Será que isso passa?

togas

Tanta coisa a ser feita, mas sem saber por onde começar. Professores lotando minha cabeça com frases de efeito. Frases que deveriam servir de motivação, mas no meu caso tem acabado em unhas roídas, queda de cabelo, noites de insônia e crises de identidade no sétimo período da faculdade. A verdade é que, aos quinze, eu tinha mais certeza do que seria do que aos vinte e três.

Parece esquisito, mas às vezes tenho a sensação de não ser digna das médias razoáveis registradas lá no meu histórico. E me sinto culpada em tirar nove porque a reportagem que li na Istoé, sobre o mesmo tema que escrevi, tava mil vezes mais bem escrita que a minha. Só pra ser honesta, comparado a ela o meu texto tava um lixo.

É como estar perdida próximo da saída do túnel e sentir que deveria voltar ao começo e refazer o caminho de modo diferente. Como se tudo que foi aprendido até aqui, não fosse o suficiente para ser uma profissional decente. Será que um aluno de música, a dois semestres da formatura, também se sente assim?

 É que houve um tempo no qual eu não possuía a pretensão de ser jornalista.

3 Respostas para “Será que isso passa?”


  1. 1 Cleber 24/05/2009 às 10:06

    Você não deveria se menosprezar tanto. É lógico que isto passa conforme vai ganhando experiência.
    Você ainda é uma acadêmica, quem escreveu na Istoé com certeza já tem alguns anos de estrada.
    Os professores sabem os critérios que devem avaliar seus alunos, nove é uma nota ótima, e se você tirou, é porque está no caminho certo.

  2. 2 Schali 04/06/2009 às 12:17

    Se serve de consolo… eu bem tenho saudade de sentir essas paranóias…hauahauahuahauahua

    Beijãoo!

  3. 3 Tatiane 18/06/2009 às 02:11

    Oi! Isso passa sim pode ter certeza. Quanto mais perto do final do curso chegamos, vem milhares de dúvidas… Mas com certeza o caminho que seguimos é o certo e com o tempo os textos vão ficando cada vez melhores!! Ah! E não menospreze o 9,0 hein?! Bjão e sucesso


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"A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha a abelha."

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Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

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Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

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