Arquivo para Maio, 2008

Um pouco de futilidade e diversão

Nos dias que antecedem uma balada especial, nós amigas, normalmente ficamos divididas entre dois pensamentos: quem queremos encontrar por lá e a roupa que queremos vestir. E a produção é muito mais legal quando todas estamos reunidas.

 

Quando não temos um look legal, na maioria das vezes, corremos para o shopping para comprar pelo menos um assessório diferente. E se a grana estiver curta, a maioria apela para o limite do cartão de crédito.  Em caso de emergência, o guarda-roupa da outra pode ser uma solução interessante.

 

Adoramos arrasar numa calça nova, daquelas bem justinhas e que custam os olhos da cara. Na dúvida, também sabemos que o pretinho básico funciona. E como. Quando aliado a um scarpin (é assim que se escreve?) então… Funciona que é uma beleza.

 

E nessa reunião do Clube da Luluzinha é aquela falação. Mulher reunida realmente fala muito. Conversamos todas ao mesmo tempo e mesmo assim conseguimos nos entender. E nosso assunto preferido é falar dos homens cafagestes. Os casos mal resolvidos a gente enterra. É assunto estritamente proibido. Aprendemos desde cedo que “galheira”, definitivamente, não combina com o clima pré-balada. É muito mais interessante falar sobre os futuros pretendentes.

 

A produção começa com as unhas. Cores fortes. Particularmente prefiro o “gabriela/rebu” ou o “dara/café” mas tem quem goste do estilo francesinha. Tem o cabelo também, pode começar com uma escova, evoluir para um baby liss, mas costuma acabar na popular chapinha mesmo. O importante é deixar sempre solto.

 

A última etapa é a preferida de dez entre dez divas: maquiagem. É um troca-troca de sombra pra cá, de gloss pra lá. É uma pedindo pra ajudar com o delineador aqui, a outra querendo opinião sobre qual batom usar, ali. A disputa maior é por um espacinho em frente ao espelho, tão concorrido quanto vestibular pra medicina.

 

No final tudo vira bagunça. Há roupa espalhada pelo quarto inteiro. Todos os sapatos, botas e sandálias estão fora das caixas. As gavetas dos armários estão escancaradas. A música alta já invadiu todos os cômodos da casa/apartamento. Quando rola esquenta em casa então… A cozinha fica daquele jeito.O liquidificador com vestígios de batida, latas de leite condensado abertas sobre a pia, garrafa de vodka e copos na mesa. Mas deixa pra lá, no outro dia a gente dá jeito no estrago.

 

Quando não tem esquenta em casa, no caminho o carro pára no posto. A procura maior ainda é por Smirnoff Ice, já foi o tempo do Martine Rose. O som do carro toca pagode. E a gente segue cantando pelo caminho: “A mulherada dominou geral oôoô… Rapaziada tá passando mal aáaá… Não adianta querer reprimir oôoô… A mulherada é que manda aqui…”.

 

Duro é estacionar. Parece levar horas para surgir uma vaga livre. Antes da descida triunfal, retocar o batom e escovar o cabelo é básico. E se está frio, sempre surge a dúvida de levar ou não casaco. Mas no final o agasalho sempre acaba ficando no carro. Diva que é diva não sente frio.

 

E lá vamos nós. Lindas, simpáticas, livres e desimpedidas para curtir mais uma balada. E por lá, só Deus sabe o que pode acontecer. Isso é assunto para o remember do dia seguinte.

Deleite

(Imagem da Beira Rio – Itajaí SC)

Gosto dos dias ensolarados, principalmente quando a temperatura está amena. Gosto de calçar um tênis e vestir uma roupa leve, sair para uma caminhada no fim da tarde. Itajaí é uma cidade linda, que permite que se ande ao lado do mar e veja navios no horizonte. No caminho, é agradável passar pela Beira Rio e ver crianças correndo pelo gramado, encontrar idosos exercitando-se e famílias reunidas em frente aos barcos, normalmente ali ancorados.

Dia desses, andando pela calçada, me deparei com o entardecer mais lindo que já presenciei – o por do sol do rio Guaíba em Porto Alegre ficou em segundo lugar agora. O céu estava colorido em vários tons confusos de azul e laranja e que eram refletidos impecavelmente nas águas do rio. As águas que costumam ser plácidas, naquele dia estavam ainda mais. Havia uma brisa leve e que garantia uma sensação de serenidade a quem estivesse por ali. Aquele sábado tive a impressão de que todas as embarcações estavam reunidas, pois havia muitas.  E estavam imóveis. Suas diversas cores e formas também eram duplicadas no espelho das águas.

Tudo parecia estar em sintonia. Sentei na mureta, com meu copo de caldo de cana e fiquei ali parada, estática, contemplando tudo. Simplesmente desejando sentir e prolongar aquela paz pelo maior tempo que pudesse. Por um instante desejei ter alguém para compartilhar aquela dádiva. Mas eu estava sozinha. Não havia mais ninguém ali. Lamentei não ter levado uma máquina fotográfica – mesmo sabendo que ela não poderia registrar o contexto do momento, os sons, a brisa, a harmonia, a magia que imperava naquele cenário.

Agradeci a Deus por aquele presente, pois estava triste e a visão da paisagem me alegrou imensamente. Pensei em diversos lugares do mundo aonde poderia estar, nas pessoas, amores e culturas diferentes que poderia ter conhecido, caso minhas escolhas tivessem sido outras. E fiquei feliz por estar ali. Porque percebi que fiz a escolha certa.

(Bico do Papagaio/ Praia da Atalaia - ao fundo os molhes de acesso ao porto da cidade de Itajaí SC)

Insônia

 

Cansei de esperar pelo telefone que não toca, pelo interfone que não soa, pela visita que não chega, pelo encontro casual em uma noite qualquer. Estou cheia desses maus pressentimentos, desse orgulho imbecil, dessa distância que aumenta, dessa saudade que não passa, dessa angústia que não cessa, desse sono que não vem.

 

Estou farta dessa auto-piedade, desses pensamentos tão cretinos. A mim bastaria um pouco de paz….

Bola pra frente!

Não sei quem escreveu este texto, recebi de um colega de trabalho. Me identifiquei com as palavras e resolvi publicar.

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final… Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.


Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?


Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu….Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.


Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.


As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora…Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.


Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.


Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.

 

 

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

 

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.

 

E lembra-te:
“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”

 

 


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Gabriel García Márquez

"A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha a abelha."

Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.

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Luiz Fernando Veríssimo

"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?"

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