Arquivo para Junho, 2009

Mulher Moderna

mundonas costasDeve ter um jeito de atravessar na faixa de pedestre sem correr o risco de ser atropelada;

Deve ter um jeito da gente entupir-se de guloseimas e não sentir-se culpada por isso;

Deve ter um jeito de dormir no braço do namorado sem doer o ombro;

Deve ter um jeito mais barato de exterminar a celulite e a gordura localizada;

Deve ter um jeito da gente sentir-se menos atraída pelo brilho das vitrines;

Deve ter um jeito de poder agradar o mundo sem desagradar a si própria;

Deve ter um jeito da gente gastar mais tempo com livros do que com a internet;

Deve ter um jeito de ficar perto de quem se gosta, sem ter de viajar durante horas;

Deve ter um jeito de poder trabalhar, estudar, amar, cuidar da casa e da gente e ainda ser linda e feliz.

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PS: Se alguém souber a receita para resolver algum destes enigmas contemporâneos, por favor, não deixe de me informar.

Não estou aqui pelo DIPLOMA

O país inteiro ficou a par da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), na última quarta-feira, dia 17, a respeito da exigência do diploma para o exercício de atividades jornalísticas. 

b_diplomaA não-exigência do diploma de jornalista é um verdadeiro retrocesso para o exercício do JORNALISMO. Num país onde há tantas coisas urgentes a serem resolvidas, é inaceitável que essa questão tenha chegado até o Supremo Tribunal Federal. É mais inaceitável ainda que tenha recebido oito votos a favor, já que apenas o ministro Marco Aurélio Mello votou contra esse disparate.

Estive acompanhando o blog do professor Rogério Christofoletti http://monitorando.wordpress.com/2009/06/18/diploma-obrigatorio-caiu-e-agora/e gostei da forma como ele contestou o argumento de que a exigência do diploma no jornalismo estaria limitando a liberdade de expressão: “Pessoalmente, acho que os ministros demonstraram não conhecer a profissão, e que acabaram confundindo um direito amplo com o direito de exercício profissional. Como quem confunde direito à Justiça e direito de atuar como advogado”

 Sim, todos nós temos direito a justiça. Mas não é por isso que todos podem ser advogados sem ter, ao menos, passado pela faculdade – sem falar na prova da OAB. E onde fica a qualidade da informação? A sociedade tem todo direito de expressão quanto ao de receber informações apuradas por profissionais qualificados. A exigência do diploma de jornalista nunca impediu que a sociedade se manifestasse de inúmeras formas, como por meio dos artigos e cartas do leitor. E com a internet essa interatividade ficou ainda maior, por meio de blogs e outros meios alternativos.

Enquanto acadêmica, posso dizer que não foi a exigência da lei que me trouxe até os bancos da universidade. Mas posso dizer que me sinto desmotivada ao pensar que, a partir dessa decisão, qualquer cidadão terá o mesmo direito que eu (após quatro anos e meio na academia) em atuar numa profissão que exige tamanha responsabilidade.  

Mesmo assim, não posso afirmar que esteja preocupada somente com o desrespeito com a minha classe profissional. Estou preocupada, antes de qualquer coisa, com os danos gerais à sociedade. Mas, diante da decisão do STF, me resta acreditar no bom senso das empresas de comunicação em continuar exigindo profissionais qualificados para atuarem em seus veículos.

De qualquer modo, estando o diploma superior sob o respaldo da lei ou não, ele continuará sendo uma necessidade primária para a formação de qualquer jornalista.  Confiemos então,  no bom senso dos consumidores de informação que, a partir de agora, deverão ser ainda mais criteriosos na hora de escolher as suas fontes de notícia.

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Ouça informações trazidas pelo repórter Walmor Parente, através da Agência Radioweb, sobre a queda do diploma e as Universidades: http://www.agenciaradioweb.com.br/conteudo/materias/090618185459Bol_Walmor_Faculdades_Jornalismo.mp3

Veja o protesto do deputado Paulo Pimenta (PT/RS) contra a decisão do STF. Ele também acusa grandes veículos do país de terem se omitido em divulgar sobre a votação:

 

As voltas que o mundo dá

 

namoradosEngraçado como essa vida dá voltas. Outro dia tava reunida com as amigas no bar, perto da faculdade, bebendo cerveja (eu que nem bebo!). Estávamos falando mal a beça dos homens. Um bando de desiludidas morrendo de inveja de quem tinha alguém para poder abraçar naquele dia. Esse dia, bom, já faz um ano. E a situação agora é beeeeem diferente (basta ver o post que vem logo abaixo). É que o mundo gira.

Ainda bem.

Ter ou não ter Namorado

Carina 10x15 fosco (3)

Quem não tem namorado
é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil por que namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, de saliva,
lágrimas, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.

Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil .
Mas namorado é mesmo difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito,
mas ser aquele a quem quer se proteger
e quando se chega ao lado dele a gente treme,
sua frio e quase desmaia, pedindo proteção.

A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira,
basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor,
é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes , dois paqueras,
um envolvimento e dois amantes,
mesmo assim pode não ter um namorado.

Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva,
cinema sessão das duas, medo do pai,
sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho,
quem se acaricia sem vontade de virar sorvete
ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade.
Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida,
escondida, fugidia ou impossível de durar.

Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas,
do carinho escondido na hora em que passa o filme,
de flor catada no muro e entregue de repente,
de poesia de Fernando Pessoa,
Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar,
de gargalhadas quando fala junto ou descobre a meia rasgada,
de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia
ou mesmo metrô, nuvem, cavalo alado,
tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado,
fazer sesta abraçado, fazer compras junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor,
nem ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele,
abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e do amado e sai com ela para parques, fliperama,
beira d’água, show de Milton Nascimento,
bosques enluarados, ruas de sonho ou musical do metrô.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele,
quem não dedica livros, quem não recorta artigos,
quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado.
Não tem namorado quem ama sem gostar,
quem gosta sem curtir, quem curte sem se aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto
de ser lembrado de repente no fim de semana,
de madrugada ou no meio dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar,
quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações,
quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem não fala sozinho,
não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre
e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos,
ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar.

Enfeite-se com margaridas e ternuras
escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado,
saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui
e sorria lírios para quem passar debaixo de sua janela.

Ponha intenções de quermesse em seus olhos
e beba licor de conto de fadas.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta
e do céu descesse uma névoa de borboletas,
cada qual trazendo uma pérola falante
a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu
aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar
e de repente começar a fazer sentido.”

Artur da Távola

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No primeiro Dia dos Namorados, ao lado da pessoa mais incrível que eu poderia imaginar encontrar na vida, produzi um vídeo com a ajudinha do Movie Maker. Aqui está um pouquinho do que as lentes das câmeras já conseguiram captar da nossa felicidade:

Feliz Dia dos Namorados!

 


Enquanto isso a vida segue…

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Blog Stats

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Gabriel García Márquez

"A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha a abelha."

Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.

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Luiz Fernando Veríssimo

"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?"

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