Deleite

(Imagem da Beira Rio – Itajaí SC)

Gosto dos dias ensolarados, principalmente quando a temperatura está amena. Gosto de calçar um tênis e vestir uma roupa leve, sair para uma caminhada no fim da tarde. Itajaí é uma cidade linda, que permite que se ande ao lado do mar e veja navios no horizonte. No caminho, é agradável passar pela Beira Rio e ver crianças correndo pelo gramado, encontrar idosos exercitando-se e famílias reunidas em frente aos barcos, normalmente ali ancorados.

Dia desses, andando pela calçada, me deparei com o entardecer mais lindo que já presenciei – o por do sol do rio Guaíba em Porto Alegre ficou em segundo lugar agora. O céu estava colorido em vários tons confusos de azul e laranja e que eram refletidos impecavelmente nas águas do rio. As águas que costumam ser plácidas, naquele dia estavam ainda mais. Havia uma brisa leve e que garantia uma sensação de serenidade a quem estivesse por ali. Aquele sábado tive a impressão de que todas as embarcações estavam reunidas, pois havia muitas.  E estavam imóveis. Suas diversas cores e formas também eram duplicadas no espelho das águas.

Tudo parecia estar em sintonia. Sentei na mureta, com meu copo de caldo de cana e fiquei ali parada, estática, contemplando tudo. Simplesmente desejando sentir e prolongar aquela paz pelo maior tempo que pudesse. Por um instante desejei ter alguém para compartilhar aquela dádiva. Mas eu estava sozinha. Não havia mais ninguém ali. Lamentei não ter levado uma máquina fotográfica – mesmo sabendo que ela não poderia registrar o contexto do momento, os sons, a brisa, a harmonia, a magia que imperava naquele cenário.

Agradeci a Deus por aquele presente, pois estava triste e a visão da paisagem me alegrou imensamente. Pensei em diversos lugares do mundo aonde poderia estar, nas pessoas, amores e culturas diferentes que poderia ter conhecido, caso minhas escolhas tivessem sido outras. E fiquei feliz por estar ali. Porque percebi que fiz a escolha certa.

(Bico do Papagaio/ Praia da Atalaia - ao fundo os molhes de acesso ao porto da cidade de Itajaí SC)

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Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.