Textos categorizados 'Coisas do Amor'

O bem que só ele me faz

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É ele quem atura meus ataques de tagarelice e crises-existenciais-tepeêmicas. É ele que me salva dos cálculos matemáticos. É quem compreende minha melancolia e quem me diz pra confiar sempre que eu penso em desistir. É só ele quem sente falta da pimenta na minha comida. Só ele quem ri do meu jeito atrapalhado de fazer as coisas e quem briga comigo toda vez que percebe o roído das minhas unhas.

Ele me trouxe a paz de um abraço amigo. Ele me fez esquecer a solidão angustiante dos finais de tarde de domingo. Ele me provou que ainda existem caras bacanas e legitimamente avessos às ostentações e futilidades. Ele me mostrou o quanto é bom adormecer com a cabeça no ombro de quem a gente ama. Ele me fez acreditar novamente no amor. _______________________________________________________

Obrigada, meu bem,  por todas as coisas boas que você trouxe para minha vida. Nosso primeiro ano de namoro foi pra lá de especial.

Eu não sabia do que ele era capaz

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O amor faz a gente mudar nossos conceitos. O mais engraçado nisso tudo é que algumas vezes passamos a admirar coisas que não despertariam a nossa atenção em outros tempos. É uma mudança interessante de contexto e que nos permite experimentar sensações e sabores totalmente diferentes.

Eu, por exemplo, acho a coisa mais linda do mundo quando o meu amor acorda com aquela bochecha rosada, logo de manhãzinha. Ora, vejam só! Também nunca fui o tipo de garota interessada em corpos sarados, mas não posso deixar de admitir que a barriguinha não-definida do meu amor passou a ter um charme todo especial, mudou no meu conceito. Sem falar que dá até aquela vontade de morder, só para fazer graça, já que ele morre de cócegas quando, por algum descuido, alguém resolve encostar nela.

Portanto, abaixo ao abdômen sarado! Abaixo ao homem que parece um boneco de plástico ou uma condição irreal. Afinal, não é assim que queremos ser valorizadas, por nossa essência e não pelo rótulo? Então por que a cada dia estamos exigindo que os homens sejam mais parecidos com os que figuram os comerciais de cuecas?  Vivemos criticando o modo como as mulheres são desrespeitadas e vivemos com nossa caixa de e-mail lotada de fotos de homens sem roupa. Mulheres, vamos dar um basta nisso. Vamos amar os homens de verdade.

Na minha visão feminista de ser, eu também nunca tinha imaginado o quanto poderia ser delicioso preparar alguma coisa para quem a PIN_UP~1gente gosta comer, mesmo que fosse um simples copo de Nescau ou um macarrão instantâneo. E como isso é bom! Posso dizer que, de modo algum, isso me tornou uma pessoa submissa ou sem direito de ser o que sou. Eu não perdi o meu valor por isso.

A grande verdade é que ultimamente estamos tão preocupadas em tentar competir com os homens que acabamos por esquecer o quanto pequenas atitudes do cotidiano doméstico nos deram prazer no passado. Cuidar de quem a gente ama faz bem pra gente. Acho que no fundo a nossa natureza sente falta disso.

Longe de mim querer afirmar que a queima de sutiãs das nossas ancestrais tenha sido vã. Mas acho, sinceramente, que precisamos repensar até que ponto essa sobrecarga de funções nos trouxe felicidade. Talvez isso explique porque, cada vez mais, as mulheres estejam recorrendo ao analista para suavizar suas carências afetivas.

Tudo isso é pra se pensar, de fato. Mas foi sem querer que me aprofundei nessas questões. Na verdade eu só queria dizer que quando estamos apaixonados tudo fica mais bonito e ganha um significado diferente. Eu realmente não fazia ideia do que o amor era capaz. Mas acho isso tudo fascinante.

As voltas que o mundo dá

 

namoradosEngraçado como essa vida dá voltas. Outro dia tava reunida com as amigas no bar, perto da faculdade, bebendo cerveja (eu que nem bebo!). Estávamos falando mal a beça dos homens. Um bando de desiludidas morrendo de inveja de quem tinha alguém para poder abraçar naquele dia. Esse dia, bom, já faz um ano. E a situação agora é beeeeem diferente (basta ver o post que vem logo abaixo). É que o mundo gira.

Ainda bem.

Ter ou não ter Namorado

Carina 10x15 fosco (3)

Quem não tem namorado
é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil por que namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, de saliva,
lágrimas, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.

Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil .
Mas namorado é mesmo difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito,
mas ser aquele a quem quer se proteger
e quando se chega ao lado dele a gente treme,
sua frio e quase desmaia, pedindo proteção.

A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira,
basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor,
é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes , dois paqueras,
um envolvimento e dois amantes,
mesmo assim pode não ter um namorado.

Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva,
cinema sessão das duas, medo do pai,
sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho,
quem se acaricia sem vontade de virar sorvete
ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade.
Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida,
escondida, fugidia ou impossível de durar.

Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas,
do carinho escondido na hora em que passa o filme,
de flor catada no muro e entregue de repente,
de poesia de Fernando Pessoa,
Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar,
de gargalhadas quando fala junto ou descobre a meia rasgada,
de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia
ou mesmo metrô, nuvem, cavalo alado,
tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado,
fazer sesta abraçado, fazer compras junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor,
nem ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele,
abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e do amado e sai com ela para parques, fliperama,
beira d’água, show de Milton Nascimento,
bosques enluarados, ruas de sonho ou musical do metrô.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele,
quem não dedica livros, quem não recorta artigos,
quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado.
Não tem namorado quem ama sem gostar,
quem gosta sem curtir, quem curte sem se aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto
de ser lembrado de repente no fim de semana,
de madrugada ou no meio dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar,
quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações,
quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem não fala sozinho,
não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre
e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos,
ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar.

Enfeite-se com margaridas e ternuras
escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado,
saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui
e sorria lírios para quem passar debaixo de sua janela.

Ponha intenções de quermesse em seus olhos
e beba licor de conto de fadas.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta
e do céu descesse uma névoa de borboletas,
cada qual trazendo uma pérola falante
a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu
aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar
e de repente começar a fazer sentido.”

Artur da Távola

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No primeiro Dia dos Namorados, ao lado da pessoa mais incrível que eu poderia imaginar encontrar na vida, produzi um vídeo com a ajudinha do Movie Maker. Aqui está um pouquinho do que as lentes das câmeras já conseguiram captar da nossa felicidade:

Feliz Dia dos Namorados!

 

Seis meses

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Seis minutos. Foi o tempo que devo ter levado para saber que ele era um cri-cri. Quanto a ele? Bom, bastou pouco mais de uma hora para saber que embora eu fosse uma Diva, sentia mais frio que todo mundo – e, claro, não levou seis segundos para insinuar que meu discurso de Diva-que-é-Diva-não-sente-frio não passava de uma grande fraude.

Mas nos gostamos mesmo assim. E fui aprendendo a amar um virginiano muito certinho, cheio de manias e nove – horas. Que tem resposta pra tudo, que gosta de bancar o “contra-opinião” e que costuma levar horas para estacionar o carro. O termo “horas” fica por conta do meu próprio exagero – já estava esquecendo de mencionar este ônus do Pacote Carina.

Hoje, ao completarmos seis meses de namoro, posso dizer que já é tempo pra lá de suficiente para saber que meu medo de montanha russa é tão grande quanto o seu horror à injeção. É tempo suficiente também para ele ficar cheio de me ouvir dizendo para dirigir mais devagar ou para entender que, às vezes, posso ser desligada a ponto de comer o abacaxi do tio dele, derrubar a cadeira do restaurante ou sair por aí com o elástico da calcinha aparecendo.

E o mais engraçado nisso tudo, é reparar no jeito que a gente acha graça disso tudo; no quanto a gente se dá bem; no quanto podemos ser tão parceiros, tão unidos, tão amigos, tão felizes.

É realmente muito bom tê-lo por perto.

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PS: A Robert ao fundo é a Nayara, nossa cúpida. Escolhi essa foto em homenagem a ela.

TODO-MUNDO-MERECE-UM-NAMORADO-FOFO

Após um dia desastroso no trabalho, meu namorado passa lá em casa de surpresa – cá entre nós, a melhor coisa do mundo é um colinho de namorado num dia assim.

No dia seguinte, ele deixa esse vídeo fofo na minha página de recados (do Orkut). Gostei tanto que decidi postar aqui:

Achei bonito…

União

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De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça. Amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera
Ou se vacila ao mínimo temor.

Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante
Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,

Antes se afirma, para a eternidade.
Se isto é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

Shakespeare

Coisa de cinema

Imagem/divulgação realizada pela BBC

Ontem li na internet o caso do “moço do tempo” que, durante a exibição do telejornal, pediu a apresentadora em casamento nos Estados Unidos. A jornalista Emily Leonard, do canal de TV KAMC, do Texas, acabou aceitando o pedido do namorado Matt Laubhan, que apresenta a previsão do tempo no canal americano KLBK.

A noite assisti as imagens no Jornal da Globo, que também noticiou o caso. Cena digna de cinema. Achei tudo lindo. Penso que qualquer mulher deve ter se imaginado no lugar dela, mesmo que por um instante.

Mas, sinceramente, se uma coisa dessas acontecesse comigo acho que cairia durinha, ali mesmo. Sei lá. A gente cresce sonhando viver um conto de fadas, mas quando esse tipo de coisa acontece, costuma ficar sem reação, sentindo-se numa verdadeira saia justa.  Daí fica ali, parada e boquiaberta, titubeando entre o sim e o não, com a típica cara de paisagem. (É a hora que o carinha olha pra gente e, ao invés de um rosto, enxerga um ponto de interrogação).  

De qualquer forma, admirei Matt Laubhan  pela coragem de se expor assim. Que homem, hoje em dia, está disposto a dar a cara pra bater? Numa época em que a maioria resiste em alterar o status do orkut para namorando, ele assumiu-se um genuíno romântico. Bota atitude nisso.

Gostaria que essas cenas deixassem de ser notícia. Gostaria que fossem corriqueiras. Gostaria de ver mais romance colorindo o cotidiano das pessoas.

Ahhh… o amor. Não é mesmo lindo?

Pra quem não acompanhou as imagens pela TV, segue o vídeo:

Quando tudo acaba

Eles nem percebem que estão diante da mesma porta. Estão ali, exatamente onde tudo começou numa tarde ensolarada de verão. Tudo o que sobrou dos dois ela traz numa sacola. Entrega-a. Puxa um assunto qualquer e ele responde. O assunto morre. Fica aquele silêncio embaraçoso.

Ela diz algumas palavras ensaiadas, sente-se ridícula logo depois. Ele retribui com um sorriso meio sem graça, um abraço formal. Um beijo seria o suficiente para perceber que tudo mudou, mas eles querem mais. Depois disso, nada.

- Te ligo qualquer dia pra gente se ver.

- Tá bom- ela responde e segue andando pela calçada.

Sente-se estranha por não se importar com o fato de que ele nunca vá ligar. Ele não pensa em nada. Apenas dirige apressado para chegar a qualquer lugar. Simples assim. O que começou naquela tarde quente de quinta-feira, por ironia do destino, acaba no mesmo lugar. Ali em frente aquela mesma porta, num sábado nublado e frio.

Amores são sempre iguais. Começam alegres como um belo dia de verão, acabam abatidos como um final de semana sem sol. Mas no outro dia será domingo, ela lembra, e o tempo poderá ser belo outra vez.

Uma soldado a menos

Minha amiga está apaixonada. Oh céus! Estou em crise! O que será de mim luana-e-eue8se ela e o dito cujo resolverem namorar?  Estarei perdida. É o cúmulo do egoísmo tudo isso, eu sei. Mas sou uma pobre mortal – não me odeie por isso!

Há outras amigas que também são “mara” e que por um bom tempo continuarão solteiríssimas como eu. Mas é que com ela é diferente. Nosso repertório de aventuras é longo; Assim que rompemos nossos namoros em 2006, nos unimos e descobrimos juntas o “Fantástico Mundo de Baladas de BC City”.

E no meu namoro instantâneo – que durou umas oito semanas – bom, ela se manteve firme e forte. E quando eu regressei a vida na madrugada, tudo voltou a ser como antes. São tantos Djunn’ s, Porto Santo’s, Bali Hai’s, festas fraudes do Crocodilo’s, Kiwis nas sextas, Planeta Atlântida, Deck’s, Goa’s. Uma coleção de festas. O pagode não será o mesmo sem ela. Isso eu tenho certeza.

Também já passamos frio nas madrugadas. Já pagamos mico no camarim do Grupo Revelação. Já empurramos o Diva-Móvel em frente ao Kiwi. Já aturamos chilique do Maurício. Já arrastamos minha mudança pra lá e pra cá. Já nos perdemos em Brusque e a caminho do Dream’s Beach Club. Já descemos o morro da Brava em marcha ré… E ela sempre foi parceria pra todos os convites.

São inúmeras histórias. E agora esse cara aparece do nada e quer roubar minha amiga. E o que é pior, em contrapartida só apresenta um amigo – muito do esnobe por sinal!

O que me intriga é que dessa vez nem tenho como brigar com ela por estar dando moral a um cafajeste. Embora queira levar minha amiga com ele, tenho de admitir que o cara é tudo de bom, um partidão – imagine que ele até abre a porta do carro pra ela!

Gosto de ter minhas amigas solteiras.  Mas falando sério, quero que acima de tudo sejam felizes. Minha amiga merece um homem de verdade. Desejo, de coração, que o provável segundo namoro dela dure muito mais que oito semanas. Mas se não durar, as soldados continuarão aí. Sempre prontas pra batalha contra toda e qualquer espécie de galheira.

Boa sorte parceira!

Oito anos

Hoje é aníversário dele. Oito anos. Lembro do dia que ele veio ao mundo. Fui eu quem lavou sua primeira fralda. Fui eu quem esqueceu a porta da sala aberta, quando o andador dele virou no degrau. Ele chorou naquele dia, mas eu chorei mais.

Fui eu quem viu o resultado positivo do exame de sangue, a primeira a saber que ele viria. Fui eu quem escolheu o nome dele. Se um dia ele achá-lo ruim, a culpa será minha também.

E quando estamos na sala de casa assistindo  desenho animado sob o cobertor, me comove ao dizer:

-Caíca, não vai mais lá pra Itajaí. Fica aqui agora. Fica aqui com a gente.

E eu nem tenho uma foto dele pra colocar aqui no post. E morro de saudades quando vejo os menininhos soltando pipa na minha rua. Eles têm quase a mesma idade. E choro só de lembrar que quando fui embora ele corria pela praça e entrava na rádio, onde eu trabalhava, pensando que me encontraria por lá.

E não fui uma irmã tão legal assim. Não como ele merecia que eu fosse.  Mas eu o amo demais. E por ele eu faria tudo.

Aos apaixonados

12 de junho – Dia dos Namorados

 “”(...) Amor é mesmo aquela sensação de voltar pra casa. Adormecer lado a lado é a grande prova. No dia seguinte, acordar e sentir que está levando com você. Descobrir um sorriso ridículo no canto da boca. Pronto, encaixou. Feito pecinhas de Lego: diferentes, mas vindas do mesmo mundo.Lego é gostoso. Quebra-cabeça não.

 

Amar não é desejo; é feito de. Amor é feito de amor, mas não só. Amor não tem razão. Ninguém ama pelas qualidades do outro, nem apesar dos seus defeitos. Ama por que o outro é o outro e pronto. Amor é pacote completo.

- Por Cristina Guerra

A todos os enamorados dedico a canção “More than words”, do Extreme, para ouvir com o seu amor neste dia especial. É antiga, mas vamos combinar, a tradução é linda, não é?! 

Para todos os casais: Feliz Dia dos Namorados!!!

E para quem está solteiro, é dia de apaixonar-se por si mesmo. Vista a melhor roupa, dê um trato no cabelo e na maquiagem, faça as unhas, fique lindo. Depois saia para fazer um programa animado com os amigos solteiros. Nada de sair com casais, hein! E nada de assistir comédias românticas também. Muito menos de ficar pensando em quem não te quer. Seja mais você. Ame-se acima de tudo. E seja feliz!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Juventude, amores e conflitos

 

Já parou pra pensar em como o amor da vida real é diferente dos amores vistos nas telas dos cinemas? Se analisar um pouco melhor irá perceber que, inconscientemente, você sempre esperou encontrar o mocinho dos romances, os príncipes dos contos de fadas, os amores perfeitos apresentados nas novelas. E nem precisa esforçar-se muito para lembrar-se das decepções que encontrou pelo caminho. Claro, o amor apresenta-se de forma bem diferente na vida real.

 

Os heróis dos contos que você lia na infância, matavam dragões e escalavam castelos para salvar suas donzelas. Ao contrário de tudo isso, o que encontra hoje são meninos que, muitas vezes, precisarão da sua proteção e do seu colo. São garotos perdidos entre os mil caminhos que lhe são oferecidos nessa fase da vida, divididos entre você e essas mil possibilidades. Também é normal encontrar mulheres satisfeitas por terem sua foto no orkut do namorado, plenamente realizadas por ver o status dele definido como “namorando”. É tudo meio confuso, o amor da vida real mostra-se bem diferente mesmo do que você esperava que fosse.

 

O que você precisa entender é que mesmo diferente, o amor existe. Só que na juventude, principalmente, ele vive tumultuado por milhões de dúvidas. Nunca se apresenta pleno e convicto como deveria. Você sente saudades da privacidade da vida de solteiro, não tem total certeza se conseguirá conciliar sua vida profissional e seu relacionamento, tem medo de não ter escolhido a pessoa certa. É preciso estar consciente de que sentirá falta da convivência natural com os amigos, estar preparado para ficar incomodado ao vê-los comentar das baladas do fim de semana que você não foi. O mais desconcertante de tudo é o medo de arrepender-se depois. E você terá de lidar com ele o tempo inteiro.

 

A vida de aventura, farra e diversão é muito atraente nessa fase da vida, e como se não fosse o bastante, sempre existe o conselheiro que lhe diz para aproveitar a mocidade e deixar os compromissos para depois. E é claro que ele não considera o principal de todos os seus compromissos, o compromisso com a própria felicidade. E muitas vezes, confuso diante de tantas emoções, você sacrifica aquilo que te faz verdadeiramente bem para seguir o caminho que lhe parece mais fácil. E isso é realmente uma pena.

 

 

 

O Que Eu Também Não Entendo

Composição: Fernanda Mello e Rogério Flausino

Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo…

Amar não é ter que ter
Sempre certeza
É aceitar que ninguém
É perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo
E não precisar fingir
É tentar esquecer
E não conseguir fugir, fugir…

 

Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo
Que você vai entender…

 

Posso brincar de descobrir
Desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos
E até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você
Eu tô tranquilo, tranquilo…

 

Agora o que vamos fazer
Eu também não sei
Afinal, será que amar
É mesmo tudo?
Se isso não é amor
O que mais pode ser?
Tô aprendendo também… 

Rosalina: a mais bela entre as rosas

 

11 de maio : Dia das Mães

 

- Essa canção traduz parte do amor e da admiração pelas mães, principalmente pela minha, que leva o nome da composição

 

 

 

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Rosa

Composição: Pixinguinha, Otavio de Sousa

 

Tu és divina e graciosa
Estátua majestosa
No amor!
Por Deus esculturada
E formada com ardor…

 

Da alma da mais linda flor
De mais ativo olôr
Que na vida é preferida
Pelo beija-flor…

 

Se Deus
Me fora tão clemente
Aqui neste ambiente
De luz, formada numa tela
Deslumbrante e bela…

 

Teu coração
Junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado
Sobre a rosa e a cruz
Do arfante peito teu…

 

Tu és a forma ideal
Estátua magistral
Oh! alma perenal
Do meu primeiro amor
Sublime amor…

 

Tu és de Deus
A soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração
Sepultas um amor..

 

(…)

 

És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim
Que tem de belo
Em todo resplendor
Da santa natureza…

 

Perdão!
Se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh! flor!
(…)

 

Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te
Até meu padecer
De todo fenecer…
 

 

 

 

Por que falar de amor?

(Docinho e eu na Praia dos Amores – Balneário Camboriú – SC)

 

Ele fala pouco de amor,

mas procura me ver todos os dias.

Ele fala pouco de amor,

mas diz pra eu me alimentar melhor.

Ele fala pouco de amor,

mas nem reclama se demoro horas pra me arrumar.

Ele fala pouco de amor,

mas preocupa-se quando estou doente.

 

 

Ele fala pouco de amor,

mas me inclui em todos os momentos da sua vida.

Ele fala pouco de amor,

mas entende que tenho medo de filmes de terror.

Ele fala pouco de amor,

mas tem ciúmes do meu passado.  

Ele fala pouco de amor,

mas procura prestar atenção nas mil histórias que conto.

 

 

Ele fala pouco de amor,

mas tem o sorriso mais doce do mundo.

Ele fala pouco de amor,

mas tem um jeitinho cativante.

Ele fala pouco de amor,

mas prova tudo o que eu cozinho e ainda diz que está bom.

Ele fala pouco de amor,

mas só promete o que pode cumprir.

 

Ele fala pouco de amor,

mas me faz tão bem.

Ele fala pouco de amor,

mas, mesmo assim, continua encantador.

 Ele fala pouco de amor,

mas é o namorado mais cheiroso que existe.

Ele fala pouco de amor,

mas me faz rir de muitas coisas.

 

Ele fala pouco de amor, 

mas nem precisa ser diferente.

Ele não usa palavras,

usa outra linguagem.

 Uma linguagem que eu compreendo.

E gosto.

 

Encontros Casuais

(Cenas do encontro casual entre Gerry e Holly no filme Ps. I Love You)

Alguns sentimentos e mágoas podem assombrar seu coração durante meses ou mesmo anos. Mas é quando menos esperar que um cara gentil pode se oferecer para abrir a porta e fazer toda a diferença. Aquela diferença que você esperava encontrar no cara gato que conheceu na balada. Naquele tipo interessante que paquera você na faculdade ou mesmo naquele bonitinho com quem é capaz de passar horas teclando no messenger, mas que nunca deram em nada.

Esse cara pode morar no andar de cima do teu prédio, trabalhar na padaria da esquina ou viver em outro continente. Não importa, pois não adianta sair por aí, igual uma desesperada, procurando por ele.

Certamente vocês irão se encontrar num dia em que você estiver sem nenhuma maquiagem, mal humorada e com o cabelo preso de qualquer jeito. Será numa tarde quente de quinta-feira, na portaria do prédio para onde mudou provisoriamente e motivada por uma cadeia de acontecimentos desagradáveis.

Naquele dia que você chega do supermercado carregada de sacolas e as põe no chão, enquanto procura as suas chaves. Exatamente naquele momento onde tudo parece não ter mais como dar errado e você percebe que o chaveiro carrancudo não acertou na cópia da tua chave. Você descobre-se presa, do lado de fora do prédio. E como se não fosse o bastante, tem um gatinho, há poucos metros dali, observando teu jeito atrapalhado. Aí você tem o pior dos pensamentos do dia:

-Ele deve estar me achando uma idiota desajeitada.

Quando sentir vontade de ter um chilique e sumir dali, ele virá para te salvar. Salvar de todas as maneiras que gostaria de ser salva. Abrirá primeiro a porta do seu prédio, em seguida, as portas do seu coração.

E na semana seguinte, ele será o seu namorado.


Gabriel García Márquez

"A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha a abelha."

Todo Mundo Lê o Diário

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Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.

Luiz Fernando Veríssimo

"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?"

Sobre a isenção jornalística

"A isenção é como a felicidade. Em termos absolutos e permanentes, é inalcançável, mas nem por isso deixamos de correr atrás dela.

A felicidade e a isenção estão onde nunca poemos os pés. Mas por que parar de caminhar se a caminhada nos faz bem e nos torna pessoas melhores?"

- Franklin Martins

Enquanto isso a vida segue…

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