Arquivo para Agosto, 2008

Uma soldado a menos

Minha amiga está apaixonada. Oh céus! Estou em crise! O que será de mim luana-e-eue8se ela e o dito cujo resolverem namorar?  Estarei perdida. É o cúmulo do egoísmo tudo isso, eu sei. Mas sou uma pobre mortal – não me odeie por isso!

Há outras amigas que também são “mara” e que por um bom tempo continuarão solteiríssimas como eu. Mas é que com ela é diferente. Nosso repertório de aventuras é longo; Assim que rompemos nossos namoros em 2006, nos unimos e descobrimos juntas o “Fantástico Mundo de Baladas de BC City”.

E no meu namoro instantâneo – que durou umas oito semanas – bom, ela se manteve firme e forte. E quando eu regressei a vida na madrugada, tudo voltou a ser como antes. São tantos Djunn’ s, Porto Santo’s, Bali Hai’s, festas fraudes do Crocodilo’s, Kiwis nas sextas, Planeta Atlântida, Deck’s, Goa’s. Uma coleção de festas. O pagode não será o mesmo sem ela. Isso eu tenho certeza.

Também já passamos frio nas madrugadas. Já pagamos mico no camarim do Grupo Revelação. Já empurramos o Diva-Móvel em frente ao Kiwi. Já aturamos chilique do Maurício. Já arrastamos minha mudança pra lá e pra cá. Já nos perdemos em Brusque e a caminho do Dream’s Beach Club. Já descemos o morro da Brava em marcha ré… E ela sempre foi parceria pra todos os convites.

São inúmeras histórias. E agora esse cara aparece do nada e quer roubar minha amiga. E o que é pior, em contrapartida só apresenta um amigo – muito do esnobe por sinal!

O que me intriga é que dessa vez nem tenho como brigar com ela por estar dando moral a um cafajeste. Embora queira levar minha amiga com ele, tenho de admitir que o cara é tudo de bom, um partidão – imagine que ele até abre a porta do carro pra ela!

Gosto de ter minhas amigas solteiras.  Mas falando sério, quero que acima de tudo sejam felizes. Minha amiga merece um homem de verdade. Desejo, de coração, que o provável segundo namoro dela dure muito mais que oito semanas. Mas se não durar, as soldados continuarão aí. Sempre prontas pra batalha contra toda e qualquer espécie de galheira.

Boa sorte parceira!

Chuta que é macumba!

Começa assim: Um perfil inocente aparece no teu orkut e você o aceita como amigo. No dia seguinte ele manda scraps de bom dia, depois de boa tarde, boa noite, bom início de semana, bom final de semana e por aí segue. Tudo bem, até aí tolerável. Até o dia que ele pede teu msn… Muita calma nessa hora.

Ele vem falar com você todos os dias. É gentil, atencioso e vocês acabam conversando sobre muitas coisas. Mas tudo tem um limite. Você não quer bancar a deselegante, mas chega a um ponto que o cara não pode mais ver você entrar no msn. Parece querer ser sempre o primeiro nome a piscar entre os seus contatos. Daqueles xaropes que não espera nem você atualizar a frase do nick. E nem adianta você definir status como ocupado. O figurão ainda vem perguntar se você está podendo falar com ele.

Depois começa a querer te conhecer pessoalmente. Fica pedindo teu telefone via depoimento de orkut. E se você não quer passar, bom ao invés de se tocar, ele manda outro depoimento perguntando se você está brava com ele, se você o bloqueou no msn. Sim, definitivamente o garoto precisa de uma dose bem forte de “simancol”.

É como eu sempre digo: Chuta que é macumba!

Você passa a sair de casa com receio de encontrar esse chato na balada. O pior é que o tal “encosto” já sabe muita coisa sobre você. Claro, ele tem seu orkut. É só nessa hora que percebe que revelou detalhes demais para alguém que nunca tinha visto pessoalmente. Tipo, a esta altura a tal “alma penada” já sabe que tu mora sozinha, que tu estuda a noite, onde estuda e qual o teu curso. E de repente, o que pode parecer bobagem começa a te assustar. Você finalmente se dá conta de que esses dados são o suficiente para alguém te encontrar, mesmo contra sua vontade.

È por aí que começa a encanação. E se o cara for um psicopata? E se resolver te seguir até sua casa? Começa a surgir na tua memória aquelas reportagens, dignas de páginas policias, onde criminosos escolhem suas vítimas justamente pela internet. E se você souber que o perfil preferido são as mulheres que vivem só… Assim, exatamente como você! Vixi… Aí ferrou! Você começa a desconfiar de tudo, não vai mais ao supermercado depois das 19h, anda na rua olhando pra todos os lados. começa a ter aquela impressão de estar sendo perseguida o tempo inteiro…rsrsrs

Sim, meu bem, você devia ter escutado sua mãe quando esta lhe dizia que era perigoso falar com estranhos. Contato desconhecido no msn? Chuta, porque pode ser macumba!

Adeus Big Brother

Agora é permitido ficar em casa com meu pijaminha favorito.  No segundo andar não preciso me preocupar com a janela indiscreta e o vizinho-tarado-pouco-ajuizado. Bye, bye, vida de Big Brother!

Também vou deixar de pagar mico. Já é possível prever se devo sair à rua usando óculos de sol ou levando o guarda-chuva na bolsa.

Pode parecer meio bobo isso tudo, mas é muito bom abrir a janela de manhã e ver o céu. Gosto de ver a claridade do dia entrando pela  vidraça. É bom sentir que o sol foi embora para só então precisar acender a lâmpada da cozinha – luminosidade artificial cansa meus olhos e me afasta dos livros.

No novo apartamento também tem cama de casal. É uma delícia me espalhar nela quando chego da faculdade – o colchão é ótimo. Além disso, ganhei uma gaveta e uma porta a mais no guarda-roupa – só quem é diva sabe quanta coisa dá pra guardar nesse espaço!

E na cozinha? Bom vou poder me livrar daquela caixa de compras horrorosa!!! Vai dar pra arranjar toda a comida na geladeira e no balcão da pia, que são um pouco maiores. O varal continua dentro de casa, tudo bem, mas vou poder vê-lo balançar com o vento que, vez ou outra, resolve adentrar pela janela.

Por falar novamente em janela, devo admitir que a vista nem se compara a dos apartamentos da Avenida Atlântica de BC city, mas é muito melhor que ver o vizinho taradão. Além de tudo as “festinhas” dele e da esposa, madrugada a dentro, vão parar de pertubar o meu soninho.

Bye, bye, vida de Big Brother! Bye, bye!

RÁDIO: Meu primeiro grande amor

Durante uma aula, na faculdade, a professora Liza Lopes solicitou o conceito da turma sobre Radiojornalismo. Esta pergunta, aparentemente simples, remontou à minha história de amor com o rádio.

 

Não sou capaz de informar quando se deu meu primeiro contato radiofônico; o rádio está presente em minha vida desde que me entendo por gente.  Mas entre as lembranças mais remotas está o receptor de madeira, modelo da década de 50, que meu pai deixava sobre uma prateleira no paiol de fumo. Era nas estações Farroupilha e Maristela, ambas AM, que eu escutava as lambadas do Beto Barbosa – que aos três anos me faziam correr para vestir uma saia rodada (que brega!) e de quebra ainda arriscar uns passinhos. 

 

De ouvinte à locutora de rádio (amadora) posso dizer à professora Liza e a quem quiser ouvir que fazer Radiojornalismo para mim é diariamente adentrar lares, locais de trabalho, hospitais e presídios; todos em tempo real. É chegar simultaneamente até o pobre, o rico, o velho, a criança, o adulto; democratizar a informação. É ter a possibilidade de fazer imaginar, é cunhar uma expectativa no ouvinte. É dar a cara a tapa – e nunca poder errar.

 

É o desafio de saber noticiar e emocionar pela voz – sem abusar do apelo. É radio_pg11ter o poder de transformar a informação em boa ou ruim – através da simples entonação. É cativar a credibilidade e o afeto de quem não conhece. É parecer loiro, moreno, gordo, magro, alto, baixo – de acordo com a imaginação de quem ouve.

 

É escrever simples, para falar simples. É não contar com imagens e valer-se da descrição. É dar a informação anteriormente e se possível pautar o jornal, a revista e a televisão.

 

É ser prestador de serviço. É ler e interpretar informação para o analfabeto. É alcançar o radinho de pilha, aonde nem a eletricidade chega. É acompanhar o ouvinte na rua, através do celular. É estar junto da dona de casa, que está lá na cozinha rodeada de afazeres e também do motorista, no trânsito. É estar disponível na internet para todo o mundo. É falar para muitos, como se falasse para um.

 

Para alguns, Radiojornalismo limita-se ao jornalismo no rádio. Mas para mim é muito mais que isso. Se há uma paixão em minha vida, acredite, esta paixão é o Rádio.

 

Quero voltar logo para ele.

Coisas do Mário

Pra pensar:

Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.

Mário Quintana

Mesmo que mude

Composição: Carlinhos Carneiro / Rodrigo Pilla

Ela vai mudar
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora

Só pra conversar
Perguntar se é tarde
Pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido o que passou

Ele vai mudar
Escolher um jeito novo de dizer “alô”
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone

Para conversar
Pois é muito tarde
Pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor mesmo que mude
É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que é amor

Para conversar
Nunca é muito tarde
Pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor mesmo que mude
É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou

Todo mundo sabe que eu adoro rock pop nacional, sobretudo de bandas do Rio Grande do Sul (RS). A música acima é do Bidê ou Balde, uma banda que eu curto bastante. Por acaso encontrei um clipe bem bonitinho no you tube. 

O clipe foi produzido para um tal Murilo, mas vale a pena conferir:


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Gabriel García Márquez

"A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha a abelha."

Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.

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Luiz Fernando Veríssimo

"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?"

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