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INVERNO: A Estação do Amor

 

 

 

 

 

 

 

 

Oficialmente ainda estamos no outono, mas o frio já chegou aqui no sul. Isso significa que daqui pra frente é aconselhável mudar a temperatura do chuveiro e, quando possível, adiantar o banho da seis para as três da tarde. Ficar preparado para pés e narizes gelados, gripes, alergias e resfriados. Lavar a louça com água gelada – no meu prédio não tem torneira elétrica!!! E o pior de tudo, convencer-se de que não engordou vinte quilos, embora o espelho insinue diariamente que sim.

Eu prefiro declaradamente o verão. Mas admito algumas das compensações do inverno. Gosto do céu azul dos dias mais frios. Pinhão. Festa junina. Chocolate quente. Degustar um bom vinho. Arranjar luvas, cachecóis, toucas e meias quentinhas. Ficar em casa assistindo um filmezinho embaixo do cobertor. E namorar, é claro. Os solteiros que me desculpem, mas o inverno é muito melhor para quem está namorando.  

Gostemos ou não, o frio já bateu à porta. E o importante agora é saber aproveitar o melhor da estação. Portanto, se estiver sozinho, o meu conselho é que providencie uma boa companhia o quanto antes.

Achei bonito II

Quem sabe um dia

Quem sabe um dia
Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois

Mário Quintana

Seis meses

cleber

Seis minutos. Foi o tempo que devo ter levado para saber que ele era um cri-cri. Quanto a ele? Bom, bastou pouco mais de uma hora para saber que embora eu fosse uma Diva, sentia mais frio que todo mundo – e, claro, não levou seis segundos para insinuar que meu discurso de Diva-que-é-Diva-não-sente-frio não passava de uma grande fraude.

Mas nos gostamos mesmo assim. E fui aprendendo a amar um virginiano muito certinho, cheio de manias e nove – horas. Que tem resposta pra tudo, que gosta de bancar o “contra-opinião” e que costuma levar horas para estacionar o carro. O termo “horas” fica por conta do meu próprio exagero – já estava esquecendo de mencionar este ônus do Pacote Carina.

Hoje, ao completarmos seis meses de namoro, posso dizer que já é tempo pra lá de suficiente para saber que meu medo de montanha russa é tão grande quanto o seu horror à injeção. É tempo suficiente também para ele ficar cheio de me ouvir dizendo para dirigir mais devagar ou para entender que, às vezes, posso ser desligada a ponto de comer o abacaxi do tio dele, derrubar a cadeira do restaurante ou sair por aí com o elástico da calcinha aparecendo.

E o mais engraçado nisso tudo, é reparar no jeito que a gente acha graça disso tudo; no quanto a gente se dá bem; no quanto podemos ser tão parceiros, tão unidos, tão amigos, tão felizes.

É realmente muito bom tê-lo por perto.

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PS: A Robert ao fundo é a Nayara, nossa cúpida. Escolhi essa foto em homenagem a ela.

Ócio IMprodutivo

1219867031O dia está bonito. Ela olha pela janela e só então, fim de tarde, percebe as nuvens do céu já ao longe. Ela se dá conta de que não colocou o pé pra fora do apartamento, nem mesmo para levar o lixo. Não conversou com ninguém. Não teve coragem de sair à rua nem mesmo para almoçar. Contentou-se com o que havia na geladeira, sobras de ontem.

Não lavou as roupas sujas, mas assistiu um pouco de televisão. Desde que acordou tenta reunir forças para ir ao supermercado. Não estudou, tampouco leu algo decente. Não parece doente. Ficou no ócio mesmo, num daqueles dias em que não se produz absolutamente nada.

Engana-se quem pensa que ela se orgulha disso. Talvez esteja precisando tomar as tais vitaminas que a mãe sugeriu.

A verdade sobre os jornalistas

416230764_ceae306479JORNALISTA não fala – informa;

 

JORNALISTA não vai à festa – faz cobertura;

 

JORNALISTA não acha – tem opinião;

 

JORNALISTA não fofoca – transmite informações;

 

JORNALISTA não pára – pausa;

 

JORNALISTA não mente – equivoca-se;

 

JORNALISTA não chora – se emociona;

 

JORNALISTA não some – trabalha em off;

 

JORNALISTA não lê – busca informação;

 

JORNALISTA não traz novidade – dá furo de reportagem;

 

JORNALISTA não tem problema – tem situação;

 

JORNALISTA não tem amigos – tem muitos contatos;

 

JORNALISTA não briga – debate;

 

JORNALISTA não usa carro – mas sim veículo;

 

JORNALISTA não passeia – viaja a trabalho;

 

JORNALISTA não para pra tomar café – dá uma pausa pra atender o celular;

 

JORNALISTA não conversa – entrevista;

 

JORNALISTA não faz lanche – almoça em horário incomum;

 

JORNALISTA não é chato – é crítico;

 

JORNALISTA não tem olheiras – tem marcas de guerra;

 

JORNALISTA não se confunde – perde a pauta;

 

JORNALISTA não se acha – ele já é reconhecido;

 

JORNALISTA não influencia – forma opinião;

 

JORNALISTA não conta história – reconstrói;

 

JORNALISTA não omite fatos – edita-os;

 

JORNALISTA não pensa em trabalho – vive o trabalho;

 

JORNALISTA não é esquecido – é eternizado pela crítica;

 

JORNALISTA não morre – coloca um ponto final.

 

(Autor desconhecido)

 

Jornalistas ou Abutres?

Diversas demissões levam um jornalista fracassado e de poucos escrúpulos, representado por Kirk Douglas, a dirigir um pequeno jornal do Novo México. Buscando, a qualquer preço, alcançar notoriedade e retornar ao posto de repórter de um dos grandes jornais americanos, ele resolve tirar proveito de uma circunstância dramática. A Montanha dos Sete Abutres, lançado em 1951, é um clássico do jornalismo no cinema e tem a direção de Billy Wilder.

O longa metragem apresenta, em preto e branco, a notícia sendo transformada em espetáculo. O filme assinala o passo a passo deste processo desde o fato puro, um homem soterrado dentro de uma montanha (vivido por Richard Benedict), até a sua transformação em show, quando a vítima Leo Minosa vira um montanha-dos-sete-abutres4misto de mártir e herói.

Exemplo simples de como a notícia pode ser explorada como uma mercadoria que, para garantir a venda, vale ser distorcida e decomposta em um grandioso espetáculo da produção jornalística.A prática do “showrnalismo” não é restrita a ficção, é na verdade um reflexo do cenário real, dos bastidores da mídia.

Não é exigido um olhar excepcionalmente atento para perceber o seu exercício no cotidiano do jornalismo. Entre tantas ocorrências, não precisa ter boa memória para recordar a forma como o caso da menina Isabella, supostamente atirada pelo pai e pela madrasta da janela de um prédio no início do ano passado, foi explorado de forma indiscriminada pela grande imprensa.

 

A reconstituição do caso Isabella reuniu centenas de pessoas em volta do prédio onde o crime teria ocorrido. Assim como em A Montanha dos Sete Abutres, pessoas levaram faixas de apoio à família da vítima, outros aproveitaram a multidão para ganhar dinheiro com a venda de água, doce e pipoca. A cobrança do ticket de entrada e o oferecimento de poltronas confortáveis teria transformado a tragédia de Isabella em sessão de cinema.

 

Assim como os abutres dirigidos por Billy Wilder, é possívelace_in_the_hole3 constatar que nosso jornalismo também é capaz de transformar fato em carniça, se for preciso, para garantir boas tiragens ou picos de audiência. Lamentavelmente a imprensa marrom, termo estreado pela disputa entre os jornais norte-americanos de Hearst e Pulitzer no final do século XIX, continua a imperar com toda a sua majestade em pleno século XXI.

 

Liderados pelo repórter inescrupuloso, o xerife e o médico da localidade, a esposa da vítima, o perito que fica frente ao resgate, o jovem jornalista e a multidão que se reúne em volta da colina representam exatamente a figura dos sete abutres. Fascinados pela tragédia, pelo poder, pela fama ou pelo próprio dinheiro, de algum modo todas as personagens optam pela exploração do fato e contribuem para a morte de Leo Minosa.

 

A referência ética ao longo do filme é fortemente representada pelo dono do pequeno jornal, que chega a acusar a personagem de Kirk Douglas de praticar jornalismo de baixo nível. O empregador é tratado como um perdedor e sai de cena ridicularizado por praticar o jornalismo fora de moda, o jornalismo que ainda usa cinto e suspensório.

 

Contudo, após provocar o triste desfecho, o desonesto repórter parece sentir remorso pelo que fez. Vencido, ele retorna ao pequeno jornal e como se estivesse simbolizando todo arquétipo de jornalismo ruim, o homem cai por terra completamente derrotado pela verdade. Felizmente sua ruína acontece sob a figura do bom, ético e virtuoso jornalismo, aquele que ainda é capaz de servir-se de cinto e suspensório.

Carina pinta as unhas roídas de vermelho…

Já estou me conformando com a nova idade. É como dizem por aí, a gente envelhece todo dia, não envelhece um ano da noite que antecede nosso aniversário até o momento de soprar as velinhas do bolo, no dia seguinte. Tudo bem, todo mundo fica velho mesmo. Além do mais, sou mais feliz aos vinte e três que aos dezoito. Juro que sim.

A crise agora é outra. Redirecionou.

Este semestre tenho um livro reportagem para produzir. O pior é que tem de ser sobre um crime. Nem comecei a produzir o tal livro e já tenho tido pesadelos com isso. Unhas? Nem sai mais o que é isso.

Domingo reparei o Cleber, meu namorado, olhando para minha mão. Não demorou muito para perguntar.

- Quando a gente se conheceu suas unhas não eram maiores?!

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Ele ainda não sabe, mas terá sorte se a namorada ainda tiver cabelos no final do semestre.

estressada

Inferno Astral!!!

get_imagem_conteudoEm toda minha vida não me lembro de um tempo em que me sentisse tão desmotivada quanto agora. Tirando meu namorado tudo-de-bom, posso dizer que as coisas estão um verdadeiro caos por aqui.

Pra ajudar estou doente, sofrendo de uma intoxicação alimentar que me deixou em jejum o dia inteiro. E eu que pensava que isso fosse coisa de gente fresca.

Depois de ficar doente, ter de largar o estágio da tv na semana passada, levar um bolo da minha própria mãezinha no domingo, ainda estou ficando mais velha esta semana.

Estou em crise. Deve ser a tal joça do inferno astral.

Sai pra lá, ô coisa-ruim.

Boa sorte para nós

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Não esperem ficar ricos com o Jornalismo.

 

Não há vagas para todos no mercado de trabalho.

 

A lei determina no máximo cinco horas de trabalho, mas na prática vocês trabalharão muito mais do que isso.

 

Façam estágios, do contrário sairão daqui com um diploma na mão e a sensação de que não aprenderam nada.

 

As frases são ditas na primeira semana de aula. Um banho de água fria para os calouros que abriram mão de tanta coisa para estudar jornalismo. Para quem brigou com o pai porque não quis ser advogado. Para quem não quis ser médico, nem dentista. Pra quem mudou de cidade para realizar um sonho de infância. Para quem deixou de ser atriz porque pensou que o jornalismo fosse o caminho mais curto para ficar famoso.

 

Não tem jeito. Abala quem talento e jeito pra coisa. Abala também a mocinha sonhadora que pretendia virar celebridade ao aparecer na televisão.

 

Mas eles estão tão animados com a idéia de estar na faculdade, preferem ignorar aquelas palavras. Se não for pelo talento, serão jornalistas então pela beleza e simpatia.

 

- Mamãe sempre disse que eu era lindo e carismático. Vou ser âncora do Fantástico!

 

E se for meio desengonçado, será pela pose de intelectual.

 

- Eu sei tudo sobre cinema e tenho desprezo por livros de auto-ajuda. Então vou ser colunista da Folha!

 

E tem também os revolucionários.

 

- Vou fiscalizar o governo e tentar mudar o Brasil com minhas reportagens investigativas.

 

O certo é que por algum motivo eles continuam lá. Com ou sem estágio; Com ou sem experiência; Com ou sem nenhuma garantia.

 

Eles lutam com as armas que podem, sujeitando-se aos ditos estágios “voluntários” onde, na maioria das vezes, são explorados. Eles recebem pouco ou nenhum salário e na maior parte são cobrados como se fossem profissionais experientes. Como se não fosse o bastante, ainda precisam digerir as críticas de quem não está por dentro das condições reais do trabalho que encaram diariamente. Falta de preparação e estrutura, são apenas alguns dos desafios.

 

É cruel a sensação que se tem ao acordar todas as manhãs sabendo que lutará o dia inteiro em função da faculdade e que irá dormir sem saber se conseguirá um emprego decente quando estiver formado. Difícil conviver com o medo de não encontrar a oportunidade certa para mostrar sua capacidade.

 

E é assim que a gente tem seguido, nessa batalha constante para converter as dificuldades do cotidiano em desafio. Estando consciente de que tenho feito muito além do que minhas condições favorecem para estar aqui, até me permito pronunciar uma frase conformista e de senso comum: Seja o que Deus quiser.

 

E Boa sorte para nós.

Barbie é uma cinquentona

barbie502Eu quis ser sua amiga logo que a vi. Fiquei encantada com seus longos e belos cabelos loiros, tão diferentes dos meus. Magra, seios acentuados, ela tinha pernas longas que eu já desconfiava que nunca viria a ter – quinze anos depois percebo que eu tinha absoluta razão (risos).

 

Ela era a sensação do momento. Custava caro, mas a irmã mais velha da minha amiga tinha uma. E nós a queríamos também. No caminho da escola, sempre parávamos na vitrine do Mercado da Dona Alba. Ficávamos ali, feitos duas estátuas, só olhando pra ela.

 

No meu aniversário de sete anos, finalmente eu a ganhei. Minha mãe a comprou no camelô, mas eu nem me importei com o fato de não ser original. Ela era linda do mesmo jeito. Com seus quasea-maquiagem-de-barbie11 trinta centímetros, ela estava radiante em seu vestido de festa vermelho.

 

Eu não sabia que Barbie, como me foi apresentada, tratava-se na verdade de Barbara Millicent Robert nascida em Nova York em 09 de março de 1959. Puxa, ela tinha (e tem) quase a idade da minha mãe!!!

Segundo seu site oficial, ela já teve 108 profissões. As roupas e acessórios combináveis chegaram a um bilhão de peças. O brinquedo mais vendido no mundo até hoje, segundo pesquisas de mercado, chegou a ter um uniforme aprovado pelo Pentágono, para seu alistamento no exército americano em 1989.

A boneca que chegou a custar na minha infância o equivalente a quase um salário mínimo, hoje pode ser encontrada por menos de vinte reais. Segundo a matéria divulgada na Folha de São Paulo, as vendas da boneca caíram em 2008, pelo sétimo ano consecutivo.

As vésperas de completar 50 anos, a verdade é que Barbie vive um período de decadência. Mesmo assim, ao meu ver, ela continua imbatível. Jovem, com meia idade ou até idosa – se preferirem. Ela fez parte de bons momentos da minha vida e para sempre será parte das melhores lembranças de minha infância.

TODO-MUNDO-MERECE-UM-NAMORADO-FOFO

Após um dia desastroso no trabalho, meu namorado passa lá em casa de surpresa – cá entre nós, a melhor coisa do mundo é um colinho de namorado num dia assim.

No dia seguinte, ele deixa esse vídeo fofo na minha página de recados (do Orkut). Gostei tanto que decidi postar aqui:

Um “Yes coletivo” para Obama

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No meu grupo de amigas, sempre que desejamos enfatizar aprovação sobre alguma coisa, uma de nós costuma dizer:

- Isso merece um “Yes coletivo”.

E, imediatamente, o restante do grupo responde em coro:

-Y- eeeeeeeeeeeees!!!

Tudo bem. Admito que, para quem está de fora deste ritual de comemoração, ele pareça extremamente ridículo, infantil e tudo mais. Mas a discussão não é essa. Quero falar de uma coisa séria.

Confesso que estava considerando demasiada a expectativa e a cobertura que a mídia vinha fazendo sobre o governo de Barack Obama – em partes ainda acho meio fútil ficarem fazendo matéria sobre o vestido que a primeira-dama americana usaria na posse.

Contudo, a verdade é que fiquei muito, mas muito satisfeita mesmo com a primeira lei que o presidente americano aprovou sobre a igualdade de salários entre homens e mulheres nos EUA. Nada mais justo. Agora posso dizer que Obama conquistou o meu respeito.

A igualdade salarial não é uma questão de feminismo, mas de justiça familiar, disse o presidente. Segundo ele,  a discriminação salarial faz com que as famílias tenham menos dinheiro para educação, saúde ou para sua própria aposentadoria.

Sendo assim, não só mulheres, mas homens, crianças, idosos, papagaios… Enfim, o mundo inteiro deve torcer para que isso vire lei em outros países também. E claro, fazer um “yes coletivo” para Obama.

Confira os detalhes sobre a assinatura da lei de Igualdade Salarial:http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI3480443-EI188,00-Obama+assina+lei+sobre+igualdade+salarial+nos+EUA.html

Ninguém merece I

Tenho me sentido o verdadeiro muro das lamentações, nos últimos tempos. Estou de saco cheio de atender ao telefone. Cansada de resolver os problemas dos outros o dia inteiro. As pessoas ligam para perguntar as coisas mais estúpidas do mundo.

 

Estou desde sábado esperando o moço vir entregar a bombona d’água que deixei paga. E o pior é que nem posso considerar “problema” o fato de não ter como passar lá, em horário comercial, pra reclamar. E isso é o de menos importante agora.

 

Gostaria de ter um número de telefone para ligar e resolver os meus próprios problemas.

 

Por hoje é só.

Marley no cinema

marley03“Um cão não precisa de carros modernos, palacetes ou roupas de grife. Símbolos de status não significam nada para ele. Um pedaço de madeira encontrado na praia serve. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Um cão não se importa se você é rico ou pobre, educado ou analfabeto, inteligente ou burro. Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não…” - John Grogan                                                           

 

Eu mal pude esperar para ver na telona a linda história da família Grogan, que emocionou pessoas do mundo inteiro através do livro Marley e Eu. Chorei de rir ao longo das páginas. E chorei de chorar mesmo, no final. É claro que não poderia ser muito diferente no cinema.

 

Ontem fui ao cinema com meu namorado, para assistir o filme do apaixonante labrador amarelo. Lamento que o longa-metragem, em partes, não tenha sido fiel a verdadeira história. Dizem que no mundo do cinema, as adaptações são fundamentais para garantir o sucesso das bilheterias. É uma pena que seja assim.

 

Senti vontade de levantar e chamar o ator de mentiroso, quando ele afirmou nunca ter tido um cachorro antes de Marley. Fala sério? E o que dizer da tradição Grogan de escolher o melhor cão da ninhada? E a entrada triunfal do pai de Marley? E a parte em que ele fez um filme? Sinceramente, não posso acreditar que as pessoas que leram o livro tenham aprovado as mudanças.

 

No cinema vi muita gente de olhos vermelhos e inchados pelas lágrimas que o “pior cão do mundo” proporcionou. Risos incontidos. Lágrimas puras. Comoção sincera.

Todos, em algum momento da história, devem ter lembrado-se do seu cachorrinho de infância, assim como eu lembrei da minha poodle/pequinês/vira-lata e suas travessuras caninas. Independente da idade, John Grogan conseguiu despertar a criança perdida em cada um que acompanhou a biografia de Marley ao lado daquela família.

 

A todos que, por algum motivo, ainda não leram a obra do jornalista John Grogan, esse lírico contador de histórias, sugiro que o façam. Leiam o livro Marley e Eu  antes de assistir ao filme. Pronto. Falei.

 

Sobre a estréia do filme:http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5i4SBilJakGaKvRx8qocRpg_Q7oCg

Longe de casa, há mais de uma semana

transitoEu não estava acostumada a ter de esperar o sinal fechar, para só então atravessar a rua. Eu me sentia tão pequena diante de todos os prédios, diante do movimento dos carros na ruas, de tantos rostos estranhos andando pelas calçadas.

Nada me era familiar por aqui. Eu não conhecia nenhum daqueles bairros descritos nos destinatários dos ônibus. Bambuzal. Costa Cavalcante. Cordeiros. Pedra de Amolar – onde será que fica isso?!?

Na despedida do meu último programa na rádio, sucumbi ao choro. Na saída de casa, dei um beijo no irmãozinho que ficou dormindo. A mãe ficou choramingando baixinho no portão. O namorado ficou encostado ao muro. Ele estava calado. O pai deu as recomendações. Pediu para telefonar diariamente. E para que não hesitasse em voltar para casa, caso as coisas não saíssem do jeito que  eu esperava.

Na mochila vieram somente peças de verão. O taxista sorriu quandocachorro viu o bicho de pelúcia junto da pequena bagagem:

- Ela trouxe até o “ursinho” com ela.

Aquele comentário, de repente, fez eu me sentir tão ridiculamente infantil. Mas a verdade é que o homem não sabia que o “ursinho”, que na verdade tratava-se de um cachorrinho,  tinha sido presente do namorado no último natal. Ele também não reparou que o bichinho trazia um perfume especial. E sequer imaginou que dormi sentindo aquele cheirinho enquanto  ele durou.

Como meu pai já alertara, as coisas não saíram como eu esperava. Foram muito melhores e, ao mesmo tempo, muito piores. Minha vida deu um giro de 180 graus. Num lugar de iguais, foi bem difícil ser autêntica, ser o que sempre pude ser. Vi meus modos provincianos serem condenados. Mas foi aqui que eu conheci um mundo novo.

mala_de_viagem_023Aqui me tornei mulher. Aqui ‘aprendi’ a cozinhar e a cuidar de mim mesma; Mentir que estava bem e, às vezes, até fingir que estava mal. Ganhei peso. Perdi cabelo. Ganhei amigos. Arranjei – quem diria? – até inimigos. Morei só. Dividi apartamento. Chorei de tristreza. Me apaixonei. Tomei o primeiro porre. Conheci lugares lindos. Peguei praia, balada e até enchente – quem poderia acreditar que viria da Terrra das Enxurradas para encontrar enchente justo aqui???

Passados três anos que estou longe de casa, é estranho ver como o tempo passou depressa. Os prédios parecem menores agora, a cidade parece ter diminuído de tamanho. Os amigos se multiplicaram. A saudade também. Sim, aqui eu vivi verdadeiras Emoções. E é por essa e tantas outras razões que não me canso de cantar:

"(...)
São tantos momentos 
Que eu não me esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui...

Amigos eu ganhei
Saudades eu senti partindo
E as vezes eu deixei 
Você me ver chorar sorrindo...

Sei tudo o que o amor
É capaz de me dar 
Eu sei já sofri
Mas não deixo de amar

Se chorei ou se sofri
O importante é que emoções eu vivi"

Composição: Roberto e Erasmo Carlos 

Achei bonito…

União

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De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça. Amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera
Ou se vacila ao mínimo temor.

Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante
Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,

Antes se afirma, para a eternidade.
Se isto é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

Shakespeare

Memórias musicais

 musicap2                                                                                                                                       

 Ando meio melodramática ultimamente. Estou naquela fase em que até os romances da Sessão da Tarde me fazem chorar – e olhe que nem estou na TPM. O fato é que num desses filmes ouvi “In My Life”, aquela canção linda dos Beatles composta por John Lennon e Paul Mc Cartney. Ouvir aquela trilha no filme fez-me lembrar o tempo em que ouvia a versão da Rita Lee e achava que era a música da minha vida.

 

Eu tenho milhares de músicas da minha vida. Daquelas que poderia colocar o cd pra tocar e deixar na função repeat durante horas. Como não tenho mais o cd dessa música, me contento em ouvir minha própria voz cantando, incansavelmente, no chuveiro:

 

Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei…
   

Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz
Entre todos os amores
E amigos
De você me lembro mais…

Tem pessoas que a gente
Não esquece, nem se esquecer
O primeiro namorado
Uma estrela da TV
Personagens do meu livro
De memórias
Que um dia rasguei
Do meu cartaz
Entre todas as novelas
E romances
De você me lembro mais…


Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais
De você, não esqueço jamais…

 

 

 

Começar de novo

Há alguns anos, numa grande enchente na Argentina um anônimo escreveu isto:

 

COMEÇAR DE NOVO

 

Eu tinha medo da escuridão

Até que as noites se fizeram longas e sem luz

Eu não resistia ao frio facilmente

Até passar a noite molhado numa laje

Eu tinha medo dos mortos

Até ter que dormir num cemitério

Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires

Até que me deram abrigo e alimento

Eu tinha aversão a Judeus

Até darem remédios aos meus filhos

Eu adorava exibir a minha nova jaqueta

Até dar ela a um garoto com hipotermia

Eu escolhia cuidadosamente a minha comida

Até que tive fome

Eu desconfiava da pele escura

Até que um braço forte me tirou da água

Eu achava que tinha visto muita coisa

Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas

Eu não gostava do cachorro do meu vizinho

Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar

Eu não lembrava os idosos

Até participar dos resgates

Eu não sabia cozinhar

Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome

Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras

Até ver todas cobertas pelas águas

Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome

Até a gente se tornar todos seres anônimos

Eu não ouvia rádio

Até ser ela que manteve a minha energia

Eu criticava a bagunça dos estudantes

Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias

Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos

Agora nem tanto

Eu vivia numa comunidade com uma classe política

Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora

Eu não lembrava o nome de todos os estados

Agora guardo cada um no coração

Eu não tinha boa memória

Talvez por isso eu não lembre de todo mundo

Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos

Eu não te conhecia

Agora você é meu irmão

Tínhamos um rio

Agora somos parte dele

É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio

Graças a Deus

Vamos começar de novo.

 

Anônimo

Acolhidos pela Solidariedade

Quinta-feira. Vinte e sete de novembro. Itajaí. Santa Catarina. O cenário lembra a guerra. Homens, mulheres e crianças seguem pelas ruas da cidade. Mesmo os que voltam para casa, parecem não ter direção.

 

caos-itajai4Alguns estão maltrapilhos, outros apenas descalços. Eles carregam objetos, cestas básicas, vasilhames d’água e tudo o que puderam salvar de suas residências. É gritante a tristeza no olhar. Mesmo os que trazem as mãos vazias, parecem carregar um fardo nas costas.

 

 Os policiais podem ser vistos em quase todas as esquinas. Os saques a casas, lojas e supermercados são constantes. Os caminhões do exército estão parados no sinal; o motorista tem pressa. Em todos os cantos da cidade o assunto é o mesmo. A cidade virou manchete internacional. Basta ligar a televisão, ela está lá em todos os canais. Repórteres de todos os lugares invadem a cidade em busca de flashes ao vivo.

 medico3                                                                             (foto: blog do diarinho)

O som dos helicópteros pode ser ouvido por toda a região. Eles sobrevoam as áreas atingidas. O menino, impressionado, olha para o céu a sua procura. Ele se distrai e tropeça no meio fio da calçada. Ele está no abrigo instalado no campus de uma universidade.  

 

Há voluntários ali, muitos são alunos. Eles usam crachás grandes e organizam recreações para as crianças. Mas Marcelo Dolgam, 28 anos, não estuda ali. Ele é advogado. A esposa dele Greiciane Dall’Agnol também não é estudante, é fonoaudióloga. Ambos estão no abrigo desde a segunda-feira atuando como voluntários. Nesta tarde eles cuidam da lista das vítimas e quando questionados sobre o que os motivou a serem solidários com os desabrigados, a resposta é imediata:

 

- Impulso. Você vê a situação e quer ajudar. Só isso.

 

A maior dificuldade dos voluntários, segundo Dolgam, é a falta de orientação:

 

- O poder público precisa se organizar, ou mesmo a própria sociedade, para criar meios de prevenção para tragédias como essa. Nós chegamos aqui, criamos a lista, colocamos as mesas e cadeiras, tudo por nossa conta.

 

Um cachorro vira-lata chama a atenção de quem está por ali. A estudante de fisioterapia, Alessandra Santos, lembra da fidelidade do animal durante o tempo em que esteve no abrigo:

 

- Ele dorme sobre a barriga do dono. E não permite que ninguém se aproxime daquele senhor – conta.

 

Um dos alunos do curso de gastronomia procura os responsáveis pela listagem. Quer saber o número de pessoas para a próxima refeição.

 

- Contando os dois ginásios, 120 pessoas – calcula a fonoaudióloga.

 

boteO número de desabrigados circulando pelo local é bem menor. É que muitos foram até suas casas para começar a limpeza e ver o que sobrou da mobília. Estas pessoas voltarão no final do dia, para comer, tomar banho e descansar.

 

De acordo com o coordenador responsável pelo abrigo, Fábio Luís Fernandes, neste dia foram servidas ao todo 600 refeições. Elas costumam ser divididas em café da manhã, almoço, lanche da tarde e janta.

 

- A comida é boa e feita com muito capricho – conta um dos voluntários.

 univali

Há pessoas de todos os tipos por ali. A maioria está sobre colchões. Algumas assistem futebol na televisão trazida de casa. Meninos jogam video-game. Ao lado esquerdo da porta principal, mulheres e homens reviram as peças de roupas espalhadas pelo chão. Estão à procura de algo que lhes sirva.

 

Varais de roupa são improvisados junto às paredes de tijolo-a-vista. No centro da quadra, há mesas de plástico. Sobre elas há uma bombona d’água e copos descartáveis. Cadeiras estão por toda a parte. Muitas pessoas trazem consigo sacos de lixo. Lá dentro deve ter o pouco que conseguiram tirar de suas casas.

 

É com bom humor e gesticulando muito, que o paulista Roberto Lima de Oliveira, conta como veio parar em Itajaí com o filho Levi, de 17 anos:

 

- Meu filho teria prova de vestibular no domingo, mas foi cancelada. Estávamos num hotel, na Avenida Sete de Setembro, mas com a enchente faltou água por lá. Soubemos da existência do abrigo e viemos para cá. Não podemos voltar para casa por causa das barreiras na BR 101.

 

Há alguns meses pai e filho estiveram em Santa Catarina pela primeira vez. Eles foram à Bombinhas e ficaram fascinados com a hospitalidade do povo. Seu Pedro diz que após os últimos acontecimentos, ele o filho puderam entender de onde vem a solidariedade daqui. Ele acredita que as mesmas tragédias que castigaram os catarinenses ao longo da história, também serviram para torná-los mais humanos.

 

Os versos do hino oficial de Itajaí complementam as palavras do visitante: “Povo hospitaleiro / Amigo sincero e leal / Jamais em todo o Brasil / Você terá visto outro igual”.

 

 

Reportagem de: Carina Carboni e Luana Martins

Fotos: Magru Floriano

 

Veja mais em: http://www.flickr.com/photos/magru-floriano

O Entusiasmo da Foca

focag23A rotina maluca de final de semestre não tem me permitido postar por aqui com a freqüência de outrora. Imagine que estamos produzindo simultaneamente um telejornal, um radiojornal, a segunda reportagem de revista (a primeira foi para a gráfica e, diga-se de passagem, ficou sensacional), além de um seminário que meu grupo precisa organizar. E outras coisinhas paralelas.

As aulas que nos mantinham presos às cadeiras estão cada vez mais raras. A esta altura do curso (sexto período), os trabalhos estão bem mais práticos. Tenho tido dias de repórter, ultimamente. Gosto disso. Não vou negar que é emocinante sair por aí com um gravador na mão; entrevistando pessoas; telefonando para mil lugares a fim de marcar pautas; editando offs no laboratório de rádio; produzindo roteiros de programa; selecionando as melhores imagens para as matérias da tv. 

Não desprezo o valor das disciplinas teóricas, sei da importância delas. A verdade é que, nos últimos tempos, não tenho tido saco para ficar sentada por mais de uma hora ouvindo alguém falar. Falta concentração. E a culpa é minha, eu sei.

Mesmo assim, as aulas de Redação Jornalística da professora Laura estão magníficas, neste semestre. Nos dois últimos encontros ela passou conteúdo de Resenha Cultural e Charges. Na segunda metade da aula pediu exercícios para praticarmos os gêneros. Olha o que saiu na minha Charge sobre os reflexos da crise econômica mundial nas compras de final de ano: doc22

É bem amador, claro. Foi só um ensaio – como todo o resto que temos produzido durante as aulas. Mas ao contrário de muitos que só sabem reclamar da faculdade, posso dizer que essas práticas jornalísticas deram um gás na minha vida. Esta foca que vos fala, andava meio desanimada. Teve dias em que chegou a se questionar se deveras gostaria de ser jornalista um dia. Porém, diante dos últimos acontecimentos (e consciente das dificuldades da carreira), ela pode afirmar com veemência que: Vai amar esta vida!

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Gabriel García Márquez

"A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha a abelha."

Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.

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Luiz Fernando Veríssimo

"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?"

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