O ato de dirigir pode ter muita semelhança com o modo como administramos a própria vida e as situações do cotidiano. Ontem, enquanto refletia sobre minhas limitações iniciais ao conduzir o carro pelo trânsito de Itajaí, tive essa clara percepção. Dirigir exige raciocínio rápido, poder de decisão, confiança e coragem na execução e, acima de tudo, paciência – com os outros e consigo mesmo.
Sendo assim, perder uma oportunidade na vida é quase igual àquela sensação de perder o momento exato de entrar numa via estreita e descobrir que o próximo retorno fica a 3 km. Assim como na vida voltar ao mesmo ponto e ter outra chance de seguir o caminho desejado exige tempo e, deveras, algum prejuízo. Mas não tem como negar que acabamos aprendendo com o erro e ficando mais atento para a próxima experiência.
No meu caso, se a rua está livre… Obá! Arrancar o carro é quase moleza. A aceleração é no ponto e soltar a embreagem é algo bem natural. Mas se o retrovisor apontar alguns veículos atrás, pinta aquela pontinha (iceberg mesmo!) de preocupação em não deixar o carro apagar no sinaleiro. O coração acelera e aí, já viu… Assim como algumas escolhas que faço, a preocupação com o julgamento dos outros faz com que, por vezes, eu acabe perdendo a concentração e, consequentemente, a medida.
Conheço algumas pessoas que seguem pela vida sem saber que rumo dar a ela. São aqueles motoristas que, diante de um viaduto desconhecido, tem certa dificuldade em encontrar a direção certa. Outros, confiantes demais, seguem instintivamente e bem lá na frente percebem o erro. No trânsito ou em qualquer situação, quando não exagerada, a hesitação é saudável. A autoconfiança também.
Em ambos os casos reconhecer os próprios desacertos é algo bastante promissor. Saber que pode contar com o apoio e a confiança de pessoas queridas, mais importante ainda. Aprender a receber os conselhos dos mais experientes exige um coração aberto, ser grato por tudo isso, subserviência. Não é permitido deixar-se dominar pela covardia. Os vencedores sabem que só é possível conquistar o destino experimentando os acertos e dissabores do caminho.


Parabéns Cá! Você escreve muito bem!!! E siga em frente…com certeza será uma ótima motorista, é só confiar em si! Beijão…Gi
Nossa Ca, estou encantada como você escreve muito bem, parabéns!!
Um grande beijo da sua amiga!!
Saudades
Joce
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Poxa, como é legal ter você presente no BLOG, senti muito sua falta!
Desejo que em 2012 você escreva, tipo MUITO, adoro ler seus posts a linguagem é delicada-ácida-companheira-imaginaria-real e com isso pode ter certeza que encontra-rá muitos admiradores. Olha EU aqui, hehe!
Parabéns pela nova conquista, homens dizem que NÓS mulheres somos “ruins” no volante, que devemos voltar para o fogão, mal sabe eles o tamanho da nosso competência como motorista e fazemos isso melhor que eles e de SALTO 15. hahahaha
Beijoooos e sucesso!
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Amei o post amiga, como os demais, também adoro o jeito que você escreve. Boa sorte como motorista e pelos caminhos da vida…
beijosss
Pessoas! Muito obrigada pelos comentários gentis. Eu escrevo no impulso mesmo. Se paro pra pensar acho que devia acabar com o blog, que não tem muito sentido ficar dividindo minhas histórias aqui, me expondo e tudo mais.
Mas daí vocês vem até aqui, lêem, comentam e me dão ânimo para continuar. E, na medida do possível, eu continuo. Por vocês e por mim.