Arquivo para Maio, 2009

Será que isso passa?

togas

Tanta coisa a ser feita, mas sem saber por onde começar. Professores lotando minha cabeça com frases de efeito. Frases que deveriam servir de motivação, mas no meu caso tem acabado em unhas roídas, queda de cabelo, noites de insônia e crises de identidade no sétimo período da faculdade. A verdade é que, aos quinze, eu tinha mais certeza do que seria do que aos vinte e três.

Parece esquisito, mas às vezes tenho a sensação de não ser digna das médias razoáveis registradas lá no meu histórico. E me sinto culpada em tirar nove porque a reportagem que li na Istoé, sobre o mesmo tema que escrevi, tava mil vezes mais bem escrita que a minha. Só pra ser honesta, comparado a ela o meu texto tava um lixo.

É como estar perdida próximo da saída do túnel e sentir que deveria voltar ao começo e refazer o caminho de modo diferente. Como se tudo que foi aprendido até aqui, não fosse o suficiente para ser uma profissional decente. Será que um aluno de música, a dois semestres da formatura, também se sente assim?

 É que houve um tempo no qual eu não possuía a pretensão de ser jornalista.

INVERNO: A Estação do Amor

 

 

 

 

 

 

 

 

Oficialmente ainda estamos no outono, mas o frio já chegou aqui no sul. Isso significa que daqui pra frente é aconselhável mudar a temperatura do chuveiro e, quando possível, adiantar o banho da seis para as três da tarde. Ficar preparado para pés e narizes gelados, gripes, alergias e resfriados. Lavar a louça com água gelada – no meu prédio não tem torneira elétrica!!! E o pior de tudo, convencer-se de que não engordou vinte quilos, embora o espelho insinue diariamente que sim.

Eu prefiro declaradamente o verão. Mas admito algumas das compensações do inverno. Gosto do céu azul dos dias mais frios. Pinhão. Festa junina. Chocolate quente. Degustar um bom vinho. Arranjar luvas, cachecóis, toucas e meias quentinhas. Ficar em casa assistindo um filmezinho embaixo do cobertor. E namorar, é claro. Os solteiros que me desculpem, mas o inverno é muito melhor para quem está namorando.  

Gostemos ou não, o frio já bateu à porta. E o importante agora é saber aproveitar o melhor da estação. Portanto, se estiver sozinho, o meu conselho é que providencie uma boa companhia o quanto antes.

Achei bonito II

Quem sabe um dia

Quem sabe um dia
Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois

Mário Quintana

Seis meses

cleber

Seis minutos. Foi o tempo que devo ter levado para saber que ele era um cri-cri. Quanto a ele? Bom, bastou pouco mais de uma hora para saber que embora eu fosse uma Diva, sentia mais frio que todo mundo – e, claro, não levou seis segundos para insinuar que meu discurso de Diva-que-é-Diva-não-sente-frio não passava de uma grande fraude.

Mas nos gostamos mesmo assim. E fui aprendendo a amar um virginiano muito certinho, cheio de manias e nove – horas. Que tem resposta pra tudo, que gosta de bancar o “contra-opinião” e que costuma levar horas para estacionar o carro. O termo “horas” fica por conta do meu próprio exagero – já estava esquecendo de mencionar este ônus do Pacote Carina.

Hoje, ao completarmos seis meses de namoro, posso dizer que já é tempo pra lá de suficiente para saber que meu medo de montanha russa é tão grande quanto o seu horror à injeção. É tempo suficiente também para ele ficar cheio de me ouvir dizendo para dirigir mais devagar ou para entender que, às vezes, posso ser desligada a ponto de comer o abacaxi do tio dele, derrubar a cadeira do restaurante ou sair por aí com o elástico da calcinha aparecendo.

E o mais engraçado nisso tudo, é reparar no jeito que a gente acha graça disso tudo; no quanto a gente se dá bem; no quanto podemos ser tão parceiros, tão unidos, tão amigos, tão felizes.

É realmente muito bom tê-lo por perto.

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PS: A Robert ao fundo é a Nayara, nossa cúpida. Escolhi essa foto em homenagem a ela.


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Gabriel García Márquez

"A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha a abelha."

Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.

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Luiz Fernando Veríssimo

"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?"

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