Boa sorte para nós

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Não esperem ficar ricos com o Jornalismo.

 

Não há vagas para todos no mercado de trabalho.

 

A lei determina no máximo cinco horas de trabalho, mas na prática vocês trabalharão muito mais do que isso.

 

Façam estágios, do contrário sairão daqui com um diploma na mão e a sensação de que não aprenderam nada.

 

As frases são ditas na primeira semana de aula. Um banho de água fria para os calouros que abriram mão de tanta coisa para estudar jornalismo. Para quem brigou com o pai porque não quis ser advogado. Para quem não quis ser médico, nem dentista. Pra quem mudou de cidade para realizar um sonho de infância. Para quem deixou de ser atriz porque pensou que o jornalismo fosse o caminho mais curto para ficar famoso.

 

Não tem jeito. Abala quem talento e jeito pra coisa. Abala também a mocinha sonhadora que pretendia virar celebridade ao aparecer na televisão.

 

Mas eles estão tão animados com a idéia de estar na faculdade, preferem ignorar aquelas palavras. Se não for pelo talento, serão jornalistas então pela beleza e simpatia.

 

- Mamãe sempre disse que eu era lindo e carismático. Vou ser âncora do Fantástico!

 

E se for meio desengonçado, será pela pose de intelectual.

 

- Eu sei tudo sobre cinema e tenho desprezo por livros de auto-ajuda. Então vou ser colunista da Folha!

 

E tem também os revolucionários.

 

- Vou fiscalizar o governo e tentar mudar o Brasil com minhas reportagens investigativas.

 

O certo é que por algum motivo eles continuam lá. Com ou sem estágio; Com ou sem experiência; Com ou sem nenhuma garantia.

 

Eles lutam com as armas que podem, sujeitando-se aos ditos estágios “voluntários” onde, na maioria das vezes, são explorados. Eles recebem pouco ou nenhum salário e na maior parte são cobrados como se fossem profissionais experientes. Como se não fosse o bastante, ainda precisam digerir as críticas de quem não está por dentro das condições reais do trabalho que encaram diariamente. Falta de preparação e estrutura, são apenas alguns dos desafios.

 

É cruel a sensação que se tem ao acordar todas as manhãs sabendo que lutará o dia inteiro em função da faculdade e que irá dormir sem saber se conseguirá um emprego decente quando estiver formado. Difícil conviver com o medo de não encontrar a oportunidade certa para mostrar sua capacidade.

 

E é assim que a gente tem seguido, nessa batalha constante para converter as dificuldades do cotidiano em desafio. Estando consciente de que tenho feito muito além do que minhas condições favorecem para estar aqui, até me permito pronunciar uma frase conformista e de senso comum: Seja o que Deus quiser.

 

E Boa sorte para nós.

3 Respostas para “Boa sorte para nós”


  1. 1 Luana 12/03/2009 às 05:20

    É Ca!! Precisamos de muita sorte!!!

  2. 2 Thiago Maurique 13/03/2009 às 02:10

    É Carina, o mercado é foda, mas não depende de sorte. Tem é que se trabalhar bastante não desperdiçar as oportunidade e ter muita humildade, o que na nossa profissão não é fácil de encontrar. O resto, garota, vem com o tempo. Bju

  3. 3 Carina Carboni 13/03/2009 às 11:44

    É nisso que quero acreditar. Juro que é.

    Problema é que sempre tem aquele tio que chega perguntando quando você vai se formar. Pronto a próxima pergunta já vem engatilhada:

    - E aí, vai pra tv depois de formado? Quero te ver na Globo hein!

    Do jeito que falam parece tão fácil… É só formar em jornalismo, pegar o diploma e a vaga dos seus sonhos estará lá, prontinha, esperando por você.

    O produtor do maior canal de tv do país vai te encontrar na rua, te pegar pela mão, levar até a bancada. E se você não aprendeu tanto quanto imaginava na faculdade, ele ainda vai te ensinar a ser apresentador ou a ser uma grande repórter.

    Até parece… hehehe

    Ando meio frustrada mesmo…


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Gabriel García Márquez

"A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha a abelha."

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"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?"

Sobre a isenção jornalística

"A isenção é como a felicidade. Em termos absolutos e permanentes, é inalcançável, mas nem por isso deixamos de correr atrás dela.

A felicidade e a isenção estão onde nunca poemos os pés. Mas por que parar de caminhar se a caminhada nos faz bem e nos torna pessoas melhores?"

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Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.

Enquanto isso a vida segue…

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