Textos categorizados 'JORNALISMO'

Saiu no Cobaia

A pseudo jornalista  que vos escreve pretende criar um novo blog com matérias de sua autoria, estilo portifólio, assim que se livrar do pré-projeto de TCC. Por enquanto, ela se contenta em divulgar o que tem sido publicado neste semestre pela edição on line do Cobaia , o jornal laboratório de seu curso.  

 

As matérias mais recentes estão publicadas nas editorias Geral (Briques conquistam novos clientes em Itajaí), Entrevistas (Desobediência pode ser um reflexo de violência no lar) e Tecnologia (Faça chuva ou faça sol). Adianto aos marinheiros de primeira viagem que a página não é muito funcional, porque precisa respeitar o layout básico do site da universidade, mas os futuros jornalistas da Univali tem se esforçado para produzir conteúdo de boa qualidade.

As matérias mais recentes são produção do 8º período de Jornalismo, minha classe. Garanto que vale a pena da uma passadinha por lá: http://www.univali.br/cobaia.

Por que a mídia banaliza a violência?

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(Foto retirada do site www.unmultimedia.org)

A discussão sobre  mídia e  violência veio à tona na minha aula de Jornalismo Especializado, na última terça. Como o tema rendeu pano pra manga, o professor sugeriu uma discussão aberta no site da universidade (através de uma ferramenta  chamada teleduc). Compartilho aqui a minha opinião sobre o assunto:

Se por um lado a facilidade do acesso a informação melhorou a vida das pessoas, também serviu para agravar o modo como a violência é tratada pela mídia. Na corrida pela sobrevivência no mercado, os veículos de comunicação têm apelado cada vez mais a assuntos relacionados à violência. Como sabemos, essa prática tem se tornado cada vez mais recorrente, principalmente após a popularização da internet.

Vejo que os veículos de comunicação estão perdidos em meio às fortes transformações que a sociedade vem enfrentando. Até mesmo programas consagrados, como os telejornais mais tradicionais da televisão brasileira, vem priorizando matérias de caráter apelativo. Tudo isso com o intuito de chamar a atenção do telespectador em meio a este mar de informações que bombardeiam nossas mentes todos os dias.

O resultado disso tudo é mesmo a banalização da violência, assim como da corrupção e diversos outros problemas urgentes no mundo. Assuntos sérios e que são abordados pela mídia (em geral) de modo superficial e com fortes tendências sensacionalistas. Ao invés de conscientizar a sociedade a cerca da gravidade do problema e tentar buscar soluções através de uma visão de caráter social, os veículos tem tirado proveito desse caos para angariar leitores, aumentar a audiência ou os acessos em web sites através da pura espetacularização da notícia.

Diante deste cenário, é possível lembrar aos nossos profissionais que a expansão dos meios de informação deve ser encarada como um estímulo à criatividade e inovação do jornalismo, nunca como justificativa para o emprego do sensacionalismo barato. Para os consumidores de informação, sugiro um boicote aos veículos que viram as costas para a sociedade em virtude da exploração da violência como linha editorial.

PROFISSÃO: Especialista em Generalidades

Quanto mais o tempo passa, mas me certifico de que o maior desafio de ser jornalista é ter de saber sobre tudo. Nós, acadêmicos, passamos quatro anos na faculdade aprendendo técnicas de reportagem e entrevista, lead, pirâmide invertida, teorias de comunicação e ética, como elaborar cabeças, offs, roteiros, edição de sonoras e tudo mais. Embora este conteúdo seja essencial a um profissional do jornalismo, sabemos que o mercado nos exigirá conhecimentos que não fizeram (e nunca farão) parte da nossa grade curricular.

É impossível imaginar um bom jornalista que não entenda das demais áreas de estudo: política, economia, história, geografia, saúde, conhecimentos gerais e, sobretudo, de LÍNGUA PORTUGUESA. A Jornalistapropósito, não consigo entender como alguém deseja ser jornalista sem ter preocupação com o conhecimento do próprio idioma. E ollha que tem muito acadêmico, até mesmo profissional de mercado, escrevendo mal por aí. Muito mais do que se imagina.

Mas não escrevi este post para criticar os assassinos do português, e sim para falar de minha ansiedade. Hoje posso dizer que entendo o que o professor Magru disse na primeira semana de aula “Mesmo que vocês estudem, sairão daqui com a sensação de que não aprenderam nada”. É a mais pura verdade. Sairei daqui sabendo sobre as mais diversas técnicas de abordar a informação social, mas ainda ignorante sobre todo conhecimento de mundo necessário para ser uma boa jornalista.

A solução? Antes de tudo ter muita humildade para admitir não saber sobre tudo – o que é bastante difícil já que a maioria dos jornalistas é arrogante. Depois disso, o jeito é ler. Ler. Ler. Perguntar. Perguntar. Perguntar. Pesquisar. Pesquisar. E pesquisar. A bagagem será construída com o tempo.

A faculdade, caros amigos focas, é apenas o começo de um longo caminho a ser trilhado.

NOVA GRIPE: Cuidado com o efeito das máscaras

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Longe de mim querer bancar a ignorante ou disseminadora da teoria da conspiração. Mas, cá entre nós, se a gripe comum também mata, porque estão fazendo tanto alarde do vírus H1N1?

Confesso que, a príncipio, andei bastante preocupada com isso. Mas após ler um pouco mais a respeito do “novo” vírus, descobri que muita gente morre de gripe todos os dias. E por que isso não é notícia?

Posso estar enganada, mas isso me lembra a hipótese do Agenda Setting que conheci nos primeiros períodos da faculdade. Para quem nunca ouviu falar disso, posso adiantar que se trata de uma teoria de comunicação formulada na década de 70 por Maxwell McCombs e Donald Shaw. Segundo essa presunção, a grande mídia determina uma pauta para a opinião pública enfatizando certos assuntos e, por algum motivo, ofuscando ou deixando de noticiar outros.

Sendo assim, vale refletir antes de sair por aí comprando máscaras ou notícias descartáveis.

Não estou aqui pelo DIPLOMA

O país inteiro ficou a par da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), na última quarta-feira, dia 17, a respeito da exigência do diploma para o exercício de atividades jornalísticas. 

b_diplomaA não-exigência do diploma de jornalista é um verdadeiro retrocesso para o exercício do JORNALISMO. Num país onde há tantas coisas urgentes a serem resolvidas, é inaceitável que essa questão tenha chegado até o Supremo Tribunal Federal. É mais inaceitável ainda que tenha recebido oito votos a favor, já que apenas o ministro Marco Aurélio Mello votou contra esse disparate.

Estive acompanhando o blog do professor Rogério Christofoletti http://monitorando.wordpress.com/2009/06/18/diploma-obrigatorio-caiu-e-agora/e gostei da forma como ele contestou o argumento de que a exigência do diploma no jornalismo estaria limitando a liberdade de expressão: “Pessoalmente, acho que os ministros demonstraram não conhecer a profissão, e que acabaram confundindo um direito amplo com o direito de exercício profissional. Como quem confunde direito à Justiça e direito de atuar como advogado”

 Sim, todos nós temos direito a justiça. Mas não é por isso que todos podem ser advogados sem ter, ao menos, passado pela faculdade – sem falar na prova da OAB. E onde fica a qualidade da informação? A sociedade tem todo direito de expressão quanto ao de receber informações apuradas por profissionais qualificados. A exigência do diploma de jornalista nunca impediu que a sociedade se manifestasse de inúmeras formas, como por meio dos artigos e cartas do leitor. E com a internet essa interatividade ficou ainda maior, por meio de blogs e outros meios alternativos.

Enquanto acadêmica, posso dizer que não foi a exigência da lei que me trouxe até os bancos da universidade. Mas posso dizer que me sinto desmotivada ao pensar que, a partir dessa decisão, qualquer cidadão terá o mesmo direito que eu (após quatro anos e meio na academia) em atuar numa profissão que exige tamanha responsabilidade.  

Mesmo assim, não posso afirmar que esteja preocupada somente com o desrespeito com a minha classe profissional. Estou preocupada, antes de qualquer coisa, com os danos gerais à sociedade. Mas, diante da decisão do STF, me resta acreditar no bom senso das empresas de comunicação em continuar exigindo profissionais qualificados para atuarem em seus veículos.

De qualquer modo, estando o diploma superior sob o respaldo da lei ou não, ele continuará sendo uma necessidade primária para a formação de qualquer jornalista.  Confiemos então,  no bom senso dos consumidores de informação que, a partir de agora, deverão ser ainda mais criteriosos na hora de escolher as suas fontes de notícia.

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Ouça informações trazidas pelo repórter Walmor Parente, através da Agência Radioweb, sobre a queda do diploma e as Universidades: http://www.agenciaradioweb.com.br/conteudo/materias/090618185459Bol_Walmor_Faculdades_Jornalismo.mp3

Veja o protesto do deputado Paulo Pimenta (PT/RS) contra a decisão do STF. Ele também acusa grandes veículos do país de terem se omitido em divulgar sobre a votação:

 

A verdade sobre os jornalistas

416230764_ceae306479JORNALISTA não fala – informa;

 

JORNALISTA não vai à festa – faz cobertura;

 

JORNALISTA não acha – tem opinião;

 

JORNALISTA não fofoca – transmite informações;

 

JORNALISTA não pára – pausa;

 

JORNALISTA não mente – equivoca-se;

 

JORNALISTA não chora – se emociona;

 

JORNALISTA não some – trabalha em off;

 

JORNALISTA não lê – busca informação;

 

JORNALISTA não traz novidade – dá furo de reportagem;

 

JORNALISTA não tem problema – tem situação;

 

JORNALISTA não tem amigos – tem muitos contatos;

 

JORNALISTA não briga – debate;

 

JORNALISTA não usa carro – mas sim veículo;

 

JORNALISTA não passeia – viaja a trabalho;

 

JORNALISTA não para pra tomar café – dá uma pausa pra atender o celular;

 

JORNALISTA não conversa – entrevista;

 

JORNALISTA não faz lanche – almoça em horário incomum;

 

JORNALISTA não é chato – é crítico;

 

JORNALISTA não tem olheiras – tem marcas de guerra;

 

JORNALISTA não se confunde – perde a pauta;

 

JORNALISTA não se acha – ele já é reconhecido;

 

JORNALISTA não influencia – forma opinião;

 

JORNALISTA não conta história – reconstrói;

 

JORNALISTA não omite fatos – edita-os;

 

JORNALISTA não pensa em trabalho – vive o trabalho;

 

JORNALISTA não é esquecido – é eternizado pela crítica;

 

JORNALISTA não morre – coloca um ponto final.

 

(Autor desconhecido)

 

Na contramão

Projeto da Ong Ginga Moleque também é atração para crianças que participam do projeto Escola Aberta no Caic (bairro Pró-Morar)

Estamos tão acostumados com as leis mesquinhas do capitalismo, que nem percebemos que ainda existe gente capaz de reagir a esses preceitos. Gente do bem. Gente que está em falta.  Gente que faz a diferença. Gente que segue na contramão, fazendo desse mundo um lugar melhor pra se viver.  Gente que devemos ter sempre por perto, para nos servir de exemplo.

Conheci pessoas assim no projeto de Assessoria de Imprensa que estamos desenvolvendo, durante este semestre, numa organização não governamental (Ong) de Itajaí. Os capoeiras Capitã, Sansão e Massa mantém há dois anos, o projeto “Ginga Moleque”. A Ong oferece aulas gratuitas de capoeira às crianças carentes do município. Sem precisar arcar com nenhuma despesa, os alunos devem apresentar boas notas na escola e disciplina nas aulas.

Sem receber nenhum tipo de remuneração, os voluntários e idealizadores do projeto enfrentam muitas dificuldades para mantê-lo vivo. Estes impedimentos vão desde o preconceito religioso dos familiares das crianças, até problemas de infra-estrutura como falta de uniformes, instrumentos e sede para oferecimento das aulas. Os voluntários arcam com muitas das despesas do grupo, uma vez que não possuem nenhum patrocínio da comunidade.  

No último sábado, 12 de abril, Luana Martins e eu fomos ao bairro Pró-Morar para acompanhar de perto a roda de capoeira do grupo. Além das reuniões durante a semana, aos sábados, o grupo também é atração para outras crianças no Centro Educacional Cacildo Romagnani (Caic), através do Projeto Municipal Escola Aberta. 

Ficamos impressionadas com o que encontramos por lá. Jovens e crianças com idades entre 6 e 18 anos e que nos receberam com sorrisos, beijos e abraços. Tudo em forma de gratidão pelo trabalho que nos propusemos a fazer em benefício da ong que tanto amam – mal sabem que precisamos desta atividade tanto quanto eles.  

 

 

Sinto-me feliz em perceber que em meio a tanta ausência de caráter e valores, é possível acreditar no ser humano do bem. Existe no mundo quem acredite e aposte no futuro de crianças pobres, quem faz mais do que culpar a omissão do governo na educação, quem arregace as mangas e faça a idéia acontecer.

 Que bom seria se todos os brasileirinhos pudessem ter educadores como esses, capazes de semear esperança em meio à exclusão e o descaso social. Quem dera que todas as grandes empresas deste país se propusessem a apoiar projetos assim.


Enquanto isso a vida segue…

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Gabriel García Márquez

"A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha a abelha."

Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.

Luiz Fernando Veríssimo

"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?"

Sobre a isenção jornalística

"A isenção é como a felicidade. Em termos absolutos e permanentes, é inalcançável, mas nem por isso deixamos de correr atrás dela.

A felicidade e a isenção estão onde nunca poemos os pés. Mas por que parar de caminhar se a caminhada nos faz bem e nos torna pessoas melhores?"

- Franklin Martins

Todo mundo Lê o Diário

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