Ser exclusivamente eu, pra começar, é gostar de usar salto alto só pra vender aquele ar de mulher bem resolvida. É estudar enquanto pinta as unhas de vermelho – e depois manchar o lençol com esmalte. É sorrir pra quem não conheço. É gostar de morar sozinha e ter horror à solidão. É ser independente e, ao mesmo tempo, querer alguém pra cuidar de mim. É ser forte e frágil. É ser doce e orgulhosa. É ficar em casa de pijama. É gostar de comer cachorro quente no intervalo da faculdade.
É dar bronca nas amigas quando achar que elas merecem. É dizer o que eu penso, quase sempre. É dizer que não quer, quando deseja muito uma coisa. É chorar vendo novela. Chorar mais ainda ao rever “Ghost” pela trigésima quarta vez. É morrer de medo de ficar sozinha como a personagem de Júlia Roberts em “O Casamento Do Meu Melhor Amigo”. É cantar Shania Twain no chuveiro. É dançar em frente ao espelho. É ter um grande amor para lembrar.
É comer granola com iogurte de madrugada. Gostar de aipim com ovo frito. É experimentar todas as calças da loja - depois ficar sem graça por não ter gostado de nenhuma. Adorar All Star, mesmo que eles machuquem os meus pés. É fazer faxina aos sábados ouvindo Marisa
Monte. É gostar de acordar cedo, mas dormir até tarde sempre que puder. É chorar de dar risada e prefirir romance à comédia. É chamar as amigas pra sair. É não saber paquerar na balada. É amar maquiagem mais que tudo. É ser imperfeita.
É enjoar de não fazer nada nas férias e sentir falta do ócio quando elas acabam. É correr pra fugir da chuva. É querer ficar bronzeada só porque comeu cenoura – depois usar FPS 25 na praia. É achar fulano parecido com ciclano. É ser simpática com quem não merece e dura comigo mesma. É dar o melhor de mim. É adiar o banho gelado. É ser exagerada e intensa: é morrer de fome; é amar isso; odiar aquilo; ficar muito indignada com tal coisa. É caminhar na praia pra espantar o tédio.
É gostar das boas lembranças, mas não esquecer das más. É ser curiosa. É roer as unhas sempre que ficar nervosa. É cultivar bons amigos. É tagarelar durante horas. É sentir saudades do que passou. É
parecer sempre feliz. É segurar o choro na frente dos outros. É fingir não ligar quando liga muito. É achar engraçado que possam ter ciúmes de mim. É correr para dar um abraço.
É considerar que o segredo da unanimidade humana está exatamente na combinação de hábitos, defeitos e boas qualidades que cada um carrega dentro de si. Mas estar certa de que, embora com comportamentos comuns, continuo sendo única e exclusivamente eu.

Ahh! Amei Carina. Diz muito de ti.
Sabe que lendo o texto bateu uma saudade enorme das risadas das coisas que você não entendia, dos cachorros quentes no fim da aula, de 12 de junho do Taiá, das brigas sem razão pelo teu perfeccionismo nos trabalhos.
Ser exclusivamente você, é ser alguém pra lá de especial!
Gosto muito de ti! Beijoo!
Também gosto muito de ti, sua chatinha.
=)
Já que você relembrou, o 12 de junho no Taiá foi mesmo inesquecível!!! Qual a mais engalhada? Eu, você ou a Lu?
Não é por nada não, mas meu voto vai pra mim mesma.
huahahuahauha
Bom, quanto a esse lance de perfeccionanimo nos trabalhos, acho que ele ficou para trás. Estou bem mais flexível. Se não acreditar, pergunte pra Luli.
Saudades de você. Sempre.
ô Cá..minha amiga irmã, q o destino levou de mim, Mas levou apenas de meus olhos, mas não do coração…vc está sempre presente nas minhas orações, nos meus pensamentos…quando lembro-me das amigas q estão distantes, a primeira a relembrar é vc!!!estou aqui, com muita saudades suas e das gargalhadas q dávamos juntas…que um dia possamos estar novament juntinhas para curtir como antes!!! te adorroooooo muitãooooooo….
carina vc se parece muito comigo
ah amei vc vc tem orkut?????????
bjos da sua xara
adorrei vc eu fiquei com um garoto mais agora ele nao dai do meu pe toda hora quer ficar eu to namorando mais o meu namorado e um galinha com qual dos dois eu fico
Que perfil legal. Meio “poesia típica de fãs do Legião Urbana”, por ficar jogando com aspectos aparentemente paradoxais e opostos entre si, enquanto são ao mesmo tempo banais, cotidianos, humanizadores da figura retratada. Mas mesmo assim muito legal.
E um destaque para as tuas fotos, na verdade, para uma delas. Não me entenda mal, eu falo sem segundas intenções, sou casado e coisa e tal (muito bem casado, mesmo tendo esse meu rostinho “bonito”). Por isso, entenda o elogio como um simples relato da realidade – especialmente em relação á última foto, essa em preto e branco: Minha nossa puxa vida, mas que linda! Realmente muito muito bonita. Parabéns.
Não é uma beleza dessas no estilo “mulher de propaganda de cerveja”, é um outro tipo, porque existem mulheres (e aí vamos a uma questão de gosto, eu acho que são muito mais atraentes do que as “gostosas da cerveja”), que possuem uma beleza delicada, com traços precisos, harmoniosos, um daqueles trabalhos nos quais a natureza, como artista, resolveu fazer um trabalho de artesanato fino, cuidadoso e elaborado, produzindo uma peça leve, delicada, simplesmente para ficar admirando o próprio trabalho depois.
Mas a essência de tudo, à parte do pequeno comentário sobre a tua aparência – e aí, as feministas de plantão já vão dizendo que as mulheres sempre são avalidas pelo visual, mas a verdade é que os homens também o são – tem uma coisa que me move a ficar aqui pelo blog, mais do que tudo: o fato de que tu falas sobre o jornalismo e todos esses sonhos, com uma paixão, intercalada com momentos de decepção nos quais me parece que só não desiste de tudo porque, afinal de contas, o curso já está em andamento. É um misto de paixão e desesperança, sempre indo em frente atrás dessa miragem que é o jornalismo. Eu vejo muito de mim, antigamente, em ti. Claro que não estou falando sobre aspectos físicos. E talvez até um pouco do que eu penso hoje em dia, porque apesar de eu estar perseguindo essa miragem há muito mais tempo do que tu, estou achando a busca divertidíssima, embora seja obrigado a fazer outros trabalhos, chatos, para pagar as contas. Mas literalmente, teus textos sobre jornalismo parecem a expressão que eu não dei a tudo o que pensava antigamente.
Belo blog. Bela foto. Parabéns duplo.
Mas a essência de tudo, à parte do pequeno comentário sobre a tua aparência – e aí, as feministas de plantão já vão dizendo que as mulheres sempre são avalidas pelo visual, mas a verdade é que os homens também o são – tem uma coisa que me move a ficar aqui pelo blog, mais do que tudo: o fato de que tu falas sobre o jornalismo e todos esses sonhos, com uma paixão, intercalada com momentos de decepção nos quais me parece que só não desiste de tudo porque, afinal de contas, o curso já está em andamento. É um misto de paixão e desesperança, sempre indo em frente atrás dessa miragem que é o jornalismo. Eu vejo muito de mim, antigamente, em ti. Claro que não estou falando sobre aspectos físicos. E talvez até um pouco do que eu penso hoje em dia, porque apesar de eu estar perseguindo essa miragem há muito mais tempo do que tu, estou achando a busca divertidíssima, embora seja obrigado a fazer outros trabalhos, chatos, para pagar as contas. Mas literalmente, teus textos sobre jornalismo parecem a expressão que eu não dei a tudo o que pensava antigamente.
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Mas a essência de tudo, à parte do pequeno comentário sobre a tua aparência – e aí, as feministas de plantão já vão dizendo que as mulheres sempre são avalidas pelo visual, mas a verdade é que os homens também o são – tem uma coisa que me move a ficar aqui pelo blog, mais do que tudo: o fato de que tu falas sobre o jornalismo e todos esses sonhos, com uma paixão, intercalada com momentos de decepção nos quais me parece que só não desiste de tudo porque, afinal de contas, o curso já está em andamento. É um misto de paixão e desesperança, sempre indo em frente atrás dessa miragem que é o jornalismo. Eu vejo muito de mim, antigamente, em ti. Claro que não estou falando sobre aspectos físicos. E talvez até um pouco do que eu penso hoje em dia, porque apesar de eu estar perseguindo essa miragem há muito mais tempo do que tu, estou achando a busca divertidíssima, embora seja obrigado a fazer outros trabalhos, chatos, para pagar as contas. Mas literalmente, teus textos sobre jornalismo parecem a expressão que eu não dei a tudo o que pensava antigamente.+1
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gostei do seu blog, deve ser bem trabalhoso organizar idéias e momentos da nossa vida, talvez na sua idade isso seja razoavelmente fácil, mas com o passar do tempo nossa cabeça fica cheia de coisas e compromissos, e o tempo, bom o tempo cada vez mais curto, tudo passa tão depressa (ao menos para mim), e os nossos projetos de vida sempre vão criando variáveis que necessitam ser altaradas. Parabéns, continuem escrevendo.
ADOREI VC CARINA
E AMEI SUAS CRÔNICAS
QUERO TE DAR OS PARABÉNS E TE DESEJAR TODO O SUCESSO Q VC MERECE.
LUTE PELOS SEUS SONHOS E PERSISTA NO SEU OBJETIVO.
SAIBA Q NÃO CAI UMA SÓ FOLHA,SEM Q DEUS PERMITA
QUE ELE LHE ABENÇOE!!! BJS