Na contramão

Projeto da Ong Ginga Moleque também é atração para crianças que participam do projeto Escola Aberta no Caic (bairro Pró-Morar)

Estamos tão acostumados com as leis mesquinhas do capitalismo, que nem percebemos que ainda existe gente capaz de reagir a esses preceitos. Gente do bem. Gente que está em falta.  Gente que faz a diferença. Gente que segue na contramão, fazendo desse mundo um lugar melhor pra se viver.  Gente que devemos ter sempre por perto, para nos servir de exemplo.

Conheci pessoas assim no projeto de Assessoria de Imprensa que estamos desenvolvendo, durante este semestre, numa organização não governamental (Ong) de Itajaí. Os capoeiras Capitã, Sansão e Massa mantém há dois anos, o projeto “Ginga Moleque”. A Ong oferece aulas gratuitas de capoeira às crianças carentes do município. Sem precisar arcar com nenhuma despesa, os alunos devem apresentar boas notas na escola e disciplina nas aulas.

Sem receber nenhum tipo de remuneração, os voluntários e idealizadores do projeto enfrentam muitas dificuldades para mantê-lo vivo. Estes impedimentos vão desde o preconceito religioso dos familiares das crianças, até problemas de infra-estrutura como falta de uniformes, instrumentos e sede para oferecimento das aulas. Os voluntários arcam com muitas das despesas do grupo, uma vez que não possuem nenhum patrocínio da comunidade.  

No último sábado, 12 de abril, Luana Martins e eu fomos ao bairro Pró-Morar para acompanhar de perto a roda de capoeira do grupo. Além das reuniões durante a semana, aos sábados, o grupo também é atração para outras crianças no Centro Educacional Cacildo Romagnani (Caic), através do Projeto Municipal Escola Aberta. 

Ficamos impressionadas com o que encontramos por lá. Jovens e crianças com idades entre 6 e 18 anos e que nos receberam com sorrisos, beijos e abraços. Tudo em forma de gratidão pelo trabalho que nos propusemos a fazer em benefício da ong que tanto amam – mal sabem que precisamos desta atividade tanto quanto eles.  

 

 

Sinto-me feliz em perceber que em meio a tanta ausência de caráter e valores, é possível acreditar no ser humano do bem. Existe no mundo quem acredite e aposte no futuro de crianças pobres, quem faz mais do que culpar a omissão do governo na educação, quem arregace as mangas e faça a idéia acontecer.

 Que bom seria se todos os brasileirinhos pudessem ter educadores como esses, capazes de semear esperança em meio à exclusão e o descaso social. Quem dera que todas as grandes empresas deste país se propusessem a apoiar projetos assim.

2 Respostas para “Na contramão”


  1. 1 Luana 18/04/2008 às 17:41

    Carina, ficou show de bola essa foto que você tirou!
    Parabéns e o comentário sobre ela também.
    Lindos seus posts. fala exatamente o que você pensa, já que conheço um pouco de você.
    hehehe
    Continue assim, está lindo seu blog, sua cara!
    beijos

  2. 2 nat 23/04/2008 às 00:46

    é acho que deve ser mal de Daniel heuheuhe
    mas o amor é lindo msm e temos mais é que aproveitar
    enquanto podemos te-lo ao lado (=
    bj


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Carina por ela mesma

Brasileira. Catarinense, mas quase gaúcha. Filha da dona Rozalina e do seu Alírio. Praiagrandense e acolhida pela maravilhosa cidade de Itajaí/SC. Neta da dona Floripa e do nono Carboni. Aspirante a jornalista. Namorada do Cleber. Cantora de chuveiro. Ex-coroinha. Prima do Alain. Colega da Luana Lemke. Blogueira. Egressa do Bulcão Viana.

Foi um desastre nas aulas práticas de educação física, mas tirou boas notas em redação durante o ginásio e o colegial. Desde o berço o seu lance é comunicação, dizem que aprendeu a tagarelar antes mesmo de dar os primeiros passos. Em 86 encantou fiéis com assovios durante as missas. Em 99 devorava três livros por semana e era fã de Sandy e Júnior. Locutora de Rádio entre 2002 e início de 2006. Cursou Letras na Unisul em 2005. Logo depois, ao sair de casa para morar 400 km distantes da terrinha natal, também viria a tornar-se escrava do lar.

Rói as unhas quando está nervosa. Vai tirar o aparelho (dos dentes) só no ano que vem. Gosta de café com leite, mas com mais café do que leite. Tem saudades de casa, mas viaja pouco porque odeia andar de ônibus. Gosta de dançar e de comer leite condensado de colher. Tem 23, mas parece ter menos. Ouve Marisa Monte pra ficar em paz e faz faxina todos os sábados.

Dica: Se não gosta de pimenta, alho e cebola, não prove do seu tempero.

Vai ser jornalista mas hard news não é a sua praia. Ainda não tem carteira de habilitação. Gosta de maquiagem e literatura, mas entre ser bonita ou inteligente, fica-com-a-inteligência-obrigada. Adora receber comentários neste blog e ver o índice de visitantes crescerem a cada dia. Pode ser que ela esteja no caminho certo, mas ela sabe que somente o tempo é quem vai dizer.

Essa é a versão da Srta. Carina Carboni by ela mesma. Sinta-se a vontade para ter a sua.