
No meu grupo de amigas, sempre que desejamos enfatizar aprovação sobre alguma coisa, uma de nós costuma dizer:
- Isso merece um “Yes coletivo”.
E, imediatamente, o restante do grupo responde em coro:
-Y- eeeeeeeeeeeees!!!
Tudo bem. Admito que, para quem está de fora deste ritual de comemoração, ele pareça extremamente ridículo, infantil e tudo mais. Mas a discussão não é essa. Quero falar de uma coisa séria.
Confesso que estava considerando demasiada a expectativa e a cobertura que a mídia vinha fazendo sobre o governo de Barack Obama – em partes ainda acho meio fútil ficarem fazendo matéria sobre o vestido que a primeira-dama americana usaria na posse.
Contudo, a verdade é que fiquei muito, mas muito satisfeita mesmo com a primeira lei que o presidente americano aprovou sobre a igualdade de salários entre homens e mulheres nos EUA. Nada mais justo. Agora posso dizer que Obama conquistou o meu respeito.
A igualdade salarial não é uma questão de feminismo, mas de justiça familiar, disse o presidente. Segundo ele, a discriminação salarial faz com que as famílias tenham menos dinheiro para educação, saúde ou para sua própria aposentadoria.
Sendo assim, não só mulheres, mas homens, crianças, idosos, papagaios… Enfim, o mundo inteiro deve torcer para que isso vire lei em outros países também. E claro, fazer um “yes coletivo” para Obama.



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