Aniversário do Diário de Carina

Há cerca de um ano, surgiu a vontade de começar um blog. Sei lá, todo mundo na faculdade tinha um, por que não eu? Mas a verdade é que eu morria de medo das pessoas não gostarem de ler o que eu escrevia. Sei lá, uma coisa é escrever só pra você, outra coisa é escrever sabendo que o outro vai ler. Que seu irmão, seu primo, seu vizinho vai ler, seu ex-namorado, as namoradas do seu ex-namorado e as pessoas que não vão com a sua cara – principalmente as que não vão com a sua cara.

E se alguém rir? E se tudo o que eu escrever for uma grande porcaria? Hesitei durante semanas. Passei pelo Blogspot. Desisti. Apaguei. Recomecei. E aqui estou há exatamente um ano.

Quando publiquei o primeiro post, intitulado “Desculpe, eu tenho um Blog” http://diariodecarina.wordpress.com/?s=desculpe+eu+tenho+um+blog só falei para algumas amigas. E por muito tempo Diário de Carina esteve lá, escondidinho. Levei um tempinho para divulgá-lo por aí. Talvez isso explique o número não tão alto de visitantes: 9.773 até agora.

Não posso dizer que a postagem mais visitada esteja entre os meus melhores textos, mas se quiser conferir o link é esse: http://diariodecarina.wordpress.com/?s=um+pouco+de+futilidade+e+divers%C3%A3o

Diário de Carina. Imagino que este título para muitos soe como algo meio infanto-juvenil. Pra ser sincera, eu sou meio piegas mesmo. Meio jequinha. Mas foi o modo que encontrei de me sentir segura naquele momento. Embora eu não entendesse bulhufas de blogs, de diário eu entendia. E muito.

Escrevi o primeiro aos 12 anos. Tive inúmeros desses caderninhos. Sempre cheios de fru-frus, sublinhados de canetinha rosa e lilás, quase sempre encapados com jeans velho (que encontrava facilmente nas caixas de retalho da minha mãe), ilustrados com adesivos e com meus próprios desenhos feitos à base do lápis de cor Faber Castell. Gostava de escrever poemas e de compor músicas que nunca tive coragem de cantar pra ninguém.

Naquela época gostava de falar sobre bobagens de adolescente, principalmente sobre aquele menino da escola que eu gostei desde o primário. Tinha de driblar a curiosidade da minha mãe em saber o que eu tanto escrevia. Teve também o episódio em que meu irmão encontrou o meu companheiro secreto e ficou rindo da minha cara durante semanas. Por muito tempo o esporte favorito dele foi fazer eu me sentir uma idiota, ridícula e boba. E ele encontrou o álibi perfeito para isso:

- Carinaaaaa, sabe o que eu li estes dias sobre o…. Como é que é mesmo o nome ele? Ah, o….

- Cala a boca!!! É mentira!!! Ai que sacooooo! Porque você fica mexendo nas minhas coisas!?!

Ele se divertia às custas de meus ataques de histeria. Mas tirando isso, até os dezoito anos eu fui muito feliz naquele mundinho só meu – sim até os DEZOITO!!! Mas, aos poucos, fui parando de escrever no meu caderninho. Olhava para ele, escondidinho lá no fundo da minha gaveta de meias, já não tinha vontade de anotar. Um dia, quando dei por mim, escrever já havia deixado de ser um hábito.

O blog, que a princípio surgiu como uma curiosidade, acabou tornando-se algo apaixonante depois de um tempo. E após um ano, posso dizer que tornou-se um vício. Não vivo mais sem ele. Apesar de escrever um monte de asneiras, ainda tem gente que lê e gosta. Vá entender!!!! É como dizem lá na minha terra: “Tem louco pra tudo!”

3 Respostas para “Aniversário do Diário de Carina”


  1. 1 Cleber 21/10/2008 às 10:50

    Parabéns pelo blog :)
    Que receba cada vez mais visitas e pessoas que admirem seus textos…

    E… me identifiquei com teu irmão, nada como irritar nossas irmãs! ahahhaha

  2. 2 denise 23/10/2008 às 01:00

    Parabéns pelo aniversário. =D

  3. 3 natalia 03/08/2009 às 05:02

    Parabéns pelo blog, está muito legal. achei bem bonitinho e delicada sua forma de escrever!


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Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.