Textos categorizados 'CRÔNICA SOBRE MULHER'

Mulher Moderna

mundonas costasDeve ter um jeito de atravessar na faixa de pedestre sem correr o risco de ser atropelada;

Deve ter um jeito da gente entupir-se de guloseimas e não sentir-se culpada por isso;

Deve ter um jeito de dormir no braço do namorado sem doer o ombro;

Deve ter um jeito mais barato de exterminar a celulite e a gordura localizada;

Deve ter um jeito da gente sentir-se menos atraída pelo brilho das vitrines;

Deve ter um jeito de poder agradar o mundo sem desagradar a si própria;

Deve ter um jeito da gente gastar mais tempo com livros do que com a internet;

Deve ter um jeito de ficar perto de quem se gosta, sem ter de viajar durante horas;

Deve ter um jeito de poder trabalhar, estudar, amar, cuidar da casa e da gente e ainda ser linda e feliz.

…………………………………………………………………………………………………..

PS: Se alguém souber a receita para resolver algum destes enigmas contemporâneos, por favor, não deixe de me informar.

Um pouco de futilidade e diversão

Nos dias que antecedem uma balada especial, nós amigas, normalmente ficamos divididas entre dois pensamentos: quem queremos encontrar por lá e a roupa que queremos vestir. E a produção é muito mais legal quando todas estamos reunidas.

 

Quando não temos um look legal, na maioria das vezes, corremos para o shopping para comprar pelo menos um assessório diferente. E se a grana estiver curta, a maioria apela para o limite do cartão de crédito.  Em caso de emergência, o guarda-roupa da outra pode ser uma solução interessante.

 

Adoramos arrasar numa calça nova, daquelas bem justinhas e que custam os olhos da cara. Na dúvida, também sabemos que o pretinho básico funciona. E como. Quando aliado a um scarpin (é assim que se escreve?) então… Funciona que é uma beleza.

 

E nessa reunião do Clube da Luluzinha é aquela falação. Mulher reunida realmente fala muito. Conversamos todas ao mesmo tempo e mesmo assim conseguimos nos entender. E nosso assunto preferido é falar dos homens cafagestes. Os casos mal resolvidos a gente enterra. É assunto estritamente proibido. Aprendemos desde cedo que “galheira”, definitivamente, não combina com o clima pré-balada. É muito mais interessante falar sobre os futuros pretendentes.

 

A produção começa com as unhas. Cores fortes. Particularmente prefiro o “gabriela/rebu” ou o “dara/café” mas tem quem goste do estilo francesinha. Tem o cabelo também, pode começar com uma escova, evoluir para um baby liss, mas costuma acabar na popular chapinha mesmo. O importante é deixar sempre solto.

 

A última etapa é a preferida de dez entre dez divas: maquiagem. É um troca-troca de sombra pra cá, de gloss pra lá. É uma pedindo pra ajudar com o delineador aqui, a outra querendo opinião sobre qual batom usar, ali. A disputa maior é por um espacinho em frente ao espelho, tão concorrido quanto vestibular pra medicina.

 

No final tudo vira bagunça. Há roupa espalhada pelo quarto inteiro. Todos os sapatos, botas e sandálias estão fora das caixas. As gavetas dos armários estão escancaradas. A música alta já invadiu todos os cômodos da casa/apartamento. Quando rola esquenta em casa então… A cozinha fica daquele jeito.O liquidificador com vestígios de batida, latas de leite condensado abertas sobre a pia, garrafa de vodka e copos na mesa. Mas deixa pra lá, no outro dia a gente dá jeito no estrago.

 

Quando não tem esquenta em casa, no caminho o carro pára no posto. A procura maior ainda é por Smirnoff Ice, já foi o tempo do Martine Rose. O som do carro toca pagode. E a gente segue cantando pelo caminho: “A mulherada dominou geral oôoô… Rapaziada tá passando mal aáaá… Não adianta querer reprimir oôoô… A mulherada é que manda aqui…”.

 

Duro é estacionar. Parece levar horas para surgir uma vaga livre. Antes da descida triunfal, retocar o batom e escovar o cabelo é básico. E se está frio, sempre surge a dúvida de levar ou não casaco. Mas no final o agasalho sempre acaba ficando no carro. Diva que é diva não sente frio.

 

E lá vamos nós. Lindas, simpáticas, livres e desimpedidas para curtir mais uma balada. E por lá, só Deus sabe o que pode acontecer. Isso é assunto para o remember do dia seguinte.

Essas Mulheres…

Poema de Mulher

Que mulher nunca teve  um sutiã meio furado, um primo meio tarado, ou um amigo meio veado? 

Que mulher nunca tomou um fora de querer sumir, 

um porre de cair ou um Lexotan para dormir?  

 

Que mulher nunca sonhou com a sogra morta, estendida,

em ser muito feliz na vida ou com uma lipo na barriga?  

 

Que mulher nunca pensou em dar fim numa panela,

jogar os filhos pela janela ou que a culpa era toda dela?  

 

Que mulher nunca penou  para ter a perna depilada,

para aturar uma empregada ou para trabalhar menstruada?  

 

Que mulher nunca comeu uma caixa de Bis, por ansiedade,

uma alface, no almoço, por vaidade ou, um canalha por saudade?  

 

Que mulher nunca apertou o pé no sapato para caber,

a barriga para emagrecer ou um ursinho para não enlouquecer?  

 

Que mulher nunca jurou que não estava ao telefone,

que não pensa em silicone ou que “dele” não lembra nem o nome?  

 

 

 

- Atire a primeira pedra a mulher que não se identificou com pelo menos uma destas atitudes. 

 

Gerânio

 

Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente

Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista

Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda

Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana
Fala inglês e canta em inglês
Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus
E lava os cabelos com shampoos diferentes

Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa
E corre quando quer
Cozinha tudo, costura, já fez boneco de pano
E brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga

Tem computador e rede, rede para dois
Gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão
Procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs
Vai ao teatro, mas prefere cinema

Sabe espantar o tédio
Cortar cabelo e nadar no mar
Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda
Estou com saudades e penso tanto em você

Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda

 


Enquanto isso a vida segue…

Photobucket

Blog Stats

  • 39,363 visitantes
Photobucket

Gabriel García Márquez

"A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha a abelha."

Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.

Luiz Fernando Veríssimo

"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?"

Sobre a isenção jornalística

"A isenção é como a felicidade. Em termos absolutos e permanentes, é inalcançável, mas nem por isso deixamos de correr atrás dela.

A felicidade e a isenção estão onde nunca poemos os pés. Mas por que parar de caminhar se a caminhada nos faz bem e nos torna pessoas melhores?"

- Franklin Martins

Todo mundo Lê o Diário

Photobucket