Na corrida pela sobrevivência no mercado, os veículos de comunicação têm apelado cada vez mais a assuntos relacionados à violência. Como sabemos, essa prática tem se tornado cada vez mais recorrente, principalmente após a popularização da internet.
Vejo que os veículos de comunicação estão perdidos em meio às fortes transformações que a sociedade vem enfrentando. Até mesmo programas consagrados, como os telejornais mais tradicionais da televisão brasileira, vem priorizando matérias de caráter apelativo. Tudo isso com o intuito de chamar a atenção do telespectador em meio a este mar de informações que bombardeiam nossas mentes todos os dias.
O resultado disso tudo é mesmo a banalização da violência, assim como da corrupção e diversos outros problemas urgentes no mundo. Assuntos sérios e que são abordados pela mídia (em geral) de modo superficial e com fortes tendências sensacionalistas. Ao invés de conscientizar a sociedade a cerca da gravidade do problema e tentar buscar soluções através de uma visão de caráter social, os veículos tem tirado proveito desse caos para angariar leitores, aumentar a audiência ou os acessos em web sites através da pura espetacularização da notícia.
Diante deste cenário, é possível lembrar aos nossos profissionais que a expansão dos meios de informação deve ser encarada como um estímulo à criatividade e inovação do jornalismo, nunca como justificativa para o emprego do sensacionalismo barato. Para os consumidores de informação, sugiro um boicote aos veículos que viram as costas para a sociedade em virtude da exploração da violência como linha editorial.
propósito, não consigo entender como alguém deseja ser jornalista sem ter preocupação com o conhecimento do próprio idioma. E ollha que tem muito acadêmico, até mesmo profissional de mercado, escrevendo mal por aí. Muito mais do que se imagina.
A não-exigência do diploma de jornalista é um verdadeiro retrocesso para o exercício do JORNALISMO. Num país onde há tantas coisas urgentes a serem resolvidas, é inaceitável que essa questão tenha chegado até o Supremo Tribunal Federal. É mais inaceitável ainda que tenha recebido oito votos a favor, já que apenas o ministro Marco Aurélio Mello votou contra esse disparate.



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