Quanto mais o tempo passa, mas me certifico de que o maior desafio de ser jornalista é ter de saber sobre tudo. Nós, acadêmicos, passamos quatro anos na faculdade aprendendo técnicas de reportagem e entrevista, lead, pirâmide invertida, teorias de comunicação e ética, como elaborar cabeças, offs, roteiros, edição de sonoras e tudo mais. Embora este conteúdo seja essencial a um profissional do jornalismo, sabemos que o mercado nos exigirá conhecimentos que não fizeram (e nunca farão) parte da nossa grade curricular.
É impossível imaginar um bom jornalista que não entenda das demais áreas de estudo: política, economia, história, geografia, saúde, conhecimentos gerais e, sobretudo, de LÍNGUA PORTUGUESA. A
propósito, não consigo entender como alguém deseja ser jornalista sem ter preocupação com o conhecimento do próprio idioma. E ollha que tem muito acadêmico, até mesmo profissional de mercado, escrevendo mal por aí. Muito mais do que se imagina.
Mas não escrevi este post para criticar os assassinos do português, e sim para falar de minha ansiedade. Hoje posso dizer que entendo o que o professor Magru disse na primeira semana de aula “Mesmo que vocês estudem, sairão daqui com a sensação de que não aprenderam nada”. É a mais pura verdade. Sairei daqui sabendo sobre as mais diversas técnicas de abordar a informação social, mas ainda ignorante sobre todo conhecimento de mundo necessário para ser uma boa jornalista.
A solução? Antes de tudo ter muita humildade para admitir não saber sobre tudo – o que é bastante difícil já que a maioria dos jornalistas é arrogante. Depois disso, o jeito é ler. Ler. Ler. Perguntar. Perguntar. Perguntar. Pesquisar. Pesquisar. E pesquisar. A bagagem será construída com o tempo.
A faculdade, caros amigos focas, é apenas o começo de um longo caminho a ser trilhado.



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