Analogia de quinta

Imagem original em: corporativismofeminino.com

O ato de dirigir pode ter muita semelhança com o modo como administramos a própria vida e as situações do cotidiano. Ontem, enquanto refletia sobre minhas limitações iniciais ao conduzir o carro pelo trânsito de Itajaí, tive essa clara percepção. Dirigir exige raciocínio rápido, poder de decisão, confiança e coragem na execução e, acima de tudo, paciência – com os outros e consigo mesmo. 

Sendo assim, perder uma oportunidade na vida é quase igual àquela sensação de perder o momento exato de entrar numa via estreita e descobrir que o próximo retorno fica a 3 km. Assim como na vida voltar ao mesmo ponto e ter outra chance de seguir o caminho desejado exige tempo e, deveras, algum prejuízo. Mas não tem como negar que acabamos aprendendo com o erro e ficando mais atento para a próxima experiência.

No meu caso, se a rua está livre… Obá! Arrancar o carro é quase moleza. A aceleração é no ponto e soltar a embreagem é algo bem natural. Mas se o retrovisor apontar alguns veículos atrás, pinta aquela pontinha (iceberg mesmo!) de preocupação em não deixar o carro apagar no sinaleiro. O coração acelera e aí, já viu… Assim como algumas escolhas que faço, a preocupação com o julgamento dos outros faz com que, por vezes, eu acabe perdendo a concentração e, consequentemente, a medida.

Conheço algumas pessoas que seguem pela vida sem saber que rumo dar a ela. São aqueles motoristas que, diante de um viaduto desconhecido, tem certa dificuldade em encontrar a direção certa. Outros, confiantes demais, seguem instintivamente e bem lá na frente percebem o erro. No trânsito ou em qualquer situação, quando não exagerada, a hesitação é saudável. A autoconfiança também.

 Em ambos os casos reconhecer os próprios desacertos é algo bastante promissor. Saber que pode contar com o apoio e a confiança de pessoas queridas, mais importante ainda. Aprender a receber os conselhos dos mais experientes exige um coração aberto, ser grato por tudo isso, subserviência. Não é permitido deixar-se dominar pela covardia. Os vencedores sabem que só é possível conquistar o destino experimentando os acertos e dissabores do caminho.

5 Respostas para “Analogia de quinta”


  1. 1 Gizelle 17/01/2012 às 09:25

    Parabéns Cá! Você escreve muito bem!!! E siga em frente…com certeza será uma ótima motorista, é só confiar em si! Beijão…Gi

  2. 2 Jocemara 17/01/2012 às 10:25

    Nossa Ca, estou encantada como você escreve muito bem, parabéns!!
    Um grande beijo da sua amiga!!
    Saudades

    Joce

  3. 3 Sara Cardoso 17/01/2012 às 21:35

    -

    Poxa, como é legal ter você presente no BLOG, senti muito sua falta!

    Desejo que em 2012 você escreva, tipo MUITO, adoro ler seus posts a linguagem é delicada-ácida-companheira-imaginaria-real e com isso pode ter certeza que encontra-rá muitos admiradores. Olha EU aqui, hehe!

    Parabéns pela nova conquista, homens dizem que NÓS mulheres somos “ruins” no volante, que devemos voltar para o fogão, mal sabe eles o tamanho da nosso competência como motorista e fazemos isso melhor que eles e de SALTO 15. hahahaha

    Beijoooos e sucesso!

    -

  4. 4 Marina Kuwahara 19/01/2012 às 21:45

    Amei o post amiga, como os demais, também adoro o jeito que você escreve. Boa sorte como motorista e pelos caminhos da vida…
    beijosss

  5. 5 Carina Carboni 26/01/2012 às 23:17

    Pessoas! Muito obrigada pelos comentários gentis. Eu escrevo no impulso mesmo. Se paro pra pensar acho que devia acabar com o blog, que não tem muito sentido ficar dividindo minhas histórias aqui, me expondo e tudo mais.

    Mas daí vocês vem até aqui, lêem, comentam e me dão ânimo para continuar. E, na medida do possível, eu continuo. Por vocês e por mim.


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Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripe e do nono Carboni. Jornalista (ou seria foca?). Namorada do Cleber. Idealista por natureza. Cantora de chuveiro. Ariana. Gremista. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Como jornalista deixa claro que hard news não é muito a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.

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